domingo, 20 de setembro de 2015

Am I Brave?


Na minha opinião, talvez ingenuamente falando, ser corajoso é… algo como nos filmes. Arriscar mesmo com medo do que possa acontecer, tentando salvar alguém. Talvez esta seja uma ideia ingénua e que necessita, rapidamente, ser modificada. Ou apenas seja uma ideia louca que, com o tempo, vai sofrendo alterações. Em qualquer um dos casos, não me considero corajosa.
Eu sou do tipo de pessoa que tem problemas psicológicos que deixam vencer – a minha ansiedade social pode falar por si. Tenho medo de imensas coisas. Não consigo deixar certos problemas para trás. Sofro imensamente pelas mesmas coisas vezes sem conta. Não sou capaz de fazer o que acho ser correcto ou fazer-me bem. Novamente. Isto é ser corajosa?
No entanto, existe uma pessoa que tem uma opinião diferente e que me deixou intrigada. É a segunda pessoa até aos dias de hoje.
Basicamente, num momento insano, fui beber café com a mãe e disse que ela podia convidar o… pretendente? E… a mãe convidou. E ali estivemos, os três. O que achei dele, não sei bem dizer. Tenho diversas opiniões formuladas. Mas quanto ao café, sabia que aquilo devia deixar a mãe feliz, portanto porque não? Simplesmente o fiz.
No final esse mesmo pretendente disse que eu era corajosa. Não achei o acto um momento de coragem. Sou eu quem está enganada? Ou são os outros? o.o

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

I'll miss you boss


Tudo se vai resumir a isto. Quando encontro alguém com quem não tenho medo de falar acerca de nada, essa pessoa simplesmente se vai embora. Foi tão difícil de te encontrar e tão fácil de te perder. Tenho saudades tuas e ainda não foste, sequer, embora.
Sei que tudo vai mudar, mas não pela distância que nos podia separar. Esse não é o problema, sei que podemos falar na mesma. Sei que podemos ser loucas na mesma. Mas sei que não posso agarrar no carro ou no comboio e ir ter contigo quando me apetecer. Sei que não podemos, simplesmente, combinar estar juntas na queima e pronto, passarmos uma noite inteira ou mais juntas. Não podemos fazer muita coisa e isso torna tudo um pouco doloroso.
Eu sei. Eu sei. Tivemos um ano juntas. Mas esse ano não se comparou, sequer, ao ano seguinte. Ao ano em que conheci uma Ana diferente. Ao ano em que conheci uma Sara diferente. Fizeste-me descobrir coisas sobre mim que nunca pensei que existissem. Aturaste-me nos piores momentos, quando não podia falar com mais ninguém. E, num ano, tudo mudou. Num ano descobri mais acerca de mim do que na minha vida toda. E, por isto, nunca conseguirei agradecer o suficiente.
Já tenho saudades tuas. Imensas.
Obrigada por tudo o que fizeste por mim este ano. Obrigada de verdade.
Adoro-te imenso...

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Is something wrong?


Não sei se ela já se deu conta, mas provavelmente até já se questionou porque não escrevo acerca dela. Bem, escrever sobre ela era escrever sobre algo que me deixa feliz. Se um dia perder esse algo, não tenho mais nada sobre o que escrever que seja bom, mas, desde ontem, decidi que estava na hora.
O texto de hoje, não sei se será o mais bonito de se ler, mas não deixa de ser um texto e está na hora de eu escrever, mesmo sabendo que ela vai ler. Ou que não vai ler. Sei que antigamente ela vinha ao meu blog, mas tem deixado de vir, portanto com sorte ela vê isto daqui a uns tempos.

Hoje vou falar sobre... o que me conquistou principalmente. Algo que tenho sentido que tem desaparecido. O facto de ela se preocupar comigo. 
Antigamente, e isto foi o que mais me conquistou, quando eu estava mal ou algo acontecia, ela era a primeira a preocupar-se comigo e... fazia-me sentir especial. Era estranho o quão especial me sentia quando ela se preocupava comigo, como se eu fizesse realmente diferença.
Mas tem mudado de há uns meses para cá. Já nada é igual. Não me interpretem mal, amo-a realmente, mas não me tenho sentido especial. Sempre que lhe digo que estou mal, ela parece ignorar, e sim, já aconteceu muito mais que uma vez. E depois tenta safar-se com alguma desculpa, sim, também já aconteceu muito mais do que uma vez. Sinto a mudança, sinto que a mudança não acaba. E, sinceramente, o que sinto apenas me quer fazer afastar. E, ao mesmo tempo, não quero. Mas é como se ela já o estivesse a fazer, sabem? Como se as suas palavras dissessem algo que as suas ações desmentem.
Mas pronto, foi apenas um desabafo. Acho que está na hora de escrever sobre tudo, independentemente de quem lê o meu blog.

domingo, 23 de agosto de 2015

"I'm proud of you, daughter"


Por vezes custa ver todos a seguir em frente, como se nada se tivesse passado. Não censuro ninguém, muito pelo contrário, tenho orgulho de cada pessoa que está a conseguir em frente, mas, infelizmente, não sou essa pessoa.
Tudo gira em volta dele, embora nem sempre pareça. Tudo se tem focado nele, apenas por querer ouvir as palavras “Tenho orgulho em ti”, saírem da sua boca.
Mas nunca saem.
Trabalho dia e noite para conseguir alcançar algo. Algo que nunca poderá ser comprado com cada cêntimo que ganho.
As palavras nunca saem da tua boca.
Continuo a stressar, cada vez mais, por arranjar cada vez mais trabalho. Quero que o digas. Quero que digas que tens orgulho em mim. Que tens orgulho na mulher que me tornei. Que tens orgulho de saber que estou a alcançar todos os meus objectivos.
Mas as palavras continuam sem sair.
E, neste momento, apenas me sinto presa no meu choro, sabendo que nada poderei fazer para me livrar da prisão em que me encontro. Cada vez o vício vai ser maior, cada vez tentarei alcançar coisas mais grandiosas, enquanto aguardo o teu orgulho.
Se mo dissesses, talvez me libertasses da prisão em que me encontro. Talvez eu visse uma luz ao fundo do túnel e encontrasse a saída que preciso, mas as palavras não chegam.
Eu vou continuar a aguardar.
E as palavras ainda não vão chegar.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Texto: Quero que sofras


Sou má. Consigo ser má. Sei que não é bom para nenhum deles, mas continuo. Quero ser má. Quero que sofras como me fazes sofrer. Quero que sofras. Quero que pares de ser mentirosa. Quero que assumas o que fazes. Quero que tomes as rédeas como deve ser, pelo menos, uma vez na vida. Não vou ter o que quero. Tudo se irá repetir Tudo se repete. Sempre.

Texto


Toda a nossa vida somos induzidos a acreditar que tudo é bom quando temos alguém que nos ama por perto. Seja mãe. Seja pai. Sejam namorados. E, em parte, é verdade. Existe sempre aquela pessoa que te faz arriscar nas coisas e te faz feliz. Mas também existe aquela que tens que aguentar e ter paciência, aquela que te faz sentir insegura e até te deita abaixo, aquela que só te lembra do mal que tens. Todos, acrescentando coisas boas ou más na tua vida, vão embora. Todos te vão magoar, por muito que pareça que são para a vida. Todos excepto tu própria. Quando estas em baixo, foges e ficas sozinha a pensar. És tu que te aguentas enquanto choras à noite. Apenas tu. Apenas eu. Todos te vão partir o coração mas eu vou ajudar a concertar. E é assim que continuaremos a nossa vida. Para sempre. Hás-de aprender coração. Hás-de aprender a não te agarrares.

Texto


As férias estavam a correr bem. Bem demais. Todos os problemas que tinha em mente estavam a ser comentados. Eu tinha apoio novamente. Então a viagem está a chegar, mas não me importo. Daqui a uns tempos há mais. Mas tudo descamba. A mensagem chega. Os segredinhos do costume que não deixei que acontecessem. De repente discutem. Agarro a minha irmã. Ela não merece. Tomo atenção ao meu irmão. Ele não merece. “Expulso qualquer pessoa que queira entrar”, fica na minha mente. A verdade vem ao de cima. Tudo continua a descambar. Melhor, meia verdade. Nem todos têm a coragem. O descambo continua e quero segurá-los e mantê-los longe. Eles não merecem. Não quero saber do que é discutido, apenas aqueles dois seres me importam. Aqueles seres que tanto me chateiam como precisam ser protegidos. Tudo termina. Sinto-me fraca. Choro. Eles não merecem. Agarro no telemóvel e começo a trabalhar na responsabilidade que não me compete. Chegam junto de mim. Sorriu. Saiem. Choro. Choro até que a força restaure o meu coração. E acontece. Não hoje. Provavelmente não amanhã. Mas em pouco tempo.