sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Coimbra, mais que uma cidade


Duas semanas é o tempo que falta para, caso tudo corra bem, eu volte para Coimbra. Tenho de admitir que tenho saudades; é algo estranho, ter saudades de uma cidade, mas Coimbra deixa saudades. 
Lembro-me quando fui à escola, para uma reunião, e estava no comboio totalmente desligada. Assim que pus os pés em Coimbra, veio-me um sentimento óptimo; o próprio ambiente se tornou diferente e eu apenas consegui sorrir - e tenho a certeza que deitei uma lágrima ou outra, embora não me lembre bem.
Uma coisa é verdade, estes meses afastada fizeram-me bem; muito bem na realidade. Pus ideias em dia, organizei sentimentos que lutavam contra mim e dei-me conta que ainda não aproveitei tudo o que esta cidade fantástica tem para me dar.
É verdade que estou apavorada pelo facto de voltar a estágio, mas estou ansiosa para ir aproveitar a magnífica cidade de Coimbra. Muita coisa já aconteceu e muita coisa ainda vai acontecer ao longo dos próximos três anos. 
Só tenho uma coisa para dizer...

Segredos desta cidade, levo comigo para a vida :)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Praxes


Tenho realmente que trocar a capa do blog, não gosto nada desta. Mas este não é o assunto, eu vim falar das praxes.
Todos/as repararam que, devido ao incidente no Meco, a praxe está a ser bastante debatida. O que tenho reparado é que a maioria das notícias sobre a mesma são desfavoráveis e, para melhorar - ironia -, houve uma reportagem a abordar imensos pontos negativos das praxes e mostraram imagens, maioritariamente, de Coimbra. Tudo bem, podiam não ter mais imagens, mas eu passei-me. Portanto decidi vir aqui dar  meu ponto de vista.
Hoje em dia, se perguntarmos a alguém do secundário se estão ansiosos pelas praxes, notamos que têm medo das mesmas. Não os censuro, na minha altura eu estava apavorada. Mas hoje tenho uma opinião totalmente diferente.
A praxe - e muitas pessoas vão dizer que é mentira e que estou a ser repetitiva - é um modo de integração na universidade. Atenção, isto não significa que as pessoas não sejam capazes de se integrarem sem as praxes, porque conseguem, nem significa que sejam excluídas, porque não o são. Vamos pôr as coisas deste modo, um amigo convida-vos para sair à noite e vocês nunca aceitam. Mais cedo ou mais tarde ele deixa de convidar. Agora vamos pôr as coisas de outro modo. O mesmo amigo convida-vos para sair à noite, vocês nunca aceitam, mas vocês saiem de dia e falam bastante. Nesse caso, vocês continuam no círculo, certo? É isso!
As praxes ajudam na integração. Vamos ser sinceros, quem foi praxado e nunca teve num grupo de caloiros em que não conhecia ninguém ou quase ninguém? Pois.. Mas admitam, no final tinham falado com, pelo menos, alguém que não conheciam, nem que fosse para comentar algo na praxe. Muito bem, agora digam-me, de certeza que essa pessoa com quem falaram começou a cumprimentar-vos nos corredores quando se cruzavam. Estou muito errada?
Além desse ponto, temos que admitir que diminui um pouco a timidez; pelo menos em mim teve esse efeito. Ainda acho que foi por ter de imitar o anúncio da herbal essences.. nunca mais me esqueço daquele anúncio. E também houveram muitas praxes divertidas, para ser sincera, em que foi mais o tempo que me ria do que aquele em que era praxada. 
Outro ponto é que na praxe ninguém obriga ninguém a nada. Exemplo, beber. Todos têm a mania de que vão para a universidade e os obrigam a beber. Amigos, eu entrei na universidade e nunca tinha bebido na minha vida. Se me tentaram? Imenso!! Em cada saída era "Sara, não sejas cortes, bebe um pouco.". Jantares de curso, jantares com a família de praxe, saídas e, uma vez, até me fizeram gelatina de vinho para que eu comesse. Se comi? Não! Exagerado? Se calhar, mas tinha feito uma promessa e não a ia quebrar. E não quebrei. Apenas temos que saber dizer não, primeiro, e não sermos influenciáveis. Sim, porque por vezes pensamos que beber nos vai integrar. Temporariamente vocês serão os brinquedos porque é a primeira vez que estão a beber, mas na segunda saída isso passa. Portanto esqueçam. Isto, apenas, para dizer que vocês são totalmente livres para dizer um "não".
Agora dizem-me "Isso é tudo muito lindo, mas as praxes não são assim e mexem com os psicológicos e muitas famílias perderam os parentes". Certo! Estou totalmente de acordo que mexem com o psicológico. Porquê? É uma mudança enorme, já para começar, e nós saímos da nossa zona de conforto a fazer coisas que nunca pensamos fazer na vida. Uns sentem-se humilhados, outros envergonhados,... compreensível! Sair da zona de conforto é muito complicado. Eu sei como me senti. Mas sei que agora estou muito mais desinibida graças à praxe. E sei que só fiz aquilo que quis, não deixei que ninguém me obrigasse a fazer o que não queria. Ficava de quatro? Ah pois ficava! Mas não me obrigavam a fazer o que eu não queria. Mas, obviamente, também não ia com o espírito de "não vou fazer nada.". Apenas me queria divertir, mesmo estando com aquela ansiedade do que iria fazer naquele dia. 
Quanto às perdas de familiares, acreditem, isso revolta-me. Então, com as novas informações vindas do caso do Meco, eu fico realmente revoltada. Aquilo é feito por pessoas que não têm cabeça na terra, por amor de Deus! Há limites! Aquilo foi um exagero e, se fosse comigo, eu não aceitava fazê-lo. Eles que fossem para lá e ficava eu a ver! Juro, eu não fazia nada daquilo! É preciso não te consciência para se ter uma atitude daquelas. Assim como os doutores, já bêbedos, que vão praxar. Por amor de Deus! Quando estão  bêbedos podem exagerar e tornar-se agressivos... sabem o que eles mereciam? Passar pelos mesmo!
E o texto está a estender-se... realmente eu tenho um problema com a escrita.
Enfim, concluindo, a praxe não é má, o que acontece é que há pessoas que não têm consciência das coisas e fazem praxes que não cabem na cabeça de ninguém, primeiro, e outros que não têm o bom senso e não pensam nas consequências de fazerem determinadas coisas em determinadas ocasiões. E isso, sim, difama as praxes. Não é a praxe que é má, há "doutores" - se é que podemos chamar isso a essas maravilhosas criaturas --' - que não têm consciência dos seus actos. E é isso que devia ser divulgado acerca da praxe.
Desculpem se não concordam, mas esta é a minha opinião. Certamente cada um terá a sua.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Desejo Concretizado

23) Voltar a amar


Desejo concretizado! Tenho de admitir que estes meses foram... terríveis. Eu não estou habituada a esconder-me tanto e a ter tanto medo - neste ponto - e, infelizmente, não estou como antes. Descobri, com o passar do tempo, que uma vez magoadas as coisas mudam. Já não podia querer ser tão ingênua e amar tanto como antes, mas também não me podia continuar a esconder. Cheguei a um ponto que, uma das pessoas que mais me magoo, abraçou-me, e eu afastei-me e disse que não queria abraços.
Neste momento, embora ainda tenha medo que brinquem comigo e me magoem, sinto-me diferente. Não me quero esconder de todos para que não me magoem, quero viver! Quero amar! Tenho que sofrer para isso? Que seja! Prefiro sentir do que não sentir, mesmo que isso inclua noites inteiras de choro...
E sabem uma coisa? É incrível como estamos sempre a aprender; até em relação a sentimentos, estamos sempre a aprender. É a vida... :)

Put on a Smile & Live ;)

Liebster Award




Ok, pela descrição que li, isto é destinado a blogues com menos de 200 seguidores (ohh yeahh tenho muito menos :p) e tenho de dizer 11 factos sobre mim, responder às perguntas de quem me enviou o desafio e escolher 11 blogues para continuar a corrente. Obrigada princesa :)


11 factos sobre mim :

1 – Quando tenho a auto-estima em baixo, visto o traje académico :$;
2 – Quando tenho algum problema que me consome demasiado, isolo-me ou foco-me nos problemas dos outros;
3 – Gosto de pôr a música aos berros para, então, poder cantar aos berros;
4 – Quando tinha posters no quarto sentia-me totalmente observada;
5 – Gosto de chuva;
6 – Gosto de dormir nua – embora só o tenha feito uma vez, nas restantes dormi sempre com a roupa intima. Era vergonhoso se alguém me fosse acordar e eu estivesse totalmente nua. Um dia, quando tiver a minha casa, penso nisso;
7 –  Sou totalmente louca por chocolate;
8 – Uma vez, aquando pequena, fiz passagem de modelo;
9 – Ao contrário das pessoas normais, gosto mais do céu com nuvens – à noite – do que do céu estrelado;
10 – Amo sweatshirts;
11 – Durante todo o dia comporto-me como uma criança, mas se te começares a aproveitar disso, prepara-te para conhecer a verdadeira Sara.


Perguntas que me fizeram:

1. Qual o momento mais feliz da tua vida?
Momento mais feliz é um pouco relativo, porque tenho vários. Então digo sempre o primeiro que me surge na cabeça. Desta vez foi o momento que, finalmente, falei abertamente sobre o que sentia com a ida do meu pai. Acreditem, se estou como estou agora, foi por esse momento.

2.Refere uma pessoa que admires. E porquê?
Apenas uma? Tudo bem, talvez a Miley Cyrus. Adoro a forma como ela vive a vida dela sem se importar com aquilo que os outros vão pensar. Sem falar que amo a loucura dela... ahah

3.Há alguma música que te marcou? Qual?
Há várias, na verdade. Mas a primeira que me veio à cabeça foi a Perfect dos Simple Plan.

4. Se pudesses trocar de vida com um famoso, qual seria?
Não sei bem... acho que não queria trocar de vida com nenhum deles. Acontece-lhes coisas fantásticas, mas a mim também. Acho que, apesar de tudo, e nem acredito que vou dizer isto, não trocava a minha vida por outra!

5.Qual é o defeito que menos gostas em ti ? E a qualidade que mais gostas?
Ser calada é o que menos gosto, sem dúvida. O que mais gosto é ser calma; acreditem ou não, já me ajudou em imensas situações.

6.O que mudarias na tua vida?
Nada. A realidade é que não estou propriamente feliz onde estou agora, mas estou melhor do que há uns meses e sei que cada evento - deitando-me mais ou menos abaixo - contribuiu para aquilo que sou e tenho hoje. Não mudaria nada.

7.Qual o teu maior medo?
Há uns meses eu diria que o meu maior medo era ficar sozinha. Neste momento, o meu maior medo é, ainda, o que as pessoas podem pensar de mim. 

8.Qual preferes : Paris , Londres, Nova Iorque, Moscovo ou Roma?
Nova Iorque e Londres. Não consigo escolher entre os dois porque os motivos são ambos pesados para mim.

9.Qual foi a prenda que mais gostaste de receber?
O meu MP4. Nessa altura comecei a poder ouvir música em todo o lado, a qualquer momento. Lembro-me de ter ficado totalmente vidrada nele! E estimei-o tão bem que ainda hoje o tenho :)

10. Qual foi o teu brinquedo de infância?
Provavelmente eram ursos de peluche ahah

11.Qual é a palavra que mais repetes?
"Tipo".


Blogues que escolhi:

11. Princesas, eu não estive a escolher os blogs preferidos nem nada, coloquei os que me apareciam primeiro, portanto o número 11 é para todas as que quiserem fazer. :)


11 Perguntas para quem escolhi:

1. Qual a maior loucura que já fizeste na vida?
2. Qual o teu filme preferido?
3. Gostas de chocolate?
4. Qual foi o momento mais awkward da tua vida?
5. Qual a tua estação do ano preferida?
6. Qual a pessoa que mais admiras?
7. Qual o teu maior medo?
8. Qual é o teu maior maior sonho?
9. Gostas de dormir?
10. A pessoa mais importante na tua vida é...
11. Cantar ou Dançar?

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Corre atrás!


Aqui está uma coisa que aprendi. O importante nesta vida é manter-nos em movimento, o tempo não cura nada! Essa é a maior mentira do século. O segredo, mesmo, é manter-nos em movimento. Conhecem melhor forma do que correndo atrás dos nossos sonhos?

I'm never gonna be good enough for you...


And now I try hard to make it
I just wanna make you proud
I'm never gonna be good enough for you

Quando desabafo com alguém acerca do meu pai, coisa que só fiz com umas três pessoas, a maioria fez cara de “és mesmo menina do papá”, e depois dizia-o em voz alta, em tom de brincadeira. Tudo bem, eu tenho de admitir, sempre o fui. Podem censurar-me, até porque ele me impediu de fazer muita coisa e, se não fosse a minha mãe, nem ao baile de finalistas tinha ido. E, acreditem, odeio que ele o tenha feito e fico extremamente contente por os meus irmãos não terem que passer pelo mesmo.
No entanto, ao mesmo tempo, sabia bem estar protegida, sabem? Eu tinha problemas na escola, tinha que os resolver, mas sabia que quando ele estivesse por perto, eu estaria protegida. Sabia bem saber que tinha ali alguém que não queria que ninguém me magoasse. E, obviamente, não o queria perder.

I try not to think
About the pain I feel inside
Did you know you used to be my hero?
All the days you spent with me
Now seem so far away
And it feels like you don't care anymore

Assim que ele foi embora, apenas me disse para eu tomar conta da minha mãe e irmãos. Eu fiquei do género “Eu?! Tomar conta deles? Manter a mãe calma? Aguentar as discussões? Eras tu quem acalmava a mãe! Eras tu quem lhe minimizava os problemas, não eu!”. Esse foi o momento em que senti que estava sozinha. Não me perguntem como, porque tenho a minha mãe, mas ele era o lado firme e transmitia-me total segurança. É um pouco dificil de explicar.
O tempo foi passando, a minha mãe revoltavasse imenso e, inacreditavelmente, eu só pensava “Onde estas pai?” e tentava manter a calma que ele sempre mantia. Ele sempre pareceu forte diante dos problemas que o deitassem abaixo, sempre guardou tudo para ele e, se chorasse, era sozinho. Eu comecei a fazer o mesmo. Tentei manter-me forte, tentei estar à altura dele. Ele sempre teve orgulho do meu curso. Tentei manter a cabeça erguida também por lá. Eu apenas queria que ele tivesse orgulho em mim. Tanto orgulho que não pensasse, sequer, em afastar-se de mim. Mas, aparentemente, eu não fui boa o suficiente. Aparentemente, eu não era boa o suficiente para conseguir cinco minutos da vida dele, quando apenas queria ouvir um “Sarita, nós vamos conseguir. Força. Não desistas”. Pois, em vez disso recebia um “Tenho de ir tomar banho.”. Uma vez aceitasse. Duas vezes aceitasse. Três vezes é demais. Num minuto ele dizia aquilo! Num minuto ele era capaz de mostrar que estava presente para mim!

And now I try hard to make it
I just wanna make you proud
I'm never gonna be good enough for you
I can't stand another fight
And nothing's alright

Finalmente chegámos aos dias de hoje. Quase que não conseguímos ter uma conversa sem que ele me minta e sem que ambos discutamos. Já sei, temos características semelhantes e chocamos, got it! Mas não aguento mais discussões, estou um pouco cansada.
No entanto ele não entende de outra forma! Ele não entende que tivemos sem água, sem luz, chegamos ao ponto de não ter comida e ter que ir pedir; pior, deram-nos comida estragada e nós, com falta de comida, ainda tivemos que a colocar no lixo. E ele continua com estas mentiras sem jeito nenhum! Ele não tem, sequer, noção do quão complicado é falar com ele neste momento!

Nothing's gonna change the things that you said
Nothing's gonna make this
right again
Please don't turn your back
I can't believe it's hard
Just to talk to you
But you don't understand

Pior que isto tudo é que discutimos, eu fico com vontade de lhe bater, mas depois não deixo de ter vontade de correr e abraçá-lo. Apesar de tudo, e neste momento tenho que dizer infelizmente, eu amo o meu pai. Apesar de parecer que os dias que passava com ele estão tão longe. Parece uma… outra vida…
E, com isto, eu não estou a dizer que o quero de volta. Estranho? Talvez. Mas eu sinto falta da pessoa que o meu pai era, não da pessoa em que ele se tornou. Eu apenas gostava de ser boa o suficiente para que ele não me mentisse, para que não andasse com joguinhos e para que não me afastasse. Apenas queria ser boa o suficiente para ti, pai. Queria que tivesses orgulho em mim, mas…
I'm sorry
I can't be perfect

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Não Iludam Ninguém...

E é isto. Ninguém gosta de ouvir um "amo-te", e descobrir que não é sincero. A palavra é muito forte para ser deitada fora apenas para conquistar ou agradar alguém. Por essa razão, apenas a digo quando sei que é real e que não vou iludir ninguém. Acho que todos deviam pensar duas vezes antes de a usarem, podem magoar, realmente, alguém...