Aqui está uma coisa que aprendi. O importante nesta vida é manter-nos em movimento, o tempo não cura nada! Essa é a maior mentira do século. O segredo, mesmo, é manter-nos em movimento. Conhecem melhor forma do que correndo atrás dos nossos sonhos?
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
I'm never gonna be good enough for you...
And now I try hard to make it
I just wanna make you proud
I'm never gonna be good enough for you
Quando desabafo
com alguém acerca do meu pai, coisa que só fiz com umas três pessoas, a maioria
fez cara de “és mesmo menina do papá”, e depois dizia-o em voz alta, em tom de
brincadeira. Tudo bem, eu tenho de admitir, sempre o fui. Podem censurar-me,
até porque ele me impediu de fazer muita coisa e, se não fosse a minha mãe, nem
ao baile de finalistas tinha ido. E, acreditem, odeio que ele o tenha feito e
fico extremamente contente por os meus irmãos não terem que passer pelo mesmo.
No entanto, ao
mesmo tempo, sabia bem estar protegida, sabem? Eu tinha problemas na escola,
tinha que os resolver, mas sabia que quando ele estivesse por perto, eu estaria
protegida. Sabia bem saber que tinha ali alguém que não queria que ninguém me
magoasse. E, obviamente, não o queria perder.
I try not to think
About the pain I feel inside
Did you know you used to be my hero?
All the days you spent with me
Now seem so far away
And it feels like you don't care anymore
Assim que ele
foi embora, apenas me disse para eu tomar conta da minha mãe e irmãos. Eu
fiquei do género “Eu?! Tomar conta deles? Manter a mãe calma? Aguentar as discussões?
Eras tu quem acalmava a mãe! Eras tu quem lhe minimizava os problemas, não eu!”.
Esse foi o momento em que senti que estava sozinha. Não me perguntem como,
porque tenho a minha mãe, mas ele era o lado firme e transmitia-me total segurança.
É um pouco dificil de explicar.
O tempo foi passando,
a minha mãe revoltavasse imenso e, inacreditavelmente, eu só pensava “Onde estas
pai?” e tentava manter a calma que ele sempre mantia. Ele sempre pareceu forte
diante dos problemas que o deitassem abaixo, sempre guardou tudo para ele e, se
chorasse, era sozinho. Eu comecei a fazer o mesmo. Tentei manter-me forte,
tentei estar à altura dele. Ele sempre teve orgulho do meu curso. Tentei manter
a cabeça erguida também por lá. Eu apenas queria que ele tivesse orgulho em
mim. Tanto orgulho que não pensasse, sequer, em afastar-se de mim. Mas,
aparentemente, eu não fui boa o suficiente. Aparentemente, eu não era boa o suficiente
para conseguir cinco minutos da vida dele, quando apenas queria ouvir um “Sarita,
nós vamos conseguir. Força. Não desistas”. Pois, em vez disso recebia um “Tenho
de ir tomar banho.”. Uma vez aceitasse. Duas vezes aceitasse. Três vezes é
demais. Num minuto ele dizia aquilo! Num minuto ele era capaz de mostrar que estava
presente para mim!
And now I try hard to make it
I just wanna make you proud
I'm never gonna be good enough for you
I can't stand another fight
And nothing's alright
Finalmente chegámos
aos dias de hoje. Quase que não conseguímos ter uma conversa sem que ele me
minta e sem que ambos discutamos. Já sei, temos características semelhantes e
chocamos, got it! Mas não aguento mais discussões, estou um pouco cansada.
No entanto ele
não entende de outra forma! Ele não entende que tivemos sem água, sem luz,
chegamos ao ponto de não ter comida e ter que ir pedir; pior, deram-nos comida
estragada e nós, com falta de comida, ainda tivemos que a colocar no lixo. E
ele continua com estas mentiras sem jeito nenhum! Ele não tem, sequer, noção do
quão complicado é falar com ele neste momento!
Nothing's gonna change the things that you said
Nothing's gonna make this
right again
Please don't turn your back
I can't believe it's hard
Just to talk to you
But you don't understand
Pior que isto
tudo é que discutimos, eu fico com vontade de lhe bater, mas depois não deixo
de ter vontade de correr e abraçá-lo. Apesar de tudo, e neste momento tenho que
dizer infelizmente, eu amo o meu pai. Apesar de parecer que os dias que passava
com ele estão tão longe. Parece uma… outra vida…
E, com isto, eu
não estou a dizer que o quero de volta. Estranho? Talvez. Mas eu sinto falta da
pessoa que o meu pai era, não da pessoa em que ele se tornou. Eu apenas gostava
de ser boa o suficiente para que ele não me mentisse, para que não andasse com
joguinhos e para que não me afastasse. Apenas queria ser boa o suficiente para
ti, pai. Queria que tivesses orgulho em mim, mas…
I'm sorry
I can't be perfect
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Não Iludam Ninguém...
E é isto. Ninguém gosta de ouvir um "amo-te", e descobrir que não é sincero. A palavra é muito forte para ser deitada fora apenas para conquistar ou agradar alguém. Por essa razão, apenas a digo quando sei que é real e que não vou iludir ninguém. Acho que todos deviam pensar duas vezes antes de a usarem, podem magoar, realmente, alguém...
Decisões
Já não venho cá há algum tempo, peço desculpa. É que não tenho escrito muito e tenho tido a cabeça ocupada com outras coisas. Uma delas, são decisões.
Tem sido muito complicado orientar o dinheiro que o meu pai manda para pagar tudo. Mais complicado tem sido orientar as mentiras dele, mas esse é outro ponto... E, como tem sido difícil orientar, eu já falei, pelo menos com a minha mãe, e disse-lhe que era boa ideia ir trabalhar, porque o dinheiro não vai chegar. No entanto continuam a dizer que vai e para eu esperar um pouco e tal. Mas sinto que tenho de me mexer, agora que tenho força, e ir trabalhar. Mas, por outro lado, se realmente o dinheiro der, eu não perco outro ano - o que é óptimo se tivermos em conta as loucuras que andam a fazer com o curso. Portanto estou dividida. Não sei se vá estudar, e arrisque, ou se vá trabalhar.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Excerto
Sá deste lado :D Não, infelizmente acho que ainda não estou de volta, mas tinha prometido que vinha colocar a tal cena hot, portanto aqui está ela. Quanto à escrita, não tenho escrito nada. Até já sinto falta, mas a realidade é que não tenho escrito mesmo nada.
Não tenho mais nada a dizer, apenas que o link aí em baixo tem a tal cena hot - portanto só quem for maior é que entra u.u - e que está enorme. Não sei em que andava a pensar quando escrevi a cena, mas está mesmo gigante. E olhem que eu ainda estive a cortar cenas!
Anyway, para quem for ler, boa leitura :)
Filme: Prozac Nation
Era uma óptima
noite para ver filmes: só o meu irmão estava acordado, eu não estava cansada de
todo e o sono não aparecia. Entrei no wareztuga e fui aos filmes agendados;
deparei-me com este.
Assim que
comecei a ver apenas pensei que iria acabar por adormecer durante o filme –
faço isso constantemente – mas queria vê-lo; se estava agendado era para ser visto.
Os primeiros
minutos foram um pouco secantes, mas depressa comecei a sentir-me demasiado
envolvida e comecei a chorar; todo o santo filme.
No filme a personagem
principal tem uma depressão e gira tudo em torno disso mesmo: das suas inseguranças,
da razão de ela se encontrar onde está, a frustração por não se conseguir
controlar, a sua tentativa de salvação, o tentar estar bem, o fingir característico,
… Acreditem, apesar de ser calmo, o filme vale a pena.
No entanto, ter-me
identificado com a personagem e ter chorado durante o filme inteiro, não é a
razão de estar aqui a escrever. A razão principal é uma frase que foi dita. “Não tens de fingir.”.
Sabem,
ultimamente sinto-me um autêntico vulcão. Nada está bem, tenho ficado nervosa
com pouco, tenho discutido por assuntos insignificante, tenho perdido a
paciência, tenho vontade de chorar o dia todo e, se não puder fazê-lo, tenho
vontade de dormir todo o santo dia. Mas, assim que expludo um pouco, lembro-me
que não quero magoar ninguém e ajo exactamente da forma que as pessoas esperam
que eu haja. E fecho-me. Se hajo de forma diferente, as pessoas olham-me de
lado ou, simplesmente, ignoram. Se tento explicar que algo não está bem comigo,
não me ouvem e pensam que é uma crise de adolescente. E é assim que hajo, como se
fosse uma crise de adolescente, porque é exactamente isso que eles esperam que seja.
Não sei se é desespero
que está a tomar conta de mim, se é o facto de não fazer exercício há dois dias
ou se é apenas algo temporário, mas não estou bem. Estou cansada de fingir. Estou
cansada de me sentar naquele sofá a assistir a um filme de comédia com a
família e ver todos a rir com vontade enquanto eu rio para não me perguntarem se
estou bem. Não quero mentir. Mas, de qualquer modo, eu estou a mentir; estou a
ir contra mim própria. Se fingir que estou bem, estou a mentir, se me
perguntarem e eu disser que estou, estou a mentir. Não tenho forma de não
mentir!
Isto tudo para
quê? Primeiro, precisava de escrever. Não tenho escrito nada, tenho estado
totalmente bloqueada a olhar para as malditas páginas brancas que quase parecem
rir da minha cara! E o segundo ponto, e o mais importante, apenas vos quero
dizer que não têm que fingir. Não comigo. Sei o quanto custa fingir que se está
bem, fingir que a alegria está lá toda, mas não quero que o façam comigo.
Sei que não é a
mesma coisa. Eu posso dizer isto, mas não estou aí, portanto eu dizer ou não é
totalmente indiferente, mas caso um dia precisem mesmo de desabafar e não quiserem
preocupar ninguém, podem falar comigo. Estou aqui para todos/as, está bem? Sem
fingimentos.
Bom ano de 2014!!
E 2014 chegou!! Desculpem não ter vindo cá antes, mas bom ano para todos/as. Espero que este ano seja melhor do que o ano que passou e, realmente, espero que concretizem todos os vossos objectivos. Têm 365 dias para isso - menos neste momento - portanto toca a trabalhar. O relógio não pára! :)
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