quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Save me from myself


O comportamento defensivo é o mais comum. Uma arma de defesa. E tudo bem se for usada; a vida é uma guerra, mesmo, a sociedade é uma ilustração perfeita dos inimigos que se encontram do lado oposto do campo de batalha; estão prontos a disparar a qualquer momento e a ferir-nos. Temos que ter a nossa defesa. Tenho a minha. E tudo bem, não há mal nenhum. Mas existem duas pessoas que pensei gostarem suficientemente de mim para não me magoarem, mas tudo acabou. Mãe e pai. O meu comportamento defensivo até com eles é usado. Agarrei-me a outras duas pessoas. Irmãos. As coisas pioraram e o comportamento voltou. Restava eu. Eu podia confiar em mim. Ou talvez não pudesse, não passava de uma ilusão. Sou a pessoa que mais me magoa. Todas as vozes dentro da minha cabeça comandam o meu dia da pior forma e conduzem-me por caminhos que não quero trilhar. Impõem-me pensamentos não correctos. Eu não sou dona de mim, elas são. Comandam-me e parecem gostar de toda a brincadeira. Elas fazem-me perder a cada minuto que passa. Fazem-me questionar quem sou a toda a hora e, pior, não me dão uma resposta. Fazem com que perca parte da minha alma a cada segundo. Sinto-o. Parte de mim só quer andar, apenas passar o tempo, de preferência, totalmente desligada. Defensiva comigo própria, sempre alerta. Imaginam o quão esgotante pode ser? Definitivamente, dormir é a melhor opção. E se dormisse para sempre? É quando a dor é menor.

Talvez devesse ver tudo pelo lado positivo e começar uma nova fase da minha vida; demoraria o seu tempo, haveria diversas noites de choro mas era um plano. Mas não. Sou masoquista o suficiente para continuar com a dor. Sou masoquista o suficiente para gostar da dor. Sou masoquista o suficiente para deixar que a dor acompanhe cada segundo do meu dia. Sou masoquista o suficiente para apreciá-la, ver os efeitos que tem no meu corpo e sentir a sua falta a cada minuto que me encontre sem ela. E este é o meu trilho, o meu destino, uma dor constante que parece matar cada pedaço do meu ser aos poucos, lenta e torturosamente. E eu pareço gostar e apreciar. Pelo menos parte de mim. A outra parte quer felicidade, implora que as vozes se calem. Tenta sonhar com algo que a desperte do pesadelo em que se encontra. Quer acreditar que o amor calará as vozes internas. Quer bater nas paredes com toda a intensidade da dor, até que ela acabe. Até que as vozes se calem. Até que tome o comando do corpo. Mente. Alma. Quer ter uma conexão diferente com a arte; talvez através de sorrisos e não lágrimas. Ou, no mínimo, que sejam lágrimas de felicidade. Quer ser feliz. Quer viver. Quer sentir apenas a dor tolerável que qualquer ser humano aguenta. Sozinha. Sem companhias dentro da cabeça. Talvez queira se salvar antes que tudo acabe.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Summer Love

Hey amores, como estão? Como prometi, aqui está a página da Summer Love. Espero que gostem :)


Entrem aqui.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Excerto


- Não aceitou a proposta. Diz que o dobro não será o suficiente e que o seu livro vale muito mais do que o que lhe queremos dar. Já contactou uma nova editora e disse que lhe estava a dar mais.
- Ele esperava?
- Vinte e quatro horas.

Vi-o sentar e observar o manuscrito sobre a mesa.
A porta atrás de mim foi fechada. À minha frente encontrava-se uma mulher com a minha altura, vestida com o uniforme de secretária daquela empresa e o cabelo preso num rabo-de-cavalo perfeitamente feito. A mulher começou a caminhar em direcção ao homem que se encontrava sentado. As suas ancas mexiam-se num movimento totalmente coordenado. A sua bunda, como diziam grande parte dos países lusófonos, estava empinada de uma forma excitante. As suas costas estavam o mais direitas possível. O seu olhar manteve-se no do chefe de uma forma totalmente sensual. Engoli em seco.
Estavam próximos. A mulher usou o seu dedo e empurrou o chefe para trás, na cadeira, e sentou-se na mesa, abrindo as pernas para o mesmo. O chefe engoliu em seco, levando as suas mãos até às pernas da mulher. Subiu um pouco e apertou as suas virilhas com alguma força, fazendo a mulher gemer. Hum.
Logo depois a sua expressão mudou, dirigindo-se a mim. Eu já não estava sentada naquela mesa. Olhei para trás e a porta estava aberta.

- Ouviu o que lhe disse Carter? – Perguntou.

Nada respondi. A minha mente tinha acabado de me pregar uma partida. Uma partida em que eu estava totalmente sexy e a seduzir o meu patrão. Uma partida que me tinha levado a um nível de excitação muito superior ao inicial.

- Passe-me a chamada ao senhor Robert. – Repetiu. – Depressa.

Assenti e corri para fora do escritório, indo até à minha secretária. Telefonei para o senhor em questão, passando a chamada ao Jonas. Logo depois suspirei, sentindo todo o meu corpo em fogo, principalmente no meio das minhas pernas e na minha cabeça. Aquele dia seria, sem dúvida, o mais complicado da minha vida. O mínimo que poderia acontecer? Ir até ao quarto de banho e aliviar um pouco toda a tensão em que se encontrava o meu corpo e, o Jonas que me perdoe, mas será agora.

Capa "Summer Love"

Hey, como estão? Aqui está uma actualização do blog, desta vez, uma capa. Fi-la hoje (admito, não estava a conseguir estudar, mas se disser que era por causa de dores de cabeça, vão perguntar-me o que vim fazer para o computador, então prefiro ficar calada ahah) e, sem me querer gabar, penso que ficou bonitinha. Que me dizem?


Amanhã tratarei de fazer a página da FanFic. Até amanhã, beijos :D

sábado, 6 de setembro de 2014

Musica: Keep your head up


 Keep your head up, keep your heart strong <3

Texto


Assinámos o contrato, ambos, e entreolhámo-nos quando ambas as assinaturas se encontravam lado a lado. A mulher à nossa frente observou o papel e entregou-nos uma boa quantidade deles.

- Caso tenham algum problema com a casa, apenas necessitam avisar-me. Contactarei os melhores técnicos para que solucionem qualquer problema.

Ambos assentimos.
A mulher de longos cabelos ruivos dirigiu-se à porta, dando as últimas recomendações. Eu apenas fingi ouvir, enquanto observava a mulher ao meu lado.
Estava tudo apenas a começar. Não tinha que me preocupar mais com as horas de recolher do colégio, não tinha que me preocupar se os pais dela a iam visitar, não tinha que passar a noite com saudades do seu corpo ao lado do meu e não precisava mandar-lhe mensagens logo de manhã enquanto imagino o seu corpo ao meu lado. Ela está aqui. Ela está ao meu lado. E vai estar aqui todos os dias a partir de agora.
A porta foi fechada por ela que me sorriu envergonhada. Ela sempre disse que não queria viver comigo, pelo menos não até fazermos um ano de namoro; ela dizia que era por meras regras da sociedade e que achava errado começarmos a viver juntos sem, sequer, estarmos um ano juntos. Mas sabia que esse não era o motivo, sabia que ela apenas estava preocupada com o facto de se afeiçoar demasiado e eu a puder magoar. Sabia que era isso e ela tinha tanta noção quanto eu, apenas não o admitia.
Aproximei-me dela, que se encontrava encostada, de costas, para a porta, e levei os meus braços à sua cintura, puxando-a para mim. Consegui sentir que o ar lhe faltou por leves segundos, o que me fez sorrir. Deixei que a minha boca baixasse, encontrando o seu ouvido, e sussurrei lentamente.

- Finalmente a sós.

Ela sorriu e eu sabia a principal razão, mas nada falei, esperei para ouvir a sua resposta. O seu olhar subiu, encontrando o meu, acompanhando os seus braços, que se pousaram no meu pescoço, permitindo-me puxá-la para mim.

- E que queres dizer com isso? Não te chegou a noite de ontem, Nicholas?

Revirei os olhos e sorri, fazendo o seu rosto roborizar. A noite anterior foi passada no meu carro, junto a uma praia, e o objectivo era apenas ficarmos juntos e dormirmos na parte de trás do carro. O carro tem cinco lugares, mas os bancos fecham, dando mais espaço ao porta-bagagens. Levámos tudo lá para trás e deitámo-nos, com o rádio a trabalhar. Começámos aos beijos e ficámos assim por algum tempo.
Entretanto parámos e ela deitou-se nos meus braços, enquanto falávamos e recordávamos tudo o que já tínhamos passado. Foi nessa altura que o fogo acendeu dentro dos dois e aconteceu. Era impossível não fazer nada. E, nessa noite, ela presenteou-me, apenas, com o melhor orgasmo da minha vida. Ela sabia-o.

- Podemos fazê-lo novamente. Se estiveres tão interessada em sentir o meu corpo no teu… - Comecei.

Ela não me deixou terminar; sabia que a ia provocar. Em vez disso beijou-me e, instintivamente, empurrei-a contra a porta e beijei-a. Aquela era apenas mais uma nova etapa da nossa vida juntos e não poderia estar a começar da melhor maneira.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Texto

Antes de lerem, tenho de avisar que tem algum conteúdo que talvez possa ser considerado para maiores de 18. Boa leitura :)


Nicholas dirigiu-se ao exterior da casa, agradecendo, mentalmente, por ter tido um dia de sol, caso contrário, a toalha para o banho de Gabriella não tinha secado. Ele sabia que, em parte, era culpa sua, mas a sua mente pensava do seguinte modo: vivia sozinho, duas toalhas chegavam, perfeitamente, se ele fosse alternando. Usava a mesma dois dias seguidos e, após esses dois dias, utilizava uma nova que teria o mesmo futuro. Parecia-lhe perfeito; fora-lhe perfeito enquanto não tivera ninguém em casa, mas o destino surpreendeu-o. Gabriella estava em sua casa. A tomar banho na sua casa de banho. Era obra do destino, não havia outra justificação. Não havia outra forma de Gabriella estar em sua casa.
Gabriella. Aquela mulher que não quis, sequer, aceitar a sua declaração. Nicholas preparara um belo poema, que lhe demorara uma média de três dias a escrever, e ainda juntara umas palavras que praticou diversas vezes em frente ao espelho. Praticou as palavras. O tom de voz. A expressão facial. Queria que tudo fosse perfeito quando declarasse o seu amor à deusa que lhe roubara grande parte do seu coração; algo nunca conseguido por qualquer outra mulher. Parecia-lhe tudo perfeitamente organizado e, no mesmo dia, Nicholas combinou encontrar-se com Gabriella.
Todo o caminho Nicholas mantinha na sua mente a expressão que vira no espelho, tentando ter a certeza que essa seria a que Gabriella viria. Uma voz, no entanto, ordenou que se acalmasse e Nicholas tentou, tomando atenção ao caminho que realizava. Vários carros passavam por si a uma velocidade considerável, mas Nicholas olhou além dos mesmos, para o café do outro lado da estrada. O café em que se conheceram. O café em que, pela primeira vez, Nicholas olhara para uma mulher, além do seu corpo; fora o sorriso que captara a sua atenção, tinha a certeza.
Ao dar-se conta que os pensamentos tinham voltado à mulher, desistiu de se distrair.
Nicholas avançou pela casa, com a toalha seca na mão, e lembrou-se que Gabriella dissera que se encontraria no quarto por uns minutos, portanto não tinha que se preocupar, sequer, em bater à porta.
Os seus pensamentos voltaram para aquele dia. Nicholas chegou junto de Gabriella e começou a falar, sentindo o seu corpo tremer e as suas mãos suarem. Nada estava a sair como tinha planeado e isso ainda o deixava mais nervoso. No entanto esse não foi o ponto, na realidade o que estragou tudo foi o facto de, assim que começara a falar, Gabriella lhe dizer que não estava interessada em ouvir. A mulher que amava não estava interessada em ouvir a sua declaração.
E, por obra do destino, ali estava ela. A caminho para a festa, Gabriella caíra numa poça de lama e, obviamente, necessitara de um banho. O grande problema, estava a uma meia hora de sua casa e sabia que ele seria o mais próximo, e assim foi. Ali estava ela. Não sabia durante quanto tempo ficaria, mas Nicholas gostava da sua companhia; sentia alguma paz aquando da sua presença.
Nicholas entrou na casa de banho, não se preocupando em anunciar, e viu Gabriella de costas. A mesma não se tinha dado conta da sua presença e Nicholas não se conseguira anunciar ou, simplesmente, fechar a porta. Gabriella encontrava-se apenas com a camisa branca, de costas para si, e desabotoava cada botão da mesma. A água estava ligada e ia caindo, quente o suficiente para soltar todo o vapor pelo espaço, dando um novo ambiente ao mesmo.
Uma voz dentro de si dizia-lhe que devia sair; outra apenas queria aproveitar a imagem mais sensual que vira na vida. A camisa branca – e um pouco manchada pela queda – caíra no chão, deslizando pelo seu corpo em câmera lenta. Nicholas acompanhou o movimento com os olhos, até ao chão, e começou a subir aos poucos. Subiu pelas pernas, lentamente, e deu de caras com as suas cuecas que tapavam algo que, naquele momento, poderia estar encostado à sua excitação evidente. Enquanto as zonas se tocavam na cabeça de Nicholas, com Gabriella de costas para si, imaginava que as suas mãos subiam pela barriga da mesma, levando a que a sua respiração fosse alterando.
Nicholas estaria nu, apenas de boxers, e sentiria o corpo de Gabriella a aproximar-se mais do seu, enquanto as mãos iriam descendo, passando nas suas coxas. Apertaria as mesmas e ouviria um suspiro de Gabriella que, na sua cabeça, verdadeiramente aconteceu. As suas mãos subiriam pelo seu corpo e o seu peito seria tocado, por cima do soutien. Nicholas pensaria em tirá-lo e, nesse momento, o soutien de Gabriella, realmente, caiu. Nicholas engoliu em seco ao ver que, a sua deusa, encontrava-se praticamente nua em frente aos seus olhos. Nicholas queria tocá-la. Pensou em aproximar-se mas, antes de o conseguir, Gabriella virou-se.
Os seus olhos desceram, deixando que os seios da mulher fossem apreciados com a mesma atenção que apreciava todos os seus quadros; aquele corpo era arte e, definitivamente, Nicholas não se importaria de a estudar ao pormenor. No entanto os seus pensamentos foram desviados pela voz de Gabriella.
- Se calhar está na hora de saíres, Nicholas. – Tentara manter a calma.
Os seus braços preocuparam-se em tapar os seios que, anteriormente, Nicholas observava. O homem apenas deixou a toalha pendurada, ao seu lado, e saiu daquela divisão, pronunciando um pedido de desculpas baixo, mas, ainda assim, audível para Gabriella.
A porta foi fechada e Nicholas apenas se encostou à mesma, tentando afastar as imagens da sua cabeça. No entanto o corpo da mulher e a forma sensual como a mesma se despia, voltaram à sua mente. O mesmo suspirou, frustrado por a mulher não ser sua, e falou baixo o suficiente para apenas ser ouvido por si próprio.
- Preciso de uma bebida. Gelada!