quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Texto

Antes de lerem, tenho de avisar que tem algum conteúdo que talvez possa ser considerado para maiores de 18. Boa leitura :)


Nicholas dirigiu-se ao exterior da casa, agradecendo, mentalmente, por ter tido um dia de sol, caso contrário, a toalha para o banho de Gabriella não tinha secado. Ele sabia que, em parte, era culpa sua, mas a sua mente pensava do seguinte modo: vivia sozinho, duas toalhas chegavam, perfeitamente, se ele fosse alternando. Usava a mesma dois dias seguidos e, após esses dois dias, utilizava uma nova que teria o mesmo futuro. Parecia-lhe perfeito; fora-lhe perfeito enquanto não tivera ninguém em casa, mas o destino surpreendeu-o. Gabriella estava em sua casa. A tomar banho na sua casa de banho. Era obra do destino, não havia outra justificação. Não havia outra forma de Gabriella estar em sua casa.
Gabriella. Aquela mulher que não quis, sequer, aceitar a sua declaração. Nicholas preparara um belo poema, que lhe demorara uma média de três dias a escrever, e ainda juntara umas palavras que praticou diversas vezes em frente ao espelho. Praticou as palavras. O tom de voz. A expressão facial. Queria que tudo fosse perfeito quando declarasse o seu amor à deusa que lhe roubara grande parte do seu coração; algo nunca conseguido por qualquer outra mulher. Parecia-lhe tudo perfeitamente organizado e, no mesmo dia, Nicholas combinou encontrar-se com Gabriella.
Todo o caminho Nicholas mantinha na sua mente a expressão que vira no espelho, tentando ter a certeza que essa seria a que Gabriella viria. Uma voz, no entanto, ordenou que se acalmasse e Nicholas tentou, tomando atenção ao caminho que realizava. Vários carros passavam por si a uma velocidade considerável, mas Nicholas olhou além dos mesmos, para o café do outro lado da estrada. O café em que se conheceram. O café em que, pela primeira vez, Nicholas olhara para uma mulher, além do seu corpo; fora o sorriso que captara a sua atenção, tinha a certeza.
Ao dar-se conta que os pensamentos tinham voltado à mulher, desistiu de se distrair.
Nicholas avançou pela casa, com a toalha seca na mão, e lembrou-se que Gabriella dissera que se encontraria no quarto por uns minutos, portanto não tinha que se preocupar, sequer, em bater à porta.
Os seus pensamentos voltaram para aquele dia. Nicholas chegou junto de Gabriella e começou a falar, sentindo o seu corpo tremer e as suas mãos suarem. Nada estava a sair como tinha planeado e isso ainda o deixava mais nervoso. No entanto esse não foi o ponto, na realidade o que estragou tudo foi o facto de, assim que começara a falar, Gabriella lhe dizer que não estava interessada em ouvir. A mulher que amava não estava interessada em ouvir a sua declaração.
E, por obra do destino, ali estava ela. A caminho para a festa, Gabriella caíra numa poça de lama e, obviamente, necessitara de um banho. O grande problema, estava a uma meia hora de sua casa e sabia que ele seria o mais próximo, e assim foi. Ali estava ela. Não sabia durante quanto tempo ficaria, mas Nicholas gostava da sua companhia; sentia alguma paz aquando da sua presença.
Nicholas entrou na casa de banho, não se preocupando em anunciar, e viu Gabriella de costas. A mesma não se tinha dado conta da sua presença e Nicholas não se conseguira anunciar ou, simplesmente, fechar a porta. Gabriella encontrava-se apenas com a camisa branca, de costas para si, e desabotoava cada botão da mesma. A água estava ligada e ia caindo, quente o suficiente para soltar todo o vapor pelo espaço, dando um novo ambiente ao mesmo.
Uma voz dentro de si dizia-lhe que devia sair; outra apenas queria aproveitar a imagem mais sensual que vira na vida. A camisa branca – e um pouco manchada pela queda – caíra no chão, deslizando pelo seu corpo em câmera lenta. Nicholas acompanhou o movimento com os olhos, até ao chão, e começou a subir aos poucos. Subiu pelas pernas, lentamente, e deu de caras com as suas cuecas que tapavam algo que, naquele momento, poderia estar encostado à sua excitação evidente. Enquanto as zonas se tocavam na cabeça de Nicholas, com Gabriella de costas para si, imaginava que as suas mãos subiam pela barriga da mesma, levando a que a sua respiração fosse alterando.
Nicholas estaria nu, apenas de boxers, e sentiria o corpo de Gabriella a aproximar-se mais do seu, enquanto as mãos iriam descendo, passando nas suas coxas. Apertaria as mesmas e ouviria um suspiro de Gabriella que, na sua cabeça, verdadeiramente aconteceu. As suas mãos subiriam pelo seu corpo e o seu peito seria tocado, por cima do soutien. Nicholas pensaria em tirá-lo e, nesse momento, o soutien de Gabriella, realmente, caiu. Nicholas engoliu em seco ao ver que, a sua deusa, encontrava-se praticamente nua em frente aos seus olhos. Nicholas queria tocá-la. Pensou em aproximar-se mas, antes de o conseguir, Gabriella virou-se.
Os seus olhos desceram, deixando que os seios da mulher fossem apreciados com a mesma atenção que apreciava todos os seus quadros; aquele corpo era arte e, definitivamente, Nicholas não se importaria de a estudar ao pormenor. No entanto os seus pensamentos foram desviados pela voz de Gabriella.
- Se calhar está na hora de saíres, Nicholas. – Tentara manter a calma.
Os seus braços preocuparam-se em tapar os seios que, anteriormente, Nicholas observava. O homem apenas deixou a toalha pendurada, ao seu lado, e saiu daquela divisão, pronunciando um pedido de desculpas baixo, mas, ainda assim, audível para Gabriella.
A porta foi fechada e Nicholas apenas se encostou à mesma, tentando afastar as imagens da sua cabeça. No entanto o corpo da mulher e a forma sensual como a mesma se despia, voltaram à sua mente. O mesmo suspirou, frustrado por a mulher não ser sua, e falou baixo o suficiente para apenas ser ouvido por si próprio.
- Preciso de uma bebida. Gelada!

sábado, 16 de agosto de 2014

Uma das minhas maiores bençãos...


Na minha cabeça estava, "Está na hora de escrever outro texto sobre ti", mas sempre que tentava desistia da ideia; na minha cabeça, seria demasiado complicado, mas surpreendi-me. As palavras fluem com uma naturalidade quase impressionante, tal como na primeira vez que escrevi, e pareço não ter que pensar muito enquanto os meus dedos passeiam pelos botões do teclado. Naturalmente, penso que não tenho tido muitas pessoas com quem fazer uma cena no meio do supermercado - o senhor não deve ter ficado muito contente por lhe ter dado com o saco enquanto te abraçava - sem ficar constrangida. Penso que não é qualquer pessoa que me abraça, após um longo tempo, e parece que nunca esteve longe de mim; parece que ainda ontem estivemos juntas, como se estivesses sempre comigo, apesar de tudo. Nunca um abraço pareceu tão certo. E, inacreditavelmente, eu senti-me eu. Não precisei pensar como agir, não precisei pensar se estava a fazer figuras ou se te poderia afastar, apenas actuei. Apenas fui eu. E abracei-te com força, não querendo que toda aquela felicidade momentânea acabasse. Afastaste-te um pouco, olhaste-me nos olhos, sorriste, e abraçaste-me novamente. Tive que rir, mas abracei-te. E percebi que nada acabou. Tudo se mantinha. Como se, mesmo afastadas, nunca nos tivessemos afastado. E sorri. Naturalmente, e sem pensar muito, fui ter com a tua mãe que, tal como tu, ficou imensamente contente por me ver. E senti-me bem, novamente, como se também a tua mãe me puxasse para quem realmente sou. Não me senti fria, não me senti desligada de tudo, senti-me eu. E, neste momento, entendo que as amizades que são para ficar, são para ficar. Nada as separa. A minha calma continua e vai continuar a surgir. Os teus braços continuaram a ser um ponto de paz. E, no futuro, tal como tínhamos combinado, provavelmente a minha filha ainda vai ter o teu nome e a tua vai ter o meu. Como se nunca nos tivessemos afastado. Como se nunca tivesse existido desvios no nosso caminho.
Talvez nem tudo venha a ser tão certo, mas uma coisa sei, a tua amizade foi das maiores bençãos que tive na vida e, eternamente, irei agradecer por ela. 

sábado, 26 de julho de 2014

I felt in love with your soul...

Antes de começar a namorar com a pessoa com quem estou agora, estivemos cara a cara duas vezes. No final da segunda eu já sabia que aquilo era extremamente certo. Não tive tempo suficiente para me apaixonar pela sua aparência - embora seja perfeita; talvez lhe escreva algo a dizer tudo o que amo -, mas apaixonei-me. Apaixonei-me pela forma como, apesar da distância, conseguia tocar o meu coração. Apaixonei-me pela sua personalidade, pela pessoa que é. Apaixonei-me por ser uma pessoa única. E, o facto de nunca estar consigo, faz-me perceber que o que sinto é amor. Faz-me perceber que estou realmente apaixonada. E sinto-me sortuda por ter alguém assim comigo.

I want #2


Ideia excelente. Vou comprar sapatilhas brancas e vou colocar a minha frase nelas. Tenho a sensação que serão as minhas preferidas desse dia em diante.

I want *-*


São tão lindos!! Eu quero a coleção toda do Nicholas Sparks. Depois posso juntar os do grey à coleção eheh 

I'm cold... inside


Estou cansada. Cansada de fazer de conta que tudo está bem. Eu tento convencer-me disso, tento convencer-me que o que sinto agora é apenas algo normal. Que as pessoas à minha volta estão piores do que eu e que tenho que me preocupar com elas, mas está na hora de ser sincera. Está na hora de unir corpo e alma. Estou cansada de estar a fazer algo e estar a ver tudo do lado de fora, como se aquela acção estivesse a ser concretizada pelo meu corpo, mas não por mim. Estou cansada de dizer a quem está magoado para sorrir quando, eu própria, não consigo sorrir verdadeiramente. Estou cansada de dizer que, de qualquer modo vamos ser magoados e o melhor é viver, convencer-me que estou a viver, e, na realidade, estar totalmente parada com medo de sofrer. Estou cansada de ouvir criticas exteriores, não construtivas, que me fazem perder o prazer que tenho por tudo o que, anteriormente, amava fazer. Estou cansada de viver uma vida da qual não sinto fazer parte. Estou cansada de ouvir todos a criticar-me, mesmo quando sei que tenho razão; fazem-me duvidar dos meus poucos princípios. Estou cansada. Estou perdida. Não tenho nada que me dê prazer. Não tenho nada em que acreditar. Não tenho nada que me faça evoluir. Não tenho nada que seja suficientemente forte para tornar a unir a minha alma com o meu corpo, se é que isto, sequer, faz sentido. Muitos vão dizer que tenho uma família – com ou sem pai presente –, tenho amigos e tenho o amor da minha vida comigo. Sim, eu sei. Agradeço por eles. Agradeço tudo o que me oferecem. Mas de que me serve ter tudo isto se não me tenho a mim? De que serve ter tudo isto se me sinto fora do meu corpo. De que serve ter tudo isto se, por vezes, apenas estou do lado de fora, a ver as cenas ocorrerem, enquanto o meu corpo mexe sozinho? De que serve tudo isto se falto eu na história?! Não sei ao certo o que se passa, gostava de ser psicóloga ou psiquiatra. Talvez ter um diagnóstico definido. Nesse caso sabia o que fazer, sabia o que mudar e como fazer tudo melhorar. Mas não tenho. Mais engraçado, no meio disto tudo, é estar a escrever exactamente o que sinto e não sentir nada cá dentro, não me cair uma única lágrima sequer. O que fazer agora, não sei. Talvez continuar à espera que algo surja.

Another pain...


Após algumas mágoas, pela mesma pessoa, qualquer ser humano inteligente abre os olhos e dá-se conta que, só por acaso, aquela pessoa não vale a pena e, definitivamente, sofrer é uma perda de tempo. É assim que as coisas acontecem. Mas não comigo. Sou burra. O meu lado sonhador e a minha ingenuidade insistem acreditar que tudo não passa de um sonho ou, pelo menos, na última das hipóteses, ele vai cair na realidade e voltar ao que era. Mas não vai, ele não vai voltar a ser o que era. Mas o meu coração ainda não se apercebeu disso, parece querer dar “segundas chances” mais de mil vezes; sofrer mais de mil vezes; deixar de acreditar no amor de todos os que o rodeiam, mas continuar a acreditar na única pessoa que realmente não merece. Ser sonhadora. Ingénua. Burra. As três palavras que me descrevem quando se trata dele. E, aparentemente, continuo a não aprender. Continuo a perdoar e a fazer de conta que nada se passou. Continuo a amá-lo.