Antes de lerem, tenho de avisar que tem algum conteúdo que talvez possa ser considerado para maiores de 18. Boa leitura :)
Nicholas
dirigiu-se ao exterior da casa, agradecendo, mentalmente, por ter tido um dia
de sol, caso contrário, a toalha para o banho de Gabriella não tinha secado.
Ele sabia que, em parte, era culpa sua, mas a sua mente pensava do seguinte
modo: vivia sozinho, duas toalhas chegavam, perfeitamente, se ele fosse alternando.
Usava a mesma dois dias seguidos e, após esses dois dias, utilizava uma nova
que teria o mesmo futuro. Parecia-lhe perfeito; fora-lhe perfeito enquanto não tivera
ninguém em casa, mas o destino surpreendeu-o. Gabriella estava em sua casa. A
tomar banho na sua casa de banho. Era obra do destino, não havia outra
justificação. Não havia outra forma de Gabriella estar em sua casa.
Gabriella.
Aquela mulher que não quis, sequer, aceitar a sua declaração. Nicholas
preparara um belo poema, que lhe demorara uma média de três dias a escrever, e ainda
juntara umas palavras que praticou diversas vezes em frente ao espelho.
Praticou as palavras. O tom de voz. A expressão facial. Queria que tudo fosse
perfeito quando declarasse o seu amor à deusa que lhe roubara grande parte do
seu coração; algo nunca conseguido por qualquer outra mulher. Parecia-lhe tudo
perfeitamente organizado e, no mesmo dia, Nicholas combinou encontrar-se com Gabriella.
Todo
o caminho Nicholas mantinha na sua mente a expressão que vira no espelho,
tentando ter a certeza que essa seria a que Gabriella viria. Uma voz, no
entanto, ordenou que se acalmasse e Nicholas tentou, tomando atenção ao caminho
que realizava. Vários carros passavam por si a uma velocidade considerável, mas
Nicholas olhou além dos mesmos, para o café do outro lado da estrada. O café em
que se conheceram. O café em que, pela primeira vez, Nicholas olhara para uma
mulher, além do seu corpo; fora o sorriso que captara a sua atenção, tinha a
certeza.
Ao
dar-se conta que os pensamentos tinham voltado à mulher, desistiu de se distrair.
Nicholas
avançou pela casa, com a toalha seca na mão, e lembrou-se que Gabriella dissera
que se encontraria no quarto por uns minutos, portanto não tinha que se
preocupar, sequer, em bater à porta.
Os
seus pensamentos voltaram para aquele dia. Nicholas chegou junto de Gabriella e
começou a falar, sentindo o seu corpo tremer e as suas mãos suarem. Nada estava
a sair como tinha planeado e isso ainda o deixava mais nervoso. No entanto esse
não foi o ponto, na realidade o que estragou tudo foi o facto de, assim que
começara a falar, Gabriella lhe dizer que não estava interessada em ouvir. A
mulher que amava não estava interessada em ouvir a sua declaração.
E,
por obra do destino, ali estava ela. A caminho para a festa, Gabriella caíra
numa poça de lama e, obviamente, necessitara de um banho. O grande problema,
estava a uma meia hora de sua casa e sabia que ele seria o mais próximo, e
assim foi. Ali estava ela. Não sabia durante quanto tempo ficaria, mas Nicholas
gostava da sua companhia; sentia alguma paz aquando da sua presença.
Nicholas
entrou na casa de banho, não se preocupando em anunciar, e viu Gabriella de
costas. A mesma não se tinha dado conta da sua presença e Nicholas não se
conseguira anunciar ou, simplesmente, fechar a porta. Gabriella encontrava-se
apenas com a camisa branca, de costas para si, e desabotoava cada botão da
mesma. A água estava ligada e ia caindo, quente o suficiente para soltar todo o
vapor pelo espaço, dando um novo ambiente ao mesmo.
Uma
voz dentro de si dizia-lhe que devia sair; outra apenas queria aproveitar a
imagem mais sensual que vira na vida. A camisa branca – e um pouco manchada pela
queda – caíra no chão, deslizando pelo seu corpo em câmera lenta. Nicholas
acompanhou o movimento com os olhos, até ao chão, e começou a subir aos poucos.
Subiu pelas pernas, lentamente, e deu de caras com as suas cuecas que tapavam
algo que, naquele momento, poderia estar encostado à sua excitação evidente.
Enquanto as zonas se tocavam na cabeça de Nicholas, com Gabriella de costas
para si, imaginava que as suas mãos subiam pela barriga da mesma, levando a que
a sua respiração fosse alterando.
Nicholas
estaria nu, apenas de boxers, e sentiria o corpo de Gabriella a aproximar-se mais
do seu, enquanto as mãos iriam descendo, passando nas suas coxas. Apertaria as
mesmas e ouviria um suspiro de Gabriella que, na sua cabeça, verdadeiramente
aconteceu. As suas mãos subiriam pelo seu corpo e o seu peito seria tocado, por
cima do soutien. Nicholas pensaria em tirá-lo e, nesse momento, o soutien de Gabriella,
realmente, caiu. Nicholas engoliu em seco ao ver que, a sua deusa,
encontrava-se praticamente nua em frente aos seus olhos. Nicholas queria
tocá-la. Pensou em aproximar-se mas, antes de o conseguir, Gabriella virou-se.
Os
seus olhos desceram, deixando que os seios da mulher fossem apreciados com a
mesma atenção que apreciava todos os seus quadros; aquele corpo era arte e,
definitivamente, Nicholas não se importaria de a estudar ao pormenor. No
entanto os seus pensamentos foram desviados pela voz de Gabriella.
- Se
calhar está na hora de saíres, Nicholas. – Tentara manter a calma.
Os
seus braços preocuparam-se em tapar os seios que, anteriormente, Nicholas
observava. O homem apenas deixou a toalha pendurada, ao seu lado, e saiu
daquela divisão, pronunciando um pedido de desculpas baixo, mas, ainda assim,
audível para Gabriella.
A
porta foi fechada e Nicholas apenas se encostou à mesma, tentando afastar as
imagens da sua cabeça. No entanto o corpo da mulher e a forma sensual como a
mesma se despia, voltaram à sua mente. O mesmo suspirou, frustrado por a mulher
não ser sua, e falou baixo o suficiente para apenas ser ouvido por si próprio.
-
Preciso de uma bebida. Gelada!






