Outro texto. Ultimamente não me canso de escrever textos e não admira, preciso deles para pôr algumas ideias em dia. Ideia de hoje: sou burra. Já escrevi mil e um textos sobre a mesma pessoa e nunca me dei conta de que era quem eu realmente precisava. Então vamos começar o texto em si.
Já todos aqui se deram conta – pelo menos, espero eu – que em questões de sentimentos eu sou uma “naba”. Não estou a brincar, sou mesmo. Às vezes eu sinto coisas que nem eu mesma consigo distinguir, daí eu andar sempre a pensar demasiado. Há muita coisa que acontece dentro de mim e que me magoa, outras que me deixam extremamente feliz e eu, por vezes, fico do género “que se passa aqui?!”.
Isto para quê? Há uns dias – no dia do último texto – a minha mãe veio falar-me do meu pai novamente e eu senti-me logo a ficar extremamente magoada. Nesse dia nem os problemas dos outros me conseguiam ajudar, eu estava mesmo em baixo e precisava de tentar perceber o porquê e de perceber o que fazer. A sério, já estou neste estado há um ano e… estou a dar em doida!
Então no dia anterior a esse, eu tinha falado com um amigo. Aquelas conversas tolas que temos de vez em quando, e, no dia do texto, tal como sempre aconteceu, falei com ele como se fosse a coisa mais simples do mundo. Confiei nele como não confiei em ninguém e deitei tudo para fora. Sempre foi demasiado fácil falar com ele, independentemente do tema – independentemente do tema MESMO. Acho que não há nada de que ainda não tenhamos falado… esperem, se calhar politica! – e, desta vez, não foi diferente. Eu disse tudo o que tinha a dizer, mas foi do género, eu dei-lhe uma palavra e ele, dessa palavra, interpretou um parágrafo inteiro.
Tudo bem, eu não lhe disse uma palavra, mas acho que entenderam onde queria chegar. E sempre foi assim! Então eu contei-lhe que estava a começar a sentir-me perdida em mim própria e mais algumas coisas e esqueçam. Quando eu recebi a resposta, só li o “Sara” e comecei a chorar. Eu não consigo explicar, mas senti-me de tal maneira protegida, como se ele ainda estivesse aqui ao lado. Foi estranhamente bom! Depois li o resto da resposta e… foi incrível. Ele leu-me como mais ninguém conseguiu até agora. Melhor, ele fez-me lembrar da pessoa que sou.
Isto descobri agora, todos devíamos ter, ou temos, uma pessoa que, apenas com uma conversa, nos relembra de quem somos; alguém que não nos deixa perder pelo caminho. E, no meio daquela conversa, eu encontrei-me. Foi como me sentir em “casa” por breves minutos. Alguém entendeu, exactamente, a dor que eu estava a sentir, mesmo antes de eu o fazer. Foi… lindo!
Ele entendeu, perfeitamente, o desgaste psicológico daquilo que estou a passar. Melhor, ele conseguiu fazer, do outro lado, com que eu sentisse que ele tinha percebido e ainda sentisse alguma paz durante minutos. Ele, sem dúvida alguma, entrou no bloco de gelo que tenho aqui dentro. E, parte de mim, já sabia que iria ser ele. Não sei porque adiei tanto, eu sabia que iria ser ele a fazê-lo!
Mas continuando, ele deu-me conselhos. Focar-me em mim! Fazer algo para mim! Ele deu-me mil e uma ideias, incluindo o voluntariado – como é que ele me conhece tão bem ao ponto de saber que eu precisava de ajudar os outros e isso iria dar-me satisfação pessoal?! :o – e um programa de exercícios bastante bom. O importante era fazer algo que me desse satisfação a mim.
Daí veio outro ponto. Ele sabe que eu escrevo, que AMO escrever e que sou péssima ahah, mas nunca focou o ponto da escrita. Tudo bem, pode ter sido apenas esquecimento ou nem ter dado muita importância a esse ponto, mas eu interpretei isso de outra maneira. Quer dizer, eu já tinha esta ideia e não ver lá a ‘escrita’, apenas me relembrou da ideia que eu já tinha há algum tempo.
Isto é difícil! Então, o que estou a pensar fazer, é afastar-me da Sá. Para quem lê o blog e não sabe quem é a Sá, é a parte de mim que escreve e que se foca nisso a quase 100%, é a parte de mim que me está a prender ao passado. A vida com a Sá é muito mais simples, foco-me na escrita e faço disso fuga para tudo, mas, nestes últimos tempos, sinto que ela me está a prender ao passado.
Isto não significa que a esteja a abandonar. Não o consigo fazer! A Sá é das partes mais importantes de mim e que me trouxe os melhores momentos da minha vida, até agora.
Quer dizer, ainda me lembro quando publiquei a minha primeira FanFic. Foi um choque! Nunca ninguém tinha lido algo escrito por mim, nunca ninguém tinha tido conhecimento que eu escrevia, então a Sá apenas disse “Eu escrevo, eu quero melhorar, e eu quero compartilhar o meu trabalho.”, e, nesse momento de insanidade, eu publiquei a minha primeira FanFic em sites brasileiros. Esqueçam, quando os comentários começaram a cair e as visitas a surgir, eu senti-me imensamente feliz. Foi algo do outro mundo. Foi a primeira vez que arrisquei em algo e, inacreditavelmente, deu certo!
Então quis ir mais longe e fui para a segunda. Depois começaram as cenas hot. Esqueçam, quando a Sá começava a escrever cenas hot… esqueçam mesmo! Eu desligava porque a primeira vez que estava ligada e a escrever cenas hot, era ela a escrever e eu “sua tarada! Pára com isso!!”, super vermelha. Então decidi desligar e deixá-la fazer o trabalho dela ahah. Que, aliás, é o que ainda hoje acontece.
Esqueçam, a partir desse momento eram conversas até às tantas com certas e determinadas pessoas. Ainda me lembro da primeira vez que meteram conversa comigo e me chamaram de tarada. Eu só pensei “Sá, esta é para ti… não é nada que eu nunca tenha dito”. Nessa noite eu ri-me tanto, mas tanto!! Depois as conversas noturnas continuaram. Aprendi a fazer brigadeiro – as conversas com as meninas eram um máximo ahah – e outras coisas para maiores de 18 que não são para aqui chamadas… Realmente, eu fiz amigos! A Sá estava no seu auge.
Mas, como sempre, parte de mim que ninguém conhece, aliou-se à Sá, contra a minha vontade, e decidiram arriscar novamente. Daquela vez, dentro do meu país. E foi aí que cheguei à st, noutro momento de insanidade. E, aí, encontrei mais pessoas fantásticas. Em parte, conheci a minha cunhada ahah esqueçam, eu adorava conversar com ela, e ainda hoje adoro. Ela é a alegria em pessoa, juro! Então quando começámos as conversas no msn até às tantas da manhã… ahah eu ria-me tanto. Foi dos melhores tempos! Acho que foi a pessoa a quem mais me agarrei na st. Entretanto, mais recentemente, conheci outra pessoa, também de lá, que hoje é muito importante para mim. Importante ao ponto de eu falar com ela todos os dias! Além disso ainda cresci bastante por lá.
Mais ainda quiseram ir mais longe e decidiram fazer um livro da “A Safe Place” – que só por acaso é um dos meus maiores orgulhos e está lindooo *-* - e, ainda melhor, decidiram tornar mais publico. Então entrei num concurso e pedi aos meus amigos para votarem em mim. E, aí, todos puderam ler aquilo que eu escrevia. No entanto acanhei-me assim que recebi aquele comentário a dizer que era um simples “conto de adolescentes”. Na altura magoou-me e comecei a sentir vergonha de mostrar aquilo que escrevia, mas ei! Críticas era o que eu queria, portanto agora já não me sinto envergonhada e estou bem com isso – acanho-me um pouco quando uma pessoa que conheço lê, mas dura algum tempo e depois passa; eu quero criticas mesmo. E o livro continua a ser o meu maior orgulho. Sem falar que, um amigo meu, ainda me mandou uma mensagem com uma crítica. Tipo basicamente dizia que aquilo era só beijinhos e eu fartei-me de rir. Mas concordei, era verdade.
Mas eu ainda não estava satisfeita. Precisava de mais. Então comecei a fazer textos mais pessoais, que basicamente é o que tenho feito no blog. E, quando recebi aquela mensagem de uma pessoa, a dizer que estava a passar pelo mesmo e que os meus textos a ajudavam imenso… esqueçam! A Sá ficou orgulhosa; era o que ela queria, fazer a diferença, ajudar alguém. E, em parte, acho que isso não era apenas dela e da minha outra parte, também era de mim! A Sá, basicamente, juntou-nos a todas numa e fez algo maior.
E, neste momento, ela quer algo maior ainda. Quer fazer um filme! E, sinceramente, eu também, mas não posso. Neste momento tenho de me focar noutras coisas, tenho que deixar algumas coisas para trás para poder evoluir. Custa-me imenso deixar para trás a pessoa que mais alegria me deu ao longo da minha adolescência, mas está na altura de deixar de me esconder atrás das minhas histórias. As coisas não vão acontecer por eu escrever. Não é por eu escrever que tudo está bem que tudo vai ficar bem. Não! Eu tenho de lutar por isso, tal como a Sá lutou para chegar onde chegou.
E acho que é isto. Pensei que essa parte de mim fosse ficar chateada comigo, mas não. Em vez disso ela está bem com isso, apenas me diz para não me esquecer que ela ainda tem um patamar para chegar e não está a pensar desistir dele; apenas me vai dar um tempo. E acho que é isso que realmente vou fazer, dar um tempo à Sá.
Sei que neste momento tenho a Elements para terminar, e penso terminá-la. Vou escrevendo e postando, mas não estou a pensar torná-la prioridade a 100% como a Sá fazia. Sim, porque eu tenho muita coisa escrita, não tenho é postado. A Give me your purity ring, Jonas, é que não sei. Ainda estou a pensar no assunto… A que tenho aqui no blog, também não a vou postar, vai ficar aqui na mesma, para um possível regresso.
E acho que é só quanto à Sá.
Sá: É só o caraças! Dei-te os melhores anos da tua vida e tu não me deixas ter uma despedida à moda da Sá?! Agora vais colocar aquela cena hot que tenho escrita há sei lá quanto tempo e que não mostras a ninguém! E quem faz a apresentação à cena hot sou eu! u.u
Sara: Como queiras… --‘ Olha que para quem vai ter umas férias estás a ser muito mandona!
Sá: Amor, isto é assim. Tive muitos anos no activo, se vou desativar por tempo indeterminado, eu quero sair em grande!
E pronto, agora é só quanto à Sá. Quanto ao texto em si, e voltando atrás, vou seguir o conselho do meu amigo e vou focar-me em mim. Eu ando com energia negativa acumulada pelo corpo inteiro e só correr não descarrega porque correr é algo muito monótono para mim, portanto vou fazer um treino intensivo do qual ele me falou.
Sabem, sabe bem tornar a sentir que sei quem sou e sentir que estou com um rumo. Não sei, sabe bem. Ainda tenho medo de me apegar e tal, e o coração continua frágil, e o cansaço psicológico é imenso, mas falar com ele deu-me forças, como já não tinha há algum tempo.
E pronto, é isto. Quanto ao blog, vou continuar por cá com os meus textos mais pessoais, de vez em quando. Não sei se com tanta regularidade ou se com menos, só o tempo o dirá agora.
E pronto! Desculpem o tamanho do texto, mas precisava escrevê-lo! :)
P.s. Depois venho colocar a cena :)






