segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Desafio de escrita, dia 27

Dia 27 – Um super-herói




Super-heróis, existem muitos. Fictícios. Mas isso para mim não é ser super-herói, quer dizer, o que fizeram eles por mim? Talvez tenham aumentado a minha imaginação na infância, mas os verdadeiros super-heróis, para mim, não são esses. Tenho vários, não consigo nomear, mas vou falar dos mais importantes. Melhor, das mais importantes. Quem ler este texto vai pensar que sou “graxista”, provavelmente, mas estou a ser sincera. Tenho duas heroínas na minha vida. As duas mulheres da minha vida.
Uma delas tem alguma idade, não muita na minha opinião. Tem mais vinte anos que eu, o que é isso na imensidão do espaço? Nada. Penso que a diferença não é assim tão grande. É alguém que, normalmente, chamam de minha irmã e, sinceramente, por vezes penso que é verdade. Discutimos, ralhamos, gritamos, passamo-nos, mas está cá quando preciso, mesmo que, nem sempre, das melhores maneiras. É a única pessoa que não se importa como eu sou, ao mesmo tempo que ralha comigo por ser como sou. É a única que me apoia incondicionalmente, mesmo sabendo que vou errar e que, no final, ainda diz “Eu bem te avisei”, mas é a única que, no meio disto tudo, está aqui para enxaguar cada lágrima que eu deitar. Para me dar o amor que, por vezes, julgo ser impossível neste mundo. A única pessoa que é capaz de fazer sacrifícios por mim. Uma das mulheres que mais amo neste mundo, senão mesmo a que mais amo, em todo este mundo. A única pessoa que me pode magoar, mas que vou sempre perdoar.
A segunda é a outra mulher da minha vida. Talvez possam julgar-me por dizer isto, já que é alguém com quem estou, mas nada disso é importante para o caso. Ela está sempre disponível para mim, pronta de braços abertos. Está sempre pronta a erguer qualquer espada para me proteger de alguém que me queira magoar. E, definitivamente, é a pessoa que mais me ajudou no momento que mais precisei. Acreditem ou não, se estou aqui hoje, é grande parte graças a ela. Tal como acontece com a mulher de cima, por vezes ela parece algo mais, não parece apenas a mulher que amo. Parece algo mais. A maneira como a conheci e me prendi, leva-me a crer que existe algo mais. A maneira como me protegeu desde o princípio. Em todos os aspectos possíveis. De qualquer modo, é a minha segunda heroína.
E aqui estão as duas. A minha mãe e uma amiga. Uma amiga muito especial.

Desafio de escrita, dia 7

Dia 7 – Um lugar que exista apenas na sua mente


Neste mundo, nada é impossível. Essa palavra, simplesmente, não existe no dicionário de cada ser deste reino. Agradeço por isso, pois faz com que escape da realidade em que me encontro na maioria do meu tempo. Num estalar de dedos consigo o que quero; tarefas simples, nada demais. Não quero ficar dependente da magia que me foi oferecida. Não tenho que ter medo, é o ponto mais importante. Finais felizes existem. Nenhum ‘olá’ acaba com um ‘adeus’, mas um ‘adeus’ acaba sempre com um ‘olá’. Talvez esteja a ser modesta demais, acaba, na maioria dos casos, com um ‘é bom ver-te novamente’. Não tenho que ter medo do amanhã, sei que nada do que tenho será perdido, talvez hajam contratempos pelo caminho, mas tudo o que me foi dado será meu no dia da minha morte. Talvez antes. Nenhum amor é esquecido ou apagado, permanece para sempre. E isso faz com que me mantenha estável emocionalmente, mantém-me calma. Nada comparado com o mundo em que me encontro fora da minha mente em que não existe estabilidade. Existe destino. Existe acaso. E existe o temporário. Isso assusta-me. Na minha mente tudo é mais fácil. Na minha mente estou bem.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Desafio de escrita, dia 19

Dia 19 – Seja uma pessoa totalmente diferente de você


Não tenho medo. Não tenho medo de falhar. Não tenho medo de me perder. Não tenho medo de ser deixada. Tudo acontece por uma razão, não é verdade? Não tenho medo. O Nicholas aproxima-se de mim. Falo. Acerca do dia. Acerca de um filme. Acerca de um livro. Acerca de outros amigos. Não me calo. Vai embora. Coloco os fones nos ouvidos, ouvindo a música ecoar, enquanto se espalha pelo meu corpo. Começo a cantar baixo no meio da rua, não me importando com o que dirão. Chego a casa e sento-me no sofá, concentrada no filme que está a dar. No dia seguinte, nada se repete. Monotonia não existe. Os caminhos não são os mesmos. As decisões não são as mesmas. Não tenho medo de sair do meu conforto, tenho medo de ficar para sempre nele. 

Desafio de Escrita

Apetecia-me escrever. A minha cabeça queria rebentar, não conseguiria organizar a Elements como deve ser. Mas apetecia-me escrever. Uma ideia surgiu-me, porque não procurar desafios de escrita. Procurei e encontrei os dois que se seguem. Começarei pelo primeiro e então farei o segundo. 
As regras, pelo que andei a pesquisar, não têm nada demais. Não é necessário escrever todos os dias e não tem que ser feito por ordem. And that’s it. 
Agora algo importante. Disseram-me que devia experimentar vários géneros literários pois era a única forma de ser uma escritora completa e a única forma de criar a minha identidade como escritora. Também tenho uma imensa quantidade de exercícios que, parte, não irei publicar aqui, mas parte sim, irei. Isto tudo para quê? Não se admirem que comecem a surgir novos estilos de escrita por cá. E é só.
Deixo o desafio cá em baixo, caso alguém esteja, também, interessado em fazer.




quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Save me from myself


O comportamento defensivo é o mais comum. Uma arma de defesa. E tudo bem se for usada; a vida é uma guerra, mesmo, a sociedade é uma ilustração perfeita dos inimigos que se encontram do lado oposto do campo de batalha; estão prontos a disparar a qualquer momento e a ferir-nos. Temos que ter a nossa defesa. Tenho a minha. E tudo bem, não há mal nenhum. Mas existem duas pessoas que pensei gostarem suficientemente de mim para não me magoarem, mas tudo acabou. Mãe e pai. O meu comportamento defensivo até com eles é usado. Agarrei-me a outras duas pessoas. Irmãos. As coisas pioraram e o comportamento voltou. Restava eu. Eu podia confiar em mim. Ou talvez não pudesse, não passava de uma ilusão. Sou a pessoa que mais me magoa. Todas as vozes dentro da minha cabeça comandam o meu dia da pior forma e conduzem-me por caminhos que não quero trilhar. Impõem-me pensamentos não correctos. Eu não sou dona de mim, elas são. Comandam-me e parecem gostar de toda a brincadeira. Elas fazem-me perder a cada minuto que passa. Fazem-me questionar quem sou a toda a hora e, pior, não me dão uma resposta. Fazem com que perca parte da minha alma a cada segundo. Sinto-o. Parte de mim só quer andar, apenas passar o tempo, de preferência, totalmente desligada. Defensiva comigo própria, sempre alerta. Imaginam o quão esgotante pode ser? Definitivamente, dormir é a melhor opção. E se dormisse para sempre? É quando a dor é menor.

Talvez devesse ver tudo pelo lado positivo e começar uma nova fase da minha vida; demoraria o seu tempo, haveria diversas noites de choro mas era um plano. Mas não. Sou masoquista o suficiente para continuar com a dor. Sou masoquista o suficiente para gostar da dor. Sou masoquista o suficiente para deixar que a dor acompanhe cada segundo do meu dia. Sou masoquista o suficiente para apreciá-la, ver os efeitos que tem no meu corpo e sentir a sua falta a cada minuto que me encontre sem ela. E este é o meu trilho, o meu destino, uma dor constante que parece matar cada pedaço do meu ser aos poucos, lenta e torturosamente. E eu pareço gostar e apreciar. Pelo menos parte de mim. A outra parte quer felicidade, implora que as vozes se calem. Tenta sonhar com algo que a desperte do pesadelo em que se encontra. Quer acreditar que o amor calará as vozes internas. Quer bater nas paredes com toda a intensidade da dor, até que ela acabe. Até que as vozes se calem. Até que tome o comando do corpo. Mente. Alma. Quer ter uma conexão diferente com a arte; talvez através de sorrisos e não lágrimas. Ou, no mínimo, que sejam lágrimas de felicidade. Quer ser feliz. Quer viver. Quer sentir apenas a dor tolerável que qualquer ser humano aguenta. Sozinha. Sem companhias dentro da cabeça. Talvez queira se salvar antes que tudo acabe.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Summer Love

Hey amores, como estão? Como prometi, aqui está a página da Summer Love. Espero que gostem :)


Entrem aqui.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Excerto


- Não aceitou a proposta. Diz que o dobro não será o suficiente e que o seu livro vale muito mais do que o que lhe queremos dar. Já contactou uma nova editora e disse que lhe estava a dar mais.
- Ele esperava?
- Vinte e quatro horas.

Vi-o sentar e observar o manuscrito sobre a mesa.
A porta atrás de mim foi fechada. À minha frente encontrava-se uma mulher com a minha altura, vestida com o uniforme de secretária daquela empresa e o cabelo preso num rabo-de-cavalo perfeitamente feito. A mulher começou a caminhar em direcção ao homem que se encontrava sentado. As suas ancas mexiam-se num movimento totalmente coordenado. A sua bunda, como diziam grande parte dos países lusófonos, estava empinada de uma forma excitante. As suas costas estavam o mais direitas possível. O seu olhar manteve-se no do chefe de uma forma totalmente sensual. Engoli em seco.
Estavam próximos. A mulher usou o seu dedo e empurrou o chefe para trás, na cadeira, e sentou-se na mesa, abrindo as pernas para o mesmo. O chefe engoliu em seco, levando as suas mãos até às pernas da mulher. Subiu um pouco e apertou as suas virilhas com alguma força, fazendo a mulher gemer. Hum.
Logo depois a sua expressão mudou, dirigindo-se a mim. Eu já não estava sentada naquela mesa. Olhei para trás e a porta estava aberta.

- Ouviu o que lhe disse Carter? – Perguntou.

Nada respondi. A minha mente tinha acabado de me pregar uma partida. Uma partida em que eu estava totalmente sexy e a seduzir o meu patrão. Uma partida que me tinha levado a um nível de excitação muito superior ao inicial.

- Passe-me a chamada ao senhor Robert. – Repetiu. – Depressa.

Assenti e corri para fora do escritório, indo até à minha secretária. Telefonei para o senhor em questão, passando a chamada ao Jonas. Logo depois suspirei, sentindo todo o meu corpo em fogo, principalmente no meio das minhas pernas e na minha cabeça. Aquele dia seria, sem dúvida, o mais complicado da minha vida. O mínimo que poderia acontecer? Ir até ao quarto de banho e aliviar um pouco toda a tensão em que se encontrava o meu corpo e, o Jonas que me perdoe, mas será agora.