sábado, 9 de novembro de 2013

Texto - Afraid

 “Why am I so afraid to crash down and lose my heart again
I don't know, I can't see, what's come over me
Why am I so afraid to break down and lose my mind again
I don't know, I can't see, what's come over me”
- Baby V

Ligar o ipod. Done!
Abrir o itunes. Done!
Pôr a música a tocar. Done!
As músicas foram passando uma atrás d’outra, até que cheguei a uma em especial. Uma música que eu já nem devia ter no ipod porque, simplesmente, já não a oiço há anos. O porquê de não ter apagado a música antes? Não sei, mas a realidade é que já me custa acreditar em coincidências.
Mas esse não é o assunto, não estou aqui para falar de coincidências, o ponto é a música.
Tinha acabado de cantar uma música qualquer e então começou esta. Afraid da Vanessa Hudgens. A música tocou-me, ou talvez tenha sido a voz da minha baby v, mas o importante é que me tocou.
Achei estranho, até porque eu só conhecia a letra do refrão e nunca tinha tomado atenção a ela, mas ouvi-a umas duas ou três vezes. Fui ver a tradução da música na net – eu já a tinha traduzido toda, mas tenho a mania de ver a letra à minha frente e ir lendo à medida que vou reflectido nela – e a minha boca caiu assim que comecei a raciocinar nela.
Primeiro pensamento: “A minha baby V é um máximo!”. Segundo pensamento: “Como é que uma música encaixa tão perfeitamente em mim?!”.
Na música a V diz tudo o que eu tenho sentido ultimamente – ou o que não tenho sentido -, tudo o que me tem passado pela cabeça e tudo o que me tem preocupado. Na realidade eu tenho a certeza que se for ler novamente a música, consigo encontrar os meus 20 anos descritos ao longo dela.
Porque razão tenho tanto medo? Porque tenho medo de amar? Porque bloqueio tanta coisa? Porque não consigo abrir o meu coração? Eu era boa nisso! Porque tenho medo de dizer o que penso? Porque prefiro ficar calada a falar? Porque me sinto totalmente esgotada depois de falar com alguém? E porque insisto em mostrar uma farsa de mim e não a Sara Isabel a 100%? Porque me afasto quando as pessoas começam a ter significado?
E porque raio estou eu a chorar?! Porque raio quero partir tudo? E porque sinto, realmente, que não sou eu que estou a chorar, é algo que vem do peito. Daquela coisa a que chamam de coração.
E porque razão o amor é uma merda tão grande?! – depois de reler acho que tenho que pedir desculpa por uma palavrinha nesta frase...
E, neste texto – no qual, realmente, não consigo escrever mais –, entendi que tenho muita coisa para resolver em mim. Não sei quem sou neste momento. Quer dizer, onde está aquela Sara que só diz porcaria? Onde está aquela Sara que ri das coisas mais estupidas e, pior que isso, está uns 10 minutos – sem exagero – a rir do mesmo, enquanto as pessoas do lado de fora riem da estupidez natural da minha pessoa? Onde está aquela pessoa pronta para consolar qualquer amiga e que chega ao local e acaba por chorar com ela – é vergonhoso, eu sei… -? Onde está aquela pessoa que realmente era capaz de contagiar todos com a felicidade que tinha? E onde está aquela pessoa que arranjava felicidade nas mais pequenas coisas, mesmo quando apenas queria chorar.
Desapareceu?
Desapareceu para deixar uma Sara totalmente insegura? Com medo de dizer o que pensa? Que não é capaz de sentir tudo com a intensidade? Que está pronta para fugir quando as pessoas se começam a apegar? Quer dizer eu não falo com a minha melhor amiga há dois meses! DOIS MESES!! Era suposto eu sentir saudades dela! Era suposto eu estar pronta para correr até ela e abraçá-la com tanta força que ela iria dizer “Anjo, ainda bem que és enfermeira…”.
Era suposto eu sentir porra!
Mas não, em vez disso estou aqui sentada a escrever este texto e sem sentir rigorosamente nada.
Sinceramente, por um lado, esta Sara é mais confortável porque, por exemplo, não se deixa ir abaixo com opiniões externas, mas também me assusta. É assim que vou passar o resto da minha vida? A ter medo? A deixar as pessoas escaparem por entre os meus dedos? A não sentir saudades depois de elas escaparem? A ter medo que a outra pessoa esteja a mentir-me? A sentir que sou um fardo e que a pessoa só está a aturar-me por pena? É isto? Está é a Sara Isabel?!
Ok, Sara, respira!
Just when it's getting good
I slowly start to freeze
Just when it's feeling real I put my heart to sleep
Tenho a certeza que quando for ler o texto vou encontrar uma enorme confusão, mas vou publicá-lo de qualquer modo, porque é isto. É isto que estou neste momento e não é por serem 4:50 da manhã; eu estou uma confusão. Não sei em que pensar, não sei o que fazer e não tenho respostas a nada.
Mas uma coisa eu sei e tive a confirmação total com a música, eu tenho medo!
Thanks baby V

P.s. Peço desculpa pelos erros, pela falta de nexo que possa haver ou qualquer outro problema. Pensei em deixar aqui e amanhã, quando estiver mais calma, reler e então publicar, mas sei que amanhã vou minimizar as coisas e eu não quero, quero puder entrar no meu blog e ler exactamente o que a música me fez sentir; eu não quero minimizar as coisas. Portanto peço imensa desculpa do que possam encontrar neste texto.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Texto - Amem-se!! ;)


You know something isn’t right
When you feel bad about yourself
You know something isn’t right
When you just want to cry
You know something isn’t right
But darling, darling you’re not alone
Just close your eyes
Take a deep breath
And say world here I go
- Sá :)

Há uns meses comecei a escrever este refrão de uma música. Eu estava realmente mal, precisava de forças para lutar e, inconscientemente, escrevia; foi algo do momento. Assim que a apontei – não gosto de desperdiçar ideias que apareçam do nada, servem sempre para algo! – desliguei as luzes do quarto e deitei-me, ainda a pensar em tudo o que acontecia.
No dia seguinte, tentei voltar à música, um pouco mais calma, mas nada. Tentei de todas as formas, usei várias palavras, várias combinações, vários ritmos, tudo! Mas nada! Voltei a tentar no dia seguinte, uns dias depois, uns meses depois, e encontrei-a por acaso anteontem. “Vamos lá ver se é desta…” pensei.
Comecei a escrever e fiquei contente, porque tudo fazia sentido e eu tinha-la terminado. No entanto, depois de uma pausa, voltei a ler, e voltou a não fazer sentido. Nesse instante chateei-me e deitei o papel fora.
Como é que eu tinha um refrão que não conseguia esquecer e, ao mesmo tempo, não havia forma nenhuma de conseguir escrever o resto da música? Tudo bem, eu entendia se fosse algo muito pensado – porque quando penso muito em algo, não funciona – mas daquela vez foi algo espontâneo; como se fosse um conselho e uma promessa a mim própria. Lembro-me perfeitamente de estar mal e as palavras começarem a surgir na minha mente, totalmente encaixadas, e com a melodia formulada. Foi espontâneo.
Então parei e escrevi, novamente, os versos que tinha. Poisei a caneta e olhei para eles enquanto pensava, mas nada. Não via nada de intrigante, não via nada que não pudesse ser cantado, nem nada que pudesse estragar o ritmo. Guardei a folha e esqueci aquilo.
Dois dias depois, ia eu no carro a pensar, e foi como um click. Tudo fez sentido e, por momentos, eu esqueci-me totalmente que tinha pessoas no mesmo carro que eu.
Tudo fazia sentido.
A música dizia que eu sabia que algo não estava bem quando me sentia mal comigo mesma e quando apenas queria chorar. Depois dizia-me que eu não estava sozinha, para apenas fechar os olhos, respirar e enfrentar o mundo – sei que não é exactamente o que lá está, mas é isso que tentava transmitir.
Eu, quando tentava escrevê-la, tentava focar-me em pessoas que estariam lá para me ajudar. Afinal, ao ler a letra, se lemos “darling you’re not alone”, que vamos pensar? Familiares, amigos ou namorados, certo? Também podíamos entrar no lado da religião, também seria aceitável, mas não. Não era isso. Era algo mais profundo.
Num momento de tristeza, desespero, depressão e outros sentimentos que não quero voltar a sentir tão cedo, o meu eu mandou uma mensagem para mim própria. Tudo bem, isto é estranho e se alguém ler este texto vai pensar que sou totalmente doida, mas para mim faz todo o sentido.
Naquele momento eu sentia-me mal – ao ponto de me querer magoar – e apenas queria chorar – até porque nesse dia saí de casa a chorar, as lágrimas foram a cair silenciosamente no autocarro e, à noite, adormeci a chorar –, mas aquilo não era saudável e o meu outro eu sabia isso. Então apenas me disse que eu não estava sozinha, e era verdade, eu tinha-a. Ela não me podia abraçar como eu queria, mas ela, ou eu – não sei bem –, estava lá em todos os momentos. E sabia que aquilo não estava a ser saudável.
Então aquele foi o conselho.
Fecha os teus olhos. Respira fundo. E diz “mundo, aqui vou eu!”.
E este é o meu conselho para cada uma de vós. As pessoas por vezes deixam-nos, mas temos que aprender a virar-nos sozinhos e isso vocês apenas vão conseguir com vocês mesmas.
Portanto amem-se! Vão passar o resto da vida com vocês próprias. #Ficaadica ;)

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Texto - Alguém me compra um gelado?

Os meus olhos encaravam lentamente a cena que me foi presentiada. A criança corria, contente, saltando as pedras que se lhe colocavam no caminho. Poderia ser eu, há alguns anos atrás.
Continuei a observar.
Uma queda foi assistida por mim. Pensei correr em auxílio da criança, mas uma senhora foi mais rápida que eu; talvez a sua mãe. Eu fiquei parada apenas a observar o que aconteceria.
A criança chorava violentamente, enquanto escorria sangue pelo seu joelho; apenas uma ferida, mas algo maior para o pequeno menino. A mãe sorriu, levantando o menino e ajudando-o a caminhar.
O mesmo cambaleava, mas confiava na mãe para aquela tarefa.
Segui-os, queria saber onde iriam. Entraram num café.
Esperei.
Em poucos minutos a criança saiu do café, sorridente, e com um gelado na mão, como se o seu problema tivesse, simplesmente, acabado; como se nada de mal lhe fosse acontecer a partir daquele momento.
Parei para pensar na forma como eu tinha inveja de uma criança de pouco mais de três anos, que não tinha autonomia quase nenhuma, que não podia sair sozinho, que tinha que seguir todas as regras impostas, sem ter espírito crítico para decidir se seria o acertado a fazer; não tinha nada do que eu tinha. No entanto, mesmo assim, conseguia ser mais feliz que eu.
Olhei em minha volta, onde todos continuavam a andar, enquanto eu permanecia parada a relembrar a cena que acabara de acontecer.  Apenas um pensamento invadiu a minha mente.
Alguém me compra um gelado?

Actualização


Actualização da Elements, capítulo 55 e 56.
Espero que gostem :)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

sábado, 24 de agosto de 2013

FanFic finalizada


Depois de alguns anos, finalmente, posso dizer que a FanFic está finalizada. Espero que gostem :)

terça-feira, 13 de agosto de 2013