sexta-feira, 20 de junho de 2014

Desafio: Carta 3

3.Carta para os teus pais


Mãe, és uma mulher complicada; eu acho que o teu signo te define um pouco. Daí termos discutido tanto há uns anos: eu não controlava a personalidade dos peixes, tu também não controlavas a tua do mesmo signo e chocávamos bastante. Mas, da mesma maneira que chocamos bastante, estamos aqui uma para a outra. E, se eu sou dura contigo, por vezes, é apenas porque não quero que te deixes afundar. E sei que não vais, és muito forte. Tu ainda não sabes o tamanho da tua força, mas quando descobrires, vou adorar a reacção das pessoas ao verem a pessoa forte que és. Mais uma coisa, tenho orgulho em ti!

Pai, tenho pena que te estejas a deixar perder... ou a descobrir. E, embora eu tenha orgulho por teres tido coragem de deixar o país, realmente não gosto da pessoa em que te tornaste. Tudo bem, não estás aqui para agradar ninguém, mas se formos por aí, nós também não. Estás a fazer muita coisa que não deves e eu, realmente, estou com medo por ti, mas não estou aqui para consertar a tua vida; aliás, já és maior e vacinado, portanto desenrasca-te. Toma apenas cuidado, um dia torna-se tarde demais...

Desafio: Carta 4

4.Carta para os teus irmãos


Cát, fico contente por seres minha irmã. Conversa da treta, eu sei, mas é a verdade. Eu não podia pedir por melhor, quer dizer, passar de "brioche" a... eu não vou escrever nada disso aqui! Ahahah Esquece! É impossível estar doente ao pé de ti e, o melhor, é que nem te esforças por isso. Gosto imenso de ti mana e tenho muito orgulho em ti, para sempre!

Agora és tu carneiro. Tu és aquele tipo de pessoa que está a ganhar uma personalidade bastante forte e eu tenho um orgulho enorme que o estejas a fazer. Acho que, a forma como cresceste tão de repente, foi espantosa e... também és o melhor irmão do mundo, não fiques com ciúmes. Também não podia pedir irmão melhor, além de teres crescido imenso, ainda temos uma óptima relação de irmãos. Gosto imenso de ti mano.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Desafio: Carta 14

14.Carta para alguém que te afastaste


O meu anjo. O maior erro que cometi neste ano, foi afastar-me de ti, anjo. Eu sei que fui burra e, acredita, eu estou sempre a sentir-me mal por isto. Tu és uma das pessoas que consegue ajudar-me a manter o meu próprio equilíbrio e, mesmo assim, és capaz de me chamar de anjo. Como é que eu sou o anjo se tu é que me ajudavas tanto? Pergunto-me isto a toda a hora, e não consigo entender. Mas isso não é importante, o importante é que me arrependo imenso e sei que, provavelmente, as coisas podem não ser iguais e isso vai magoar-me imenso, mas não tanto como olhar para o teu número e pensar duas vezes se te devo mandar mensagem, quando antes não tinha esse problema. Portanto, sim, eu vou lutar por ti, mesmo sendo tarde demais. Adoro-te anjo.

Desafio: Carta 20

20.Carta a pessoa que mais te partiu o coração


E parece que esta é para ti. Bem, as decepções costumam vir de quem menos esperamos, acredita, sei disso, mas de ti? Isto é o destino a jogar num nível muito avançado. Sempre pensei que fosses a única pessoa que nunca me fosses magoar, mas enganei-me redondamente. E, enquanto eu aqui penso dessa maneira, tu apenas continuas a batalhar para que tudo se torne pior. Eu ser senvível? Pode ser esse o problema, mas apenas justificaria algumas das minhas recaídas. Muita coisa que disseste, simplesmente, não se diz. E, pior, não aprendes com os teus erros e não vês o que estás a perder. E sabes o que me magoa mais? Não são as tuas palavras contra mim, são as tuas palavras contra a mãe. Mas um dia a mãe ganha forças e solta-se, e depois? Sabes, no meio disto tudo apenas tenho pena de ti. Aqui nós continuamos unidos e a nossa vida continua. A mãe vai ganhar força e vai ficar bem, eu sei. Mas e tu? Estás à espera de voltar, pedir desculpas e tcharaannn, tudo resolvido? Tenho pena de ti, porque, apesar de tudo, eu amo-te, mas sei que, se continuas assim, vais perder tudo... mas cada um colhe aquilo que semeia, não é pai?

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Texto

Acordei. Cansada. Os gritos começaram. "Não vamos discutir outra vez o mesmo...", saiu da minha boca. Mas vamos. Novamente. Sento-me. Tudo pára. "Ainda bem", penso. Agarro no telemóvel para telefonar. Comento o facto de agora já estar calma por eu ir telefonar. As bocas começam. Seguro no telemóvel. "Não vais gastar o meu dinheiro", disse, "Eu tenho de telefonar", não tenho a adictivo. Por mim não telefonava, acreditem. Mas, infelizmente, tinha de fazê-lo. Começa a chamar mas as bocas continuam. Lanço um "Porra" e levanto-me para telefonar do meu. Não atende. Desço, já vestida e pronta para sair para me acalmar. Não estava para ouvir mais gritos. Mas não saio. Impede-me. Não o faças! Os gritos continuam. Eu vou perder a paciência. Deixem-me sair!  Por favor! As bocas continuam e eu não aguento. Começo a falar. Começo a dizer as mesmas verdades. Sei que a vão magoar, mas já estão a sair. Tudo verdades. Outras palavras são dirigidas a mim. E não só. Não me "piques"!  Não me tentes levar ao limite!  Eu tenho de sair!  Deixa-me sair!  Não saio. As palavras continuam. Continuo a responder. A raiva aumenta. Não aguento. Vou fazer merda. Eu vou bater-lhe. Não posso!  Arranho-me. Tenho que me acalmar. Não acalmo. As palavras continuam. As bocas continuam. A raiva aumenta. As unhas cravam mais. Deixa-me sair por favor! Tudo continua, eu não aguento. Os meus punhos vãos à parede. A raiva é descarregada. Não fales! Não te ponhas à minha frente! A Força continua intacta. NÃO ME AGARRES!! Empurro-a. Ela agarra-me. Eu tento manter a calma e não lhe bater. Ela empurra-me. Eu quero bater-lhe. Eu tenho força para isso. Tenho força para a encostar. Não o faço. Eu encosto-me à porta e ponho-me a sussurrar "calma", vezes sem fim. Começo a ser sarcáatica. Estou no limite. Mais bocas vêm. Não fales. Eu sei cuidar dos meus irmãos. Eu não os vou abandonar. Eu não os vou magoar. Eu sou responsável. Eu não sou uma criança. CALA-TE!!!  Continuo a sussurrar calma e não lhe respondo. O meu corpo ferve. Queima. Eu tenho de sair. Deixa-me sair!! Vou para a cozinha. Tento telefonar-lhe. Não atende. Começo a falar. Ela tenta fechar oa estores. Não me Deixa abrir a janela. Não a deixo fechar os estores. Arranha-me. Aperta-me com força, com as unhas. Quero fazer-lhe o mesmo. Não me provoqyes!  Vou magoar-te!  Pára!  Só obrigada a ir para o quarto. Vou acalmar-me. Não, ela vem atrás. Continua a provocar. A gritar. O meu corpo tem energia mais do que suficiente para a magoar. Não o posso fazer. Não vou fazer o mesmo que ele. Eu sou forte. "És fraca! Não és mulher.",diz. Não! Eu sou forte. O meu corpo quer agir por mim. Quer bater-lhe. Não posso fazê-lo. "Atende o telemóvel por favor", mando por mensagem. Ela continua. Tento novamente. Ele atende. Choro finalmente. Ele diz para ter calma. Ela grita. Ele risse. Não!! Não!! Ela grita!  Não! Parem! Desligo. Continuamos a discutir. Ela desce. Eu ataco-a psicologicamente. Vejo o que estou a fazer. O meu corpo fala mais alto e avança para a atacar. Eu vou bater-lhe. A minha cabeça volta. Eu beijo-a. Minutos depois finalmente saio. Estou na praia. O meu corpo não reage. Os nervos passam pelo meu corpo. Quero levantar-me e não consigo. Quero mexer-me e tenho dificuldade. A minha mente quer fugir. Não posso desmaiar. Não aguento. Apenas choro e tremo. Não aguento mais.....

terça-feira, 6 de maio de 2014

Descansa em paz, avó...


Nunca pensei em chorar. Aliás, pensei em chorar, devido aos gemidos de dor que me iriam circundar durante aquele espaço de tempo. Eu estava a encarar tudo bastante bem, até observar o teu rosto. Ele estava lindo. Sem pensar duas vezes eu tive que tocá-lo e, inconscientemente, já estava a fazer carinhos por ele. Foi aí que desabei ao sentir a tua pele gelada, ao dar-me conta que, efetivamente, tu não ias abrir os olhos. Nunca mais. Sei que no último ano fizeste imensa coisa que, indirectamente – e directamente –, me prejudicou. Sei que a nossa última conversa deu em discussão. Sei que por vezes chamaste por mim e choraste por mim durante o tempo de internamento e eu, estupida, só estive contigo uma vez; e tu não me conseguiste ver. Peço-te desculpa por isso. E sei que adoravas ter um neto que fosse enfermeiro. Sei o quanto começaste a gostar dessa profissão. E eu vou licenciar-me nesse curso. Vou ser enfermeira. Não apenas por ti, mas também por ti. Obrigada avó, pelas lições, pelos princípios, pelo amor e, mais importante para mim, por teres tido orgulho em mim. Eu amo-te.

domingo, 4 de maio de 2014

Desejo Concretizado

38) Resolver as coisas com uma certa pessoa com quem fui… um pouco dura


Tenho de admitir que este objectivo demorou a ser cumprido. A realidade é que eu sabia que tinha que dizer que, em parte, eu errei e sim, custa-me imenso. Mas usei a minha impulsividade e, nos 30 segundos que me deu vontade de sair com a pessoa, convidei-a. Fomos beber café e pusemos conversa em dia, esclarecemos as coisas e resolveu-se tudo. Mais um desejo cumprido ;)