Ao meu redor o vento sopra
lentamente; o sol aquece o meu corpo gelado; as gaivotas vão cantando enquanto
sobrevoam o céu que se encontra mais azul que nunca; e o cheiro do mar
apoderasse do parque. Eu tinha tudo para ter puros minutos de felicidade, mas
não. Tudo porque me sinto com medo. Apavorada, na realidade.
E se entrei no
estabelecimento como uma mulher com responsabilidades características e sair
como uma mulher com responsabilidades de mulher casada e mãe? Eu sei que cresci
imenso este ano, mas não foi o suficiente; não estou pronta para isto! Não estou
pronta para tanta responsabilidade. Não estou pronta para desistir dos meus
sonhos e viver uma vida em que tudo já foi decidido!
E se agora o aumento da minha
responsabilidade sair por aquela porta, directamente, para um carro?!
Já engoli em seco mais de
quinhentas vezes, já tenho a própria garganta seca, o maxilar está a prender,
tenho o rosto húmido e o coração mais acelerado que nunca. E, talvez neste
momento, eu perceba o que estou a perder da vida. Estou a deixá-la passar. Há
momentos certos para tudo e eu estou a deixá-los escapar; tudo devido ao medo do
que os outros poderão pensar ou dizer, devido ao medo de arriscar, medo de ser
quem sou, medo de ter medo.
E foi neste momento de puro
stress que percebi que este é o momento certo para fazer muita coisa. Tenho 20
anos, eles não voltam… portanto se daquela porta sair a mesma Sara, eu vou
começar a lutar pelo que quero, pelos meus sonhos e deixar as várias faces do
ego (um dia explico-vos isto) de lado.
Agora resta-me esperar…
(…)
E, ao que parece, vou ser
posta à prova. Bem, posso não ser necessariamente eu a sê-lo, mas vou considerar
que serei eu. A resposta foi… adiada um mês, provavelmente. Desculpem, mas se
isto não é uma forma de eu mostrar que, realmente, vou começar a lutar pelo que
quero, não sei o que será.
De qualquer modo,
independentemente de ser ou não ser, estou pronta para lutar. Ontem estava
totalmente abatida – foi um stress muito grande e descobri algumas coisas que
não queria… se pensar bem, este ano tenho descoberto muita coisa. And guess what?
Ainda não acabou. –, mas hoje acordei com forças extras, acho eu. Ou então
acordei com as pazes feitas comigo própria, quem sabe…
Importante: a partir do dia
de hoje vou lutar por aquilo que realmente quero. E, wow, ainda são algumas
coisas. Let’s work!
Hey princesas. Então eu encontrei este desafio neste blog - foi o outro que referi ontem - e decidi fazê-lo. Não sei, eu sou meia louca por desafios e realmente gosto de fazê-los. E eu tinha um texto escrito hoje, por causa do stress todo que apanhei - a sério o dia de hoje foi mesmo para me deixar com os nervos à flor da pele -, ou este desafio. Como não estava realmente pronta para colocar o texto aqui, decidi fazer um dos dias do desafio.
Bem, o desafio consiste em responder a perguntas sobre mim. Uma por dia. Ia colocar aqui a lista, mas realmente não estou com cabeça para isso. Talvez amanhã coloque a lista numa mensagem à parte ok? Então aqui vai :)
1º dia. Descrição de ti próprio.
Logo o primeiro dia já é complicado. Eu não sei bem como fazer uma descrição de
mim, principalmente hoje, mas tinha prometido a mim mesma que hoje começava por
isso vamos ver o que vai sair daqui.
Não tenho o corpo ideal, fisicamente, mas estou a aprender a gostar dele porque
essa é, efectivamente, a única forma de mudá-lo. Tenho olhos azuis, cinzentos e
verdes – embora estejam cinzentos a maior parte do tempo. De vez em quando ainda
se consegue encontrar um pouco de castanho pelo meio, mas raramente. Tenho
cabelo encaracolado e castanho.
Em outro nível, sou do tipo de pessoa bastante calada e observadora. Penso
bastante, acho que o que me falta na fala está no pensamento. Gosto imenso de
ajudar os outros – acho que por um lado é uma das minhas maiores virtudes e ao
mesmo tempo defeitos; por vezes – correcção, na maior parte das vezes –
coloco-os à minha frente. Prefiro focar-me nos problemas dos outros do que nos
meus…
Defeito principal: provavelmente nunca me afeiçoarei demasiado a ninguém. Este é
o meu maior defeito e o meu maior problema. Mas já tenho biliões de textos
acerca disto e, realmente, não me apetece entrar nisto agora.
Outra coisa, eu NUNCA deixo ninguém para trás. Já fui deixada diversas vezes, já
muitas pessoas deixaram de lutar por mim, portanto uma coisa que aprendi a fazer
foi nunca deixar ninguém para trás. Luto por todos – por vezes posso ser chata
demais – portanto para me afastar eu tenho que ouvir a pessoa a dizê-lo, caso
contrário, não o faço.
Outra característica é gostar de sofrer sozinha. Quando tenho problemas que me
consomem de verdade, eu fecho-me em mim e não deixo que ninguém me tente ajudar;
lido com as coisas sozinha. Normalmente também não deixo que as pessoas
percebam, em vez disso, foco-me nos problemas dos outros.
Mais? Sou totalmente tapada de vez em quando. Gosto de me fazer de burra. E, ao
contrário do que as pessoas pensam, sim, eu sou louca, apenas não deixo que
ninguém o veja.
E… wow. Tanta coisa. E ainda ia escrever mais… bom trabalho Sara, para quem não
sabia o que escrever ahah. Bem, como isto já está enorme, vou deixar tudo por
aqui.
Quase me esquecia. Esta sou eu, prazer em conhecer-vos :D
Então hoje eu não
estava com vontade de escrever nenhum texto, mas enquanto pesquisava umas cenas
encontrei uns desafios e decidi fazê-los. Já tirei uns para o word e tal para
começar amanhã ou depois e encontrei este que não exige que escrevamos muito e
até é engraçadito, portanto decidi fazê-lo. Podem encontrar o desafio nesteBlog.
Regra 1: Só podes
escrever CULPADA (sim) ou INOCENTE (não)
Regra 2: Não é
permitido explicar nada, apenas se alguém perguntar.
• Pediste a alguém que se case contigo? inocente
• Já beijaste algum
dos teus amigos do Facebook? culpada
• Dançaste alguma vez
em cima da mesa de um bar? inocente
• Alguma vez disseste
uma mentira? culpada
• Tiveste sentimentos
por alguém e que não podes recuperar? inocente
• Beijaste uma foto?
culpada
• Dormiste até depois
das 5 da tarde? culpada
• Adormeceste no
trabalho/escola? culpada
• Agarraste uma
cobra? inocente
• Foste expulso da
escola? inocente
• Assaltaste uma
tenda? inocente
• Fizeste alguma
coisa que te arrependes? culpada
• Tocaste num copo
congelado com a língua? culpada
• Beijaste na chuva?
inocente
• Sentaste-te num
telhado? inocente
• Beijaste quem não
devias? culpada
• Cantaste no banho?
culpada
• Empurraram-te com
toda a roupa vestida para uma piscina? culpada
• Rapaste o cabelo
todo? inocente
• Já dormiste nu?
culpada
• Já deste uma queda á
frente de muita gente? culpada
• Tiveste uma equipa
de boxe? inocente
• Deixas-te uma
noiva/noivo a chorar? inocente
• Estiveste numa
banda? inocente
• Já disparaste uma
arma? culpada
• Já doaste sangue?
inocente
• Comeste comida de
gato? inocente
• Já comeste
cheesecake? inocente
• Neste momento amas
quem não deves? inocente
• Tens uma tatuagem?
inocente
• Já gostaste de
alguém mas não disseste a ninguém? culpada
• És honesto? culpada
• Arruinaste uma
surpresa? culpada
• Comeste num
restaurante, mas estavas tão cheio que não conseguias andar? culpada
• Eliminaste alguém
da tua lista de amigos? inocente
• Vestiste-te com
roupa de homem/mulher? culpada
• Já foste a um
leilão? inocente
• Mantens contacto
com uma ex-namorada/o? inocente
• Um completo desconhecido
ofereceu-se para pagar a tua viagem de autocarro? inocente
• Enervaste-te tanto
que choraste de raiva? culpada
• Queres voltar atrás
no tempo para corrigir um erro teu? culpada
• Odeias algum
"amigo" teu? inocente
• Tentas manter-te
afastado de certas pessoas porque achas que é melhor para elas? culpada
“Why am I so afraid to crash down and lose my heart again
I don't know, I can't see, what's come over me
Why am I so afraid to break down and lose my mind again
I don't know, I can't see, what's come over me”
- Baby V
Ligar o ipod. Done!
Abrir o itunes. Done!
Pôr a música a tocar.
Done!
As músicas foram
passando uma atrás d’outra, até que cheguei a uma em especial. Uma música que eu
já nem devia ter no ipod porque, simplesmente, já não a oiço há anos. O porquê
de não ter apagado a música antes? Não sei, mas a realidade é que já me custa
acreditar em coincidências.
Mas esse não é o
assunto, não estou aqui para falar de coincidências, o ponto é a música.
Tinha acabado de
cantar uma música qualquer e então começou esta. Afraid da Vanessa
Hudgens. A música tocou-me, ou talvez tenha sido a voz da minha baby v,
mas o importante é que me tocou.
Achei estranho, até
porque eu só conhecia a letra do refrão e nunca tinha tomado atenção a ela, mas
ouvi-a umas duas ou três vezes. Fui ver a tradução da música na net – eu já a
tinha traduzido toda, mas tenho a mania de ver a letra à minha frente e ir lendo
à medida que vou reflectido nela – e a minha boca caiu assim que comecei a
raciocinar nela.
Primeiro pensamento:
“A minha baby V é um máximo!”. Segundo pensamento: “Como é que uma música
encaixa tão perfeitamente em mim?!”.
Na música a V
diz tudo o que eu tenho sentido ultimamente – ou o que não tenho sentido -, tudo
o que me tem passado pela cabeça e tudo o que me tem preocupado. Na realidade eu
tenho a certeza que se for ler novamente a música, consigo encontrar os meus 20
anos descritos ao longo dela.
Porque razão tenho
tanto medo? Porque tenho medo de amar? Porque bloqueio tanta coisa? Porque não
consigo abrir o meu coração? Eu era boa nisso! Porque tenho medo de dizer o que
penso? Porque prefiro ficar calada a falar? Porque me sinto totalmente esgotada
depois de falar com alguém? E porque insisto em mostrar uma farsa de mim e não a
Sara Isabel a 100%? Porque me afasto quando as pessoas começam a ter
significado?
E porque raio estou
eu a chorar?! Porque raio quero partir tudo? E porque sinto, realmente, que não
sou eu que estou a chorar, é algo que vem do peito. Daquela coisa a que chamam
de coração.
E porque razão o amor
é uma merda tão grande?! – depois de reler acho que tenho que pedir desculpa por
uma palavrinha nesta frase...
E, neste texto – no
qual, realmente, não consigo escrever mais –, entendi que tenho muita coisa para
resolver em mim. Não sei quem sou neste momento. Quer dizer, onde está aquela
Sara que só diz porcaria? Onde está aquela Sara que ri das coisas mais estupidas
e, pior que isso, está uns 10 minutos – sem exagero – a rir do mesmo, enquanto
as pessoas do lado de fora riem da estupidez natural da minha pessoa? Onde está
aquela pessoa pronta para consolar qualquer amiga e que chega ao local e acaba
por chorar com ela – é vergonhoso, eu sei… -? Onde está aquela pessoa que
realmente era capaz de contagiar todos com a felicidade que tinha? E onde está
aquela pessoa que arranjava felicidade nas mais pequenas coisas, mesmo quando
apenas queria chorar.
Desapareceu?
Desapareceu para
deixar uma Sara totalmente insegura? Com medo de dizer o que pensa? Que não é
capaz de sentir tudo com a intensidade? Que está pronta para fugir quando as
pessoas se começam a apegar? Quer dizer eu não falo com a minha melhor amiga há
dois meses! DOIS MESES!! Era suposto eu sentir saudades dela! Era suposto eu
estar pronta para correr até ela e abraçá-la com tanta força que ela iria dizer
“Anjo, ainda bem que és enfermeira…”.
Era suposto eu sentir
porra!
Mas não, em vez disso
estou aqui sentada a escrever este texto e sem sentir rigorosamente nada.
Sinceramente, por um
lado, esta Sara é mais confortável porque, por exemplo, não se deixa ir abaixo
com opiniões externas, mas também me assusta. É assim que vou passar o resto da
minha vida? A ter medo? A deixar as pessoas escaparem por entre os meus dedos? A
não sentir saudades depois de elas escaparem? A ter medo que a outra pessoa
esteja a mentir-me? A sentir que sou um fardo e que a pessoa só está a aturar-me
por pena? É isto? Está é a Sara Isabel?!
Ok, Sara, respira!
Just when it's getting good
I slowly start to freeze
Just when it's feeling real I put my heart to sleep
Tenho a certeza que
quando for ler o texto vou encontrar uma enorme confusão, mas vou publicá-lo de
qualquer modo, porque é isto. É isto que estou neste momento e não é por serem
4:50 da manhã; eu estou uma confusão. Não sei em que pensar, não sei o que fazer
e não tenho respostas a nada.
Mas uma coisa eu sei
e tive a confirmação total com a música, eu tenho medo!
Thanks baby V
P.s. Peço desculpa
pelos erros, pela falta de nexo que possa haver ou qualquer outro problema.
Pensei em deixar aqui e amanhã, quando estiver mais calma, reler e então
publicar, mas sei que amanhã vou minimizar as coisas e eu não quero, quero puder
entrar no meu blog e ler exactamente o que a música me fez sentir; eu não quero
minimizar as coisas. Portanto peço imensa desculpa do que possam encontrar neste
texto.
Há uns meses comecei a escrever este refrão de uma
música. Eu estava realmente mal, precisava de forças para lutar e,
inconscientemente, escrevia; foi algo do momento. Assim que a apontei – não
gosto de desperdiçar ideias que apareçam do nada, servem sempre para algo! –
desliguei as luzes do quarto e deitei-me, ainda a pensar em tudo o que
acontecia.
No dia seguinte, tentei voltar à música, um pouco mais
calma, mas nada. Tentei de todas as formas, usei várias palavras, várias
combinações, vários ritmos, tudo! Mas nada! Voltei a tentar no dia seguinte,
uns dias depois, uns meses depois, e encontrei-a por acaso anteontem. “Vamos lá
ver se é desta…” pensei.
Comecei a escrever e fiquei contente, porque tudo fazia
sentido e eu tinha-la terminado. No entanto, depois de uma pausa, voltei a ler,
e voltou a não fazer sentido. Nesse instante chateei-me e deitei o papel fora.
Como é que eu tinha um refrão que não conseguia esquecer
e, ao mesmo tempo, não havia forma nenhuma de conseguir escrever o resto da
música? Tudo bem, eu entendia se fosse algo muito pensado – porque quando penso
muito em algo, não funciona – mas daquela vez foi algo espontâneo; como se
fosse um conselho e uma promessa a mim própria. Lembro-me perfeitamente de
estar mal e as palavras começarem a surgir na minha mente, totalmente
encaixadas, e com a melodia formulada. Foi espontâneo.
Então parei e escrevi, novamente, os versos que tinha.
Poisei a caneta e olhei para eles enquanto pensava, mas nada. Não via nada de
intrigante, não via nada que não pudesse ser cantado, nem nada que pudesse
estragar o ritmo. Guardei a folha e esqueci aquilo.
Dois dias depois, ia eu no carro a pensar, e foi como um click. Tudo fez sentido e, por momentos,
eu esqueci-me totalmente que tinha pessoas no mesmo carro que eu.
Tudo fazia sentido.
A música dizia que eu sabia que algo não estava bem
quando me sentia mal comigo mesma e quando apenas queria chorar. Depois
dizia-me que eu não estava sozinha, para apenas fechar os olhos, respirar e
enfrentar o mundo – sei que não é exactamente o que lá está, mas é isso que
tentava transmitir.
Eu, quando tentava escrevê-la, tentava focar-me em
pessoas que estariam lá para me ajudar. Afinal, ao ler a letra, se lemos “darling you’re not alone”, que vamos
pensar? Familiares, amigos ou namorados, certo? Também podíamos entrar no lado
da religião, também seria aceitável, mas não. Não era isso. Era algo mais
profundo.
Num momento de tristeza, desespero, depressão e outros
sentimentos que não quero voltar a sentir tão cedo, o meu eu mandou uma mensagem para mim própria. Tudo bem, isto é estranho
e se alguém ler este texto vai pensar que sou totalmente doida, mas para mim
faz todo o sentido.
Naquele momento eu sentia-me mal – ao ponto de me querer
magoar – e apenas queria chorar – até porque nesse dia saí de casa a chorar, as
lágrimas foram a cair silenciosamente no autocarro e, à noite, adormeci a
chorar –, mas aquilo não era saudável e o meu outro eu sabia isso. Então apenas me disse que eu não estava sozinha, e
era verdade, eu tinha-a. Ela não me
podia abraçar como eu queria, mas ela, ou eu – não sei bem –, estava lá em
todos os momentos. E sabia que aquilo não estava a ser saudável.
Então aquele foi o conselho.
Fecha os teus olhos. Respira fundo. E diz “mundo, aqui
vou eu!”.
E este é o meu conselho para cada uma de vós. As pessoas
por vezes deixam-nos, mas temos que aprender a virar-nos sozinhos e isso vocês
apenas vão conseguir com vocês mesmas.
Portanto amem-se! Vão passar o resto da vida com vocês
próprias. #Ficaadica ;)
Os meus olhos encaravam lentamente a cena
que me foi presentiada. A criança corria, contente, saltando as pedras que se
lhe colocavam no caminho. Poderia ser eu, há alguns anos atrás.
Continuei a observar.
Uma queda foi assistida por mim. Pensei
correr em auxílio da criança, mas uma senhora foi mais rápida que eu; talvez a
sua mãe. Eu fiquei parada apenas a observar o que aconteceria.
A criança chorava violentamente, enquanto
escorria sangue pelo seu joelho; apenas uma ferida, mas algo maior para o
pequeno menino. A mãe sorriu, levantando o menino e ajudando-o a caminhar.
O mesmo cambaleava, mas confiava na mãe para
aquela tarefa.
Segui-os, queria saber onde iriam. Entraram
num café.
Esperei.
Em poucos minutos a criança saiu do café,
sorridente, e com um gelado na mão, como se o seu problema tivesse,
simplesmente, acabado; como se nada de mal lhe fosse acontecer a partir daquele
momento.
Parei para pensar na forma como eu tinha
inveja de uma criança de pouco mais de três anos, que não tinha autonomia quase
nenhuma, que não podia sair sozinho, que tinha que seguir todas as regras
impostas, sem ter espírito crítico para decidir se seria o acertado a fazer;
não tinha nada do que eu tinha. No entanto, mesmo assim, conseguia ser mais
feliz que eu.
Olhei em minha volta, onde todos continuavam
a andar, enquanto eu permanecia parada a relembrar a cena que acabara de
acontecer. Apenas um pensamento invadiu
a minha mente.