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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

No pain, no gain

No pain, no gain, todos temos que concordar que esta é a verdade. E porque razão estou a dizer isto, porque os meus braços estão mesmo mal --' Com o programa, à medida que vou ganhando resistência, vou fazendo melhor e durante mais tempo os exercícios. Portanto, os exercícios que exijam o meu peso sobre os braços, já são feitos durante mais tempo. E agora vêm as dores. 
Mas sabem, eu gosto disto. Por um lado, sabe bem porque a frase ali de cima é verdade e, quanto mais for fazendo, mais próxima estou do "ganho", depois, a dor física afasta-me da dor psicológica. Acho que essa é a principal razão de continuar a fazer o programa.
Então, para quem ainda não percebeu, o programa chama-se Insanity e vocês podem encontrar, no youtube, os diversos dias (ou podem ir à procura dos dvd's na net). O programa tem um calendário e num dia fazem uma coisa, no dia seguinte outra e por aí fora. E atenção, não se iludam por ser pouco tempo.
Eu, quando olhei para aquilo, só disse "meia hora? Isto faço eu a brincar!", mas não. Eu acabei o primeiro dia mais ou menos, mas no segundo? Eu escorria água!
Portanto, para quem quer fazer exercício e não gosta de correr ou não tem dinheiro para ginásio, esta é uma óptima opção, acreditem. Experimentem o primeiro dia, só mesmo pela experiência, e vejam o que acham. Bem, eu deixo o calendário para quem quiser.

Olhem, cá vou eu para mais um dia. Não tenho grande força hoje, mas no pain, no gain! Let's do it!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Abracem-se


Estou sempre a falar de abraços, mais cedo ou mais tarde tinha de escrever um texto sobre isso. Então eu sempre amei receber e dar abraços, mas nunca lhes dei muita atenção,  até precisar de um. Eu estava a afundar, cada vez mais, e não encontrei dois braços que me trouxessem para cima. Mas usei os meus para trazer alguém para cima e recebi uma recompensa praticamente.
Vou contar-vos como tudo aconteceu. Eu estava realmente a afundar, como já disse, e não tive ninguém que me abraçasse . Então, um dia, estava com  uns colegas de turma e passou uma amiga de uma amiga minha. Nós tínhamos falado poucas vezes e, na maioria delas, quando a nossa amiga em comum estava por perto. Então o que aconteceu? Ela passou e toda a gente começou a cochichar e a dizer que ela estava em baixo. Eu fiquei a ouvir para tentar perceber o que se passava, não tinha força para ajudar ninguém, mas pronto,  podia falar com a nossa amiga e ela falava com a que estava a passar. Mas então eles começaram a falar mesmo mal dela, ao mesmo tempo que eu percebia que ela estava realmente mal, e a dizerem que ela estava sozinha.
Esqueçam, nesse momento eu passei-me. Eu estava em baixo, mas, nesse momento, eu passei-me totalmente e quis mostrar-lhes que primeiro, não se fala mal de ninguém nas costas, segundo, ela não estava sozinha e não era nenhuma coitadinha. Então levantei-me e saí a correr atrás dela e, quando lá cheguei, perguntei se ela estava bem. Olhei para os olhos dela e não precisem de resposta, apenas a abracei com toda a força que tinha e ela chorou. Naquele momento eu percebi o estado de vulnerabilidade dela e realmente não a consegui soltar. Ainda ficámos alí um bom bocado e eu sabia que eu era o tema de conversa daquela gente naquele momento. Provavelmente estavam a falar mal de mim daquela vez, mas eu não queria saber. Eu tinha de ajudá-la!
Fiquei um pouco com ela e ela, entretanto, foi embora e eu voltei para junto deles. Eles olhavam-me de cima abaixo e não diziam nada. Tipo, nada! Eu só pensei "Boa, isto é óptimo para me puxar para cima --'". Entretanto, passado sei lá quanto tempo - porque eu estava realmente incomodada - uma pessoa puxou assunto e voltou tudo à conversa.
Mas eu sei o efeito que tive nela, e prova disso é que ela continua a falar bastante comigo depois de tanto tempo e a dizer que me ama e tudo. Eu sei que fiz a diferença naquele momento. Eu sei que, mesmo não lhe dando forças, fiz com que, por segundos, ela desabasse e tivesse em quem confiar. Era o que eu queria.
Mas ya, eu continuava mal! Então foi aí que apareceu a minha pequena. Algum tempo depois, ela foi até Coimbra, e abraçou-me. Naquele instante eu soube como a minha outra amiga se sentiu porque, embora eu não tenha chorado, eu sei o quão vulnerável eu estava. Embora eu tenha ido ter com a minha pequena porque queria ajudá-la, naquele abraço eu estava totalmente vulnerável e ela estava a segurar-me por completo; a vontade de me afastar dela era nula! E acho que esse abraço eu vou agradecer-lhe a vida inteira.
Foi devido a estes dois momentos que eu percebi a importância de um abraço. Portanto, abracem. Às vezes um abraço pode fazer toda a diferença na vida de alguém. E atenção, não abracem apenas quem, pela vossa observação, obviamente, precisa. Abracem, também, quem está totalmente alegre. Lembrem-se que há pessoas que escondem os seus problemas melhor que outras e, por vezes, essa pessoa "alegre" é quem mais precisa do abraço.
Olhem, eu cá, quando tiver a minha caloirinha, para o ano, vou fazer-lhe uma praxe de abraços; ela não escapa u.u! E vou entrar na minha própria praxe, óbvio!
E é isto. Muitos abraços gigantes para vocês e não se esqueçam, abracem e sejam felizes! :D

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Be Yourself


Há pessoas com muita sorte, ou então muito inteligentes. Claro que, para estar a escrever isto, eu não sou uma delas. Mas, da mesma forma que eu não sou, também há muitas pessoas que não o são. Eu descobri isto já com vinte anos, portanto quero escrever acerca disto para alertar pessoas mais novas ou, até, mais velhas e que ainda não tenham descoberto.
Alguma vez estiveram com alguém e mudaram a vossa maneira de ser? Alguma vez, em relação ao mesmo obstáculo, reagiram de forma diferente, na presença de pessoas diferentes? Alguma vez tiveram um momento em que não sabiam o que dizer ou fazer, sendo que a questão já tinha ocorrido antes? Então, talvez, tenham o mesmo problema que eu, adaptam-se às pessoas.
Vamos pensar. É muito mais fácil se eu, junto a uma pessoa calma for calma e junto a uma pessoa mais extrovertida - não encontrei a palavra que queria - eu for mais extrovertida, right? É mais fácil pensarmos na forma como as pessoas gostavam que fossemos e agirmos exactamente desse modo, estou errada? Estou!
Princesas, isto não é correcto. Vocês, mesmo adaptando-se, vão encontrar pessoas que vos adoram e pessoas que nem querem olhar para a vossa cara. Então, se realmente vamos encontrar as pessoas que nos odeiam, de qualquer modo, porque não havemos de ser quem somos? Por medo? Porque temos defeitos? Caso os tenham parabéns, são humanos!
Às vezes não é fácil, principalmente quando se quer começar a ser quem é e há pessoas que não se quer perder. Ninguém quer ouvir um "mudaste" e ser deixada para trás. Mas continuar a enganar as pessoas é melhor? É isso que fazemos quando agimos de acordo com princípios que não são nossos. É isso que queremos? Eu acho que não.
Portanto sejam quem são, sem medo do que os outros vão pensar. Lembrem-se, a mesma coisa que vos faz totalmente imperfeitos para uma pessoa, faz-vos perfeitos para outra. Da mesma maneira que gelado de straciatella para mim é perfeito, pode ser imperfeito para vocês. Da mesma forma que gelado de caramelo pode ser perfeito para vocês, é totalmente imperfeito para mim; detesto aquilo - sim, estou com vontade de comer gelado neste frio. Entendam que vocês nunca vão agradar toda a gente, mas há uma pessoa que vocês vão ter que agradar: vocês próprios. E acreditem, vocês não vão gostar de passar o resto da vossa vida a ser milhões de pessoas diferentes, apenas para poder agradar os outros.
E isto é algo em que ando a batalhar desde que deixei algumas coisas para trás. Ando a tentar deixar o medo de lado; nem sempre é fácil. Mas se eu não lutar por mim quem vai lutar? Tudo bem, estou a ser injusta neste momento porque tenho pessoas que lutam por mim, mas isso não dura para sempre. Mais cedo ou mais tarde essas pessoas cansam-se de lutar por mim e depois sobro apenas eu. Além disso, enquanto forem os outros a fazê-lo, nós temos tendência a adaptar-nos a essas pessoas e sermos exactamente aquilo que as mesmas desejam; primeiro como agradecimento e depois porque não as queremos perder.
Uma vez eu li uma frase que era algo como "o momento mais assustador da tua vida é quando perceberes que és a única pessoa que te pode salvar". Não me lembro exactamente de quem era a frase - não sei se era da Demi, da Miley ou de outra pessoa -, mas é totalmente verdade e nunca mais me esqueci dela. E acho que é algo que todos deviam saber e ter em conta. É a verdade.
Portanto não tenham medo de ser quem são. E garanto-vos que eu também não vou ter; vai demorar a que eu consiga fazê-lo, mas não quero que este seja um blog de "faz o que eu digo e não o que eu faço", portanto vamos lutar contra a adaptação e vamos ser quem realmente somos!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Começar de novo


Outro texto. Ultimamente não me canso de escrever textos e não admira, preciso deles para pôr algumas ideias em dia. Ideia de hoje: sou burra. Já escrevi mil e um textos sobre a mesma pessoa e nunca me dei conta de que era quem eu realmente precisava. Então vamos começar o texto em si.
Já todos aqui se deram conta – pelo menos, espero eu – que em questões de sentimentos eu sou uma “naba”. Não estou a brincar, sou mesmo. Às vezes eu sinto coisas que nem eu mesma consigo distinguir, daí eu andar sempre a pensar demasiado. Há muita coisa que acontece dentro de mim e que me magoa, outras que me deixam extremamente feliz e eu, por vezes, fico do género “que se passa aqui?!”. 
Isto para quê? Há uns dias – no dia do último texto – a minha mãe veio falar-me do meu pai novamente e eu senti-me logo a ficar extremamente magoada. Nesse dia nem os problemas dos outros me conseguiam ajudar, eu estava mesmo em baixo e precisava de tentar perceber o porquê e de perceber o que fazer. A sério, já estou neste estado há um ano e… estou a dar em doida!
Então no dia anterior a esse, eu tinha falado com um amigo. Aquelas conversas tolas que temos de vez em quando, e, no dia do texto, tal como sempre aconteceu, falei com ele como se fosse a coisa mais simples do mundo. Confiei nele como não confiei em ninguém e deitei tudo para fora. Sempre foi demasiado fácil falar com ele, independentemente do tema – independentemente do tema MESMO. Acho que não há nada de que ainda não tenhamos falado… esperem, se calhar politica! – e, desta vez, não foi diferente. Eu disse tudo o que tinha a dizer, mas foi do género, eu dei-lhe uma palavra e ele, dessa palavra, interpretou um parágrafo inteiro.
Tudo bem, eu não lhe disse uma palavra, mas acho que entenderam onde queria chegar. E sempre foi assim! Então eu contei-lhe que estava a começar a sentir-me perdida em mim própria e mais algumas coisas e esqueçam. Quando eu recebi a resposta, só li o “Sara” e comecei a chorar. Eu não consigo explicar, mas senti-me de tal maneira protegida, como se ele ainda estivesse aqui ao lado. Foi estranhamente bom! Depois li o resto da resposta e… foi incrível. Ele leu-me como mais ninguém conseguiu até agora. Melhor, ele fez-me lembrar da pessoa que sou.
Isto descobri agora, todos devíamos ter, ou temos, uma pessoa que, apenas com uma conversa, nos relembra de quem somos; alguém que não nos deixa perder pelo caminho. E, no meio daquela conversa, eu encontrei-me. Foi como me sentir em “casa” por breves minutos. Alguém entendeu, exactamente, a dor que eu estava a sentir, mesmo antes de eu o fazer. Foi… lindo!
Ele entendeu, perfeitamente, o desgaste psicológico daquilo que estou a passar. Melhor, ele conseguiu fazer, do outro lado, com que eu sentisse que ele tinha percebido e ainda sentisse alguma paz durante minutos. Ele, sem dúvida alguma, entrou no bloco de gelo que tenho aqui dentro. E, parte de mim, já sabia que iria ser ele. Não sei porque adiei tanto, eu sabia que iria ser ele a fazê-lo!
Mas continuando, ele deu-me conselhos. Focar-me em mim! Fazer algo para mim! Ele deu-me mil e uma ideias, incluindo o voluntariado – como é que ele me conhece tão bem ao ponto de saber que eu precisava de ajudar os outros e isso iria dar-me satisfação pessoal?! :o – e um programa de exercícios bastante bom. O importante era fazer algo que me desse satisfação a mim. 
Daí veio outro ponto. Ele sabe que eu escrevo, que AMO escrever e que sou péssima ahah, mas nunca focou o ponto da escrita. Tudo bem, pode ter sido apenas esquecimento ou nem ter dado muita importância a esse ponto, mas eu interpretei isso de outra maneira. Quer dizer, eu já tinha esta ideia e não ver lá a ‘escrita’, apenas me relembrou da ideia que eu já tinha há algum tempo.
Isto é difícil! Então, o que estou a pensar fazer, é afastar-me da Sá. Para quem lê o blog e não sabe quem é a Sá, é a parte de mim que escreve e que se foca nisso a quase 100%, é a parte de mim que me está a prender ao passado. A vida com a Sá é muito mais simples, foco-me na escrita e faço disso fuga para tudo, mas, nestes últimos tempos, sinto que ela me está a prender ao passado. 
Isto não significa que a esteja a abandonar. Não o consigo fazer! A Sá é das partes mais importantes de mim e que me trouxe os melhores momentos da minha vida, até agora.
Quer dizer, ainda me lembro quando publiquei a minha primeira FanFic. Foi um choque! Nunca ninguém tinha lido algo escrito por mim, nunca ninguém tinha tido conhecimento que eu escrevia, então a Sá apenas disse “Eu escrevo, eu quero melhorar, e eu quero compartilhar o meu trabalho.”, e, nesse momento de insanidade, eu publiquei a minha primeira FanFic em sites brasileiros. Esqueçam, quando os comentários começaram a cair e as visitas a surgir, eu senti-me imensamente feliz. Foi algo do outro mundo. Foi a primeira vez que arrisquei em algo e, inacreditavelmente, deu certo!
Então quis ir mais longe e fui para a segunda. Depois começaram as cenas hot. Esqueçam, quando a Sá começava a escrever cenas hot… esqueçam mesmo! Eu desligava porque a primeira vez que estava ligada e a escrever cenas hot, era ela a escrever e eu “sua tarada! Pára com isso!!”, super vermelha. Então decidi desligar e deixá-la fazer o trabalho dela ahah. Que, aliás, é o que ainda hoje acontece.
Esqueçam, a partir desse momento eram conversas até às tantas com certas e determinadas pessoas. Ainda me lembro da primeira vez que meteram conversa comigo e me chamaram de tarada. Eu só pensei “Sá, esta é para ti… não é nada que eu nunca tenha dito”. Nessa noite eu ri-me tanto, mas tanto!! Depois as conversas noturnas continuaram. Aprendi a fazer brigadeiro – as conversas com as meninas eram um máximo ahah – e outras coisas para maiores de 18 que não são para aqui chamadas… Realmente, eu fiz amigos! A Sá estava no seu auge. 
Mas, como sempre, parte de mim que ninguém conhece, aliou-se à Sá, contra a minha vontade, e decidiram arriscar novamente. Daquela vez, dentro do meu país. E foi aí que cheguei à st, noutro momento de insanidade. E, aí, encontrei mais pessoas fantásticas. Em parte, conheci a minha cunhada ahah esqueçam, eu adorava conversar com ela, e ainda hoje adoro. Ela é a alegria em pessoa, juro! Então quando começámos as conversas no msn até às tantas da manhã… ahah eu ria-me tanto. Foi dos melhores tempos! Acho que foi a pessoa a quem mais me agarrei na st. Entretanto, mais recentemente, conheci outra pessoa, também de lá, que hoje é muito importante para mim. Importante ao ponto de eu falar com ela todos os dias! Além disso ainda cresci bastante por lá.
Mais ainda quiseram ir mais longe e decidiram fazer um livro da “A Safe Place” – que só por acaso é um dos meus maiores orgulhos e está lindooo *-* - e, ainda melhor, decidiram tornar mais publico. Então entrei num concurso e pedi aos meus amigos para votarem em mim. E, aí, todos puderam ler aquilo que eu escrevia. No entanto acanhei-me assim que recebi aquele comentário a dizer que era um simples “conto de adolescentes”. Na altura magoou-me e comecei a sentir vergonha de mostrar aquilo que escrevia, mas ei! Críticas era o que eu queria, portanto agora já não me sinto envergonhada e estou bem com isso – acanho-me um pouco quando uma pessoa que conheço lê, mas dura algum tempo e depois passa; eu quero criticas mesmo. E o livro continua a ser o meu maior orgulho. Sem falar que, um amigo meu, ainda me mandou uma mensagem com uma crítica. Tipo basicamente dizia que aquilo era só beijinhos e eu fartei-me de rir. Mas concordei, era verdade.
Mas eu ainda não estava satisfeita. Precisava de mais. Então comecei a fazer textos mais pessoais, que basicamente é o que tenho feito no blog. E, quando recebi aquela mensagem de uma pessoa, a dizer que estava a passar pelo mesmo e que os meus textos a ajudavam imenso… esqueçam! A Sá ficou orgulhosa; era o que ela queria, fazer a diferença, ajudar alguém. E, em parte, acho que isso não era apenas dela e da minha outra parte, também era de mim! A Sá, basicamente, juntou-nos a todas numa e fez algo maior.
E, neste momento, ela quer algo maior ainda. Quer fazer um filme! E, sinceramente, eu também, mas não posso. Neste momento tenho de me focar noutras coisas, tenho que deixar algumas coisas para trás para poder evoluir. Custa-me imenso deixar para trás a pessoa que mais alegria me deu ao longo da minha adolescência, mas está na altura de deixar de me esconder atrás das minhas histórias. As coisas não vão acontecer por eu escrever. Não é por eu escrever que tudo está bem que tudo vai ficar bem. Não! Eu tenho de lutar por isso, tal como a Sá lutou para chegar onde chegou.
E acho que é isto. Pensei  que essa parte de mim fosse ficar chateada comigo, mas não. Em vez disso ela está bem com isso, apenas me diz para não me esquecer que ela ainda tem um patamar para chegar e não está a pensar desistir dele; apenas me vai dar um tempo. E acho que é isso que realmente vou fazer, dar um tempo à Sá. 
Sei que neste momento tenho a Elements para terminar, e penso terminá-la. Vou escrevendo e postando, mas não estou a pensar torná-la prioridade a 100% como a Sá fazia. Sim, porque eu tenho muita coisa escrita, não tenho é postado. A Give me your purity ring, Jonas, é que não sei. Ainda estou a pensar no assunto… A que tenho aqui no blog, também não a vou postar, vai ficar aqui na mesma, para um possível regresso.
E acho que é só quanto à Sá.

Sá: É só o caraças! Dei-te os melhores anos da tua vida e tu não me deixas ter uma despedida à moda da Sá?! Agora vais colocar aquela cena hot que tenho escrita há sei lá quanto tempo e que não mostras a ninguém! E quem faz a apresentação à cena hot sou eu! u.u
Sara: Como queiras… --‘ Olha que para quem vai ter umas férias estás a ser muito mandona!
Sá: Amor, isto é assim. Tive muitos anos no activo, se vou desativar por tempo indeterminado, eu quero sair em grande!

E pronto, agora é só quanto à Sá. Quanto ao texto em si, e voltando atrás, vou seguir o conselho do meu amigo e vou focar-me em mim. Eu ando com energia negativa acumulada pelo corpo inteiro e só correr não descarrega porque correr é algo muito monótono para mim, portanto vou fazer um treino intensivo do qual ele me falou.
Sabem, sabe bem tornar a sentir que sei quem sou e sentir que estou com um rumo. Não sei, sabe bem. Ainda tenho medo de me apegar e tal, e o coração continua frágil, e o cansaço psicológico é imenso, mas falar com ele deu-me forças, como já não tinha há algum tempo.
E pronto, é isto. Quanto ao blog, vou continuar por cá com os meus textos mais pessoais, de vez em quando. Não sei se com tanta regularidade ou se com menos, só o tempo o dirá agora.
E pronto! Desculpem o tamanho do texto, mas precisava escrevê-lo! :)

P.s. Depois venho colocar a cena :)

domingo, 24 de novembro de 2013

Estabilidade Emocional Precisa-se


Ultimamente eu não sei ao certo quando as coisas vão estar bem ou mal. Quer dizer, eu posso acordar bem e, em poucos minutos, fico mal. Além disso, ainda tenho o problema de sentir tudo o que as pessoas à minha volta sentem. Eu sofro com elas. E, isto, tira toda a estabilidade emocional que eu tente construir.
Ainda hoje, estava eu toda contente da vida, e a minha mãe veio falar comigo. Não sei, naquele momento foi como se eu sentisse tudo o que ela estava a sentir e deixei-me ir abaixo. Claro que ninguém reparou, ninguém repara mesmo, mas deixei-me ir. Se não estivesse a dormir com o meu irmão, eu tenho a certeza que choraria, mas não o fiz. E, agora, não sei, sinto-me perdida novamente; sinto que me falta algo. Falta-me estabilidade.
E este é um daqueles momentos em que apenas me apetecia um abraço para sentir, durante algum tempo, que não estava sozinha; para sentir que tudo saía dos meus ombros, por alguns momentos, e que eu tinha estabilidade, nem que fosse por segundos. Um abraço que me relembrasse de quem realmente sou.
Mas, neste momento, é complicado, até porque não tenho boleia para o outro lado e não vou fazer ninguém vir ter comigo e gastar gasolina. Eu sei que se pedisse as pessoas vinham, mas não o quero fazer. Não quero dar instabilidade a quem esta estável neste momento. E acho que é isto, apenas precisava de deitar um pouco para fora para, agora, continuar com o sorriso no rosto.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

É natal, é natal

Já cá faltava uma actualização de Natal. Bem, eu estava a tentar guardá-la para Dezembro, mas eu não consegui. Então depois de, hoje, ver uma das ruas aqui da zona... esqueçam, não consegui mesmo.
Então, basicamente, eu fui à Figueira e a minha tia, juntamente com as senhoras das lojas daquela rua, enfeitaram a rua. E, no meio disso tudo, a minha tia ainda teve a preocupação de colocar música que é ouvida na rua toda. Ao princípio não teve muita piada porque eu estava numa aula de código e começou a tocar Il Divo e eu perguntei-me "e isto é música de Natal?", mas da parte da tarde levamos um cd de natal cá de casa e remediou-se a situação ahaha
Mas voltando atrás, imaginem a cara da minha pessoa quando viu a rua toda enfeitada. Eu estava totalmente feliz, parecia uma autêntica criança - nunca queiram passar um natal comigo, é sério... Então quando começaram as músicas de natal... olhem, cantei na loja, cantei no meio da rua e ainda dancei um bocado.
Aposto tudo o que quiserem que esta vai ser a rua mais enfeitada da cidade inteira... Bem, ficam aqui as imagens. A qualidade não é muito boa, mas culpem o telemóvel se faz favor :)
(Eu gostava de escrever um texto bonito, mas a minha cabeça não deixa, portanto vou apenas colocar aqui as fotos que tirei.)


Estão a ver aquelas estrelas e sinos? Foi a minha mãe, a minha irmã e eu que fizemos. O nosso trabalho exposto... ownnn *-*



A minha preferida <3 digam o que quiserem, mas aquele azul é lindo. Enquanto estavam a ser feitas, esta sempre foi a minha preferida e continua. Acho que vou pedi-la para mim, no final do natal, e coloco de um lado ao outro do meu quarto ahah






Noiteee *-* Esqueçam.... quando eu cheguei à rua, à noite, com as luzes todas ligadas e as músicas de Natal a tocar... fui ao modo de criança. Totalmente. Era eu a correr de um lado para o outro a tirar fotos e a cantar e as donas das lojas a olharem para mim e a rirem. Riam-se, riam-se, vou ser eu a atrair a clientela u.u acho que vou cantar de porta em porta ahaha

Bem, agora tenho mesmo de ir dormir. A minha cabeça não está lá muito boa... :/

Já sabem, podem ligar o modo espírito de Natal :D

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Nostalgia modo on


"Sara Isabel, devias ir dormir". Eu sei, eu sei, mas estou no modo on de nostalgia. Por um lado tenho medo do que Coimbra me vai trazer agora com o estágio, mas por outro lado eu sinto falta de Coimbra. Coimbra é  Coimbra! E, embora todos digam que andar na universidade é a mesma coisa, não é. Coimbra trouxe-me a liberdade que eu precisava e, embora me sinta terrivelmente mal por ter chumbado no estágio, e embora tenha sido horrível estar a viver em Coimbra quando precisavam de mim em casa, Coimbra trouxe-me o melhor de tudo. Não apenas pelas noites de queima, não apenas pelas noites de loucura e não apenas por conhecer as pessoas mais maravilhosas do mundo. Não apenas por ter ganho um rumo. Coimbra é algo mais. 
Quando fiquei a saber que havia possibilidade de não ir para Coimbra este ano, tenho de admitir que chorei. Coimbra está no meu coração, foi lá que passei mais do que nos 18 anos da minha vida e... amei cada segundo. Mesmo aqueles em que fui totalmente deitada abaixo.
E, neste momento, com a tuna a tocar ao lado, lembro-me de cada história que passei por Coimbra, lembro-me de cada calinada, lembro-me de cada loucura e de cada directa com trabalhos para a apresentar no dia seguinte. Lembro-me da minha primeira serenata, em que chorei baba e ranho, lembro-me da segunda, em que um amigo meu até me perguntou se eu precisava de um lenço - juro, cada vez que me lembro dele caio na risada total - e sinto-me totalmente preparada para a terceira. E tenho a perfeita noção de que vou chorar novamente, e não me importo. 
Não é o meu último ano e ainda vai faltar, mas eu sinto-me totalmente "eu" com aquela música a tocar e com todos vestidos de igual com a capa traçada. Sinto-me bem ao ver os caloiros a fazerem a sua passagem ao lado da pessoa que os acompanhou durante o ano. Lembro-me de cada segundo decorrente nesse ano. E, num piscar de olhos, estou a chorar durante uma hora e alguns minutos. E, ao contrário do que seria esperado da minha pessoa, não me sinto mal por fazê-lo.
Não consigo impedir o sorriso neste momento enquanto as lágrimas caiem, é impossível. E, tudo isto, devido à foto da tuna que vi no face. "Também farias parte da tuna se não tivesses tanto medo". Eu sei disso, mas não me arrependo, estes anos, com ou sem tuna, foram inesquecíveis.
E, novamente, a minha felicidade pura está a invadir cada poro do meu corpo, tudo por Coimbra.
Não sei o que este ano me reserva, não sei se irei passar ou se irei chumbar e, conhecendo-me como me conheço, desistir de vez e ir trabalhar caso chumbe vai acontecer.
Mas sei de uma coisa, estou ansiosa para voltar a Coimbra. Estou ansiosa para aproveitar cada segundo naquela bela cidade. E estou ansiosa para vestir novamente o meu traje académico ahah. Que foi? Eu realmente amo aquele traje e é o meu maior orgulho. 
Bem, já que me vou prolongar, já que estou sem sono e que sei que ninguém irá ler isto vou continuar a escrever. Estou com vontade, ora. 
Então, na minha primeira serenata, os meus pais não tinham dinheiro para me comprar o traje. Então o que aconteceu? A minha madrinha de curso queria levar-me para outro sítio e eu perderia a serenata. Eu decidi ir para a serenata com as minhas amigas. Ok, fui uma bela bitch e isto não se faz, mas eu não me arrependo e, se pudesse voltar atrás, repetia tudo novamente. Então lá fui eu com as minhas amigas para a serenata, contente e feliz da vida. Ok, talvez não tanto. Custava-me ver todos de traje e eu ali sem traje. Custou. Mas foi uma noite mágica, uma noite em que todos estavam de preto, todos tiveram a capa traçada e eu fiquei a ouvir sem esperança. E, no entanto, a minha pseudo-madrinha tirou a capa dela e colocou-a à minha volta, traçando-ma e dizendo as palavras mais bonitas que me foram ditas até hoje. Não consegui impedir, chorei baba e ranho e ela apenas sorriu. 
Dois dias se passaram e, no dia dos buraka, convidaram-me para ir à queima e eu, sem a menor vontade, levantei-me e aceitei. Acho que até estava a dormir em casa de uma amiga nesse dia. E então os meus pais telefonam-me para ir buscar o traje e eu fiquei totalmente... wow... eu não sei explicar mas fiquei com uma felicidade enorme dentro de mim. Então fui para a Toga, com a minha amiga, e a mulher deu-me o traje para experimentar. Esqueçam, naquele momento eu quase tremia e tinha um sorriso enorme no rosto. Eu não sabia o que fazer, juro.
Então a minha mãe disse-me para ir experimentar e, enquanto isso, a minha amiga foi comprar-me o meu primeiro emblema. "Da amiga", dizia. Eu experimentei o traje, contente da vida, e não conseguia acreditar que aquela pessoa à minha frente era... eu? Eu saí daquela cabine com o maior sorriso da minha vida e a sentir-me... linda. Totalmente linda. Então ver a reacção da minha mãe e da minha amiga... foi tudo. Então e o meu pai? "Puxa a saia para baixo", disse mais de quinhentas vezes. 
Quando saí daquela loja, fui com a minha amiga de volta a casa e, passadas algumas horas, fomos para a minha primeira noite na queima das fitas, assim como a primeira noite em que usei o meu traje, a primeira noite em que esfolei, totalmente, os pés, a primeira noite em que vi um concerto, a primeira noite em que dei uns passos em público - sim, porque a primeira vez que "dancei" em público foi este ano no dia dos hardwell - e a primeira noite em que me senti livre. Foi... inexplicável. 
Sou sincera, sempre fui demasiado protegida. Não que não me soubesse defender, eu sabia, mas nunca tive liberdade, nunca pude ter namorado - "só depois de acabares o curso", dizia o meu pai, "sim pai". E depois é que ele conhecia a minha cidade inteira, eu não podia abraçar um homem que ele ficava a saber... então quando pedia para sair era "então leva o teu irmão" e eu ficava "o meu irmão tem menos cinco anos que eu, porque o hei-de levar?". E pronto, ficava em casa. - nunca pude fazer grandes saídas, nunca pude aproveitar muito a minha adolescência.
Daí Coimbra me ter dado tanta liberdade, o meu pai não conseguia controlar-me a toda a hora, mesmo que quisesse. Então, depois de ter ido embora, muito menos. E acho que agora as minhas loucuras estão a ficar mais salientes ahah. Mas passando à frente...
Coimbra é algo que vou levar para a vida. Passei muita naquela cidade e, neste momento, estou ansiosa para lá voltar. Três anos que faltam? Ohh deixem estar que eu aproveito-os bem, não duvidem :D
Podia ficar aqui o resto da madrugada a escrever sobre as minhas lembranças de Coimbra enquanto ouvia a tuna a tocar e sentia as lágrimas molharem o meu rosto, mas isto ainda ficaria mais gigante.
E, god. Por momentos senti que a verdadeira Sara Isabel estava aqui, quer dizer, a sentir as coisas intensamente e sem medo de abrir o coração. Quer dizer, eu abri-o neste momento. E... omg!!! Eu estou mesmo feliz, tipo, MESMO FELIZ :o OMG!!! Não acredito...... tipo eu... não o faço há algum tempo, pelo menos não tanto.... Já disse que amo Coimbra?! 
No meio de todo o stress que me criou, no meio de tantas lembranças que me traz do meu pai e no meio de tanta coisa, aqui estou eu. Totalmente feliz.... a pensar em Coimbra.... No meio da minha vida toda virada do avesso, aqui estou eu a sorrir e a chorar por Coimbra.... Mas será que amanhã, quando encarar os problemas todos novamente, não voltará tudo ao normal. Claro que voltará. As inseguranças e o medo vão voltar, mas estes minutos de felicidade valeram a pena. O dia de amanhã... logo se vê... Neste momento vou apenas aproveitar e, principalmente, parar de escrever aqui porque já estou a ver o tamanho que isto vai ter. "E porque o vais publicar?". Não sei, a intenção era apenas fazer uma actualização sobre o quanto sentia falta de Coimbra e, de repente, já tinha um texto enorme. Não o quero mandar embora, quero que ele fique guardado no meu cantinho. Não me importo se ninguém o vai ler, o que me importa é que este texto é importante para mim e vai ficar num cantinho. Numa etiqueta nova... vida académica.... que tal? Gostei....
Bem, vou terminar isto e aproveitar os últimos momentos de felicidade.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Texto - Defesas


E aqui estou eu com outro texto. Sinceramente o meu blog está a tornar-se uma espécie de diário e, ao mesmo tempo, de reflexão pessoal. E, inacreditavelmente, estou a amar. É como ter uma escapatória. Além disso, faz-me bem escrever sobre tudo o que me preocupa ou tudo o que me faça reflectir sobre o que estou a passar ou sobre mim própria; era mesmo disto que estava a precisar.
Então vamos ao texto de hoje. Claro, tinha que entrar a minha B. Davis! Basicamente o homem da foto é o Julian, suposto namorado da Brooke – e acho que eles vão mesmo ficar juntos *-* - e eles tinham dado um tempo. Entretanto abriram os olhos à Brooke e ela foi atrás dele. Novamente eles discutiram e esta foi a frase que ele lhe disse antes de terminar tudo oficialmente.
Quando eu vi isto, eu arrepiei-me; sem brincadeira. Tudo bem, eu ando sempre bastante atenta às cenas da Brooke e vivo intensamente as coisas pelas quais ela passa - desculpem, eu realmente acho que ela é boa actriz –, mas desta vez não foi isso. Desta vez eu, realmente, senti como se o Julian estivesse a falar para mim e não para a Brooke.
Quer dizer, a Brooke já foi magoada e agora tem medo que se repita tudo novamente. O Julian pode dizer-lhe mil vezes que ela pode confiar nele. Mas ela não consegue. Ela tenta, mas está à espera que ele faça o mesmo erro e a magoe. Está a criar as suas próprias barreiras. E eu estou igual.
Não importa o quanto me digam que eu posso confiar, eu ainda tenho medo. Tenho medo que tudo se repita, uma e outra vez. Tenho medo de alguém entrar totalmente no meu coração e depois abandoná-lo. Ou então magoá-lo. E, só esta barreira, magoa imenso. Porque eu sou uma pessoa que precisa sentir e o facto de não sentir tão intensamente… está a acabar com o pouco juízo que tenho. Mas, simplesmente, não consigo baixar as defesas!
Não me afeiçoar, é o que faço. Esta é a minha defesa. Caso eu não me afeiçoe, a probabilidade de sair magoada é menor. No entanto é complicado. É como se o meu corpo pedisse por algo mais, como se pedisse para que eu deixasse que os sentimentos e as emoções tomassem o meu corpo novamente, da forma intensa que costumavam fazer.
Mas não, não consigo. Quer dizer, estou um pouco afeiçoada a uma amiga neste momento, mas metade de mim diz-me que isto não vai ser bom.
No entanto tudo isto assusta, sabem? Esta coisa de ter medo de me afeiçoar e não confiar e tal. Então, depois de ter visto este episódio e ter descoberto que o Julian e a Brooke terminaram… realmente eu fiquei assustada. Ela, realmente, amava-o e, mesmo assim, perde-o. Tudo porque tinha medo de perdê-lo e de confiar nele e isto é tudo muito confuso e assustador… pelo menos para mim.
Bem, eu queria chegar a um ponto com este texto, mas não consegui… estou a olhar para isto há tanto tempo e não consigo progredir, portanto vou terminá-lo, mesmo. Vou continuar a ver, pode ser que a B. Davis me ensine como baixar defesas. Who knows? Afinal, One Tree Hill ensina bastante, sabem?

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Texto - Dreams

Ao meu redor o vento sopra lentamente; o sol aquece o meu corpo gelado; as gaivotas vão cantando enquanto sobrevoam o céu que se encontra mais azul que nunca; e o cheiro do mar apoderasse do parque. Eu tinha tudo para ter puros minutos de felicidade, mas não. Tudo porque me sinto com medo. Apavorada, na realidade.
E se entrei no estabelecimento como uma mulher com responsabilidades características e sair como uma mulher com responsabilidades de mulher casada e mãe? Eu sei que cresci imenso este ano, mas não foi o suficiente; não estou pronta para isto! Não estou pronta para tanta responsabilidade. Não estou pronta para desistir dos meus sonhos e viver uma vida em que tudo já foi decidido!
E se agora o aumento da minha responsabilidade sair por aquela porta, directamente, para um carro?!
Já engoli em seco mais de quinhentas vezes, já tenho a própria garganta seca, o maxilar está a prender, tenho o rosto húmido e o coração mais acelerado que nunca. E, talvez neste momento, eu perceba o que estou a perder da vida. Estou a deixá-la passar. Há momentos certos para tudo e eu estou a deixá-los escapar; tudo devido ao medo do que os outros poderão pensar ou dizer, devido ao medo de arriscar, medo de ser quem sou, medo de ter medo.
E foi neste momento de puro stress que percebi que este é o momento certo para fazer muita coisa. Tenho 20 anos, eles não voltam… portanto se daquela porta sair a mesma Sara, eu vou começar a lutar pelo que quero, pelos meus sonhos e deixar as várias faces do ego (um dia explico-vos isto) de lado.
Agora resta-me esperar…
(…)
E, ao que parece, vou ser posta à prova. Bem, posso não ser necessariamente eu a sê-lo, mas vou considerar que serei eu. A resposta foi… adiada um mês, provavelmente. Desculpem, mas se isto não é uma forma de eu mostrar que, realmente, vou começar a lutar pelo que quero, não sei o que será.
De qualquer modo, independentemente de ser ou não ser, estou pronta para lutar. Ontem estava totalmente abatida – foi um stress muito grande e descobri algumas coisas que não queria… se pensar bem, este ano tenho descoberto muita coisa. And guess what? Ainda não acabou. –, mas hoje acordei com forças extras, acho eu. Ou então acordei com as pazes feitas comigo própria, quem sabe…

Importante: a partir do dia de hoje vou lutar por aquilo que realmente quero. E, wow, ainda são algumas coisas. Let’s work!

sábado, 9 de novembro de 2013

Texto - Afraid

 “Why am I so afraid to crash down and lose my heart again
I don't know, I can't see, what's come over me
Why am I so afraid to break down and lose my mind again
I don't know, I can't see, what's come over me”
- Baby V

Ligar o ipod. Done!
Abrir o itunes. Done!
Pôr a música a tocar. Done!
As músicas foram passando uma atrás d’outra, até que cheguei a uma em especial. Uma música que eu já nem devia ter no ipod porque, simplesmente, já não a oiço há anos. O porquê de não ter apagado a música antes? Não sei, mas a realidade é que já me custa acreditar em coincidências.
Mas esse não é o assunto, não estou aqui para falar de coincidências, o ponto é a música.
Tinha acabado de cantar uma música qualquer e então começou esta. Afraid da Vanessa Hudgens. A música tocou-me, ou talvez tenha sido a voz da minha baby v, mas o importante é que me tocou.
Achei estranho, até porque eu só conhecia a letra do refrão e nunca tinha tomado atenção a ela, mas ouvi-a umas duas ou três vezes. Fui ver a tradução da música na net – eu já a tinha traduzido toda, mas tenho a mania de ver a letra à minha frente e ir lendo à medida que vou reflectido nela – e a minha boca caiu assim que comecei a raciocinar nela.
Primeiro pensamento: “A minha baby V é um máximo!”. Segundo pensamento: “Como é que uma música encaixa tão perfeitamente em mim?!”.
Na música a V diz tudo o que eu tenho sentido ultimamente – ou o que não tenho sentido -, tudo o que me tem passado pela cabeça e tudo o que me tem preocupado. Na realidade eu tenho a certeza que se for ler novamente a música, consigo encontrar os meus 20 anos descritos ao longo dela.
Porque razão tenho tanto medo? Porque tenho medo de amar? Porque bloqueio tanta coisa? Porque não consigo abrir o meu coração? Eu era boa nisso! Porque tenho medo de dizer o que penso? Porque prefiro ficar calada a falar? Porque me sinto totalmente esgotada depois de falar com alguém? E porque insisto em mostrar uma farsa de mim e não a Sara Isabel a 100%? Porque me afasto quando as pessoas começam a ter significado?
E porque raio estou eu a chorar?! Porque raio quero partir tudo? E porque sinto, realmente, que não sou eu que estou a chorar, é algo que vem do peito. Daquela coisa a que chamam de coração.
E porque razão o amor é uma merda tão grande?! – depois de reler acho que tenho que pedir desculpa por uma palavrinha nesta frase...
E, neste texto – no qual, realmente, não consigo escrever mais –, entendi que tenho muita coisa para resolver em mim. Não sei quem sou neste momento. Quer dizer, onde está aquela Sara que só diz porcaria? Onde está aquela Sara que ri das coisas mais estupidas e, pior que isso, está uns 10 minutos – sem exagero – a rir do mesmo, enquanto as pessoas do lado de fora riem da estupidez natural da minha pessoa? Onde está aquela pessoa pronta para consolar qualquer amiga e que chega ao local e acaba por chorar com ela – é vergonhoso, eu sei… -? Onde está aquela pessoa que realmente era capaz de contagiar todos com a felicidade que tinha? E onde está aquela pessoa que arranjava felicidade nas mais pequenas coisas, mesmo quando apenas queria chorar.
Desapareceu?
Desapareceu para deixar uma Sara totalmente insegura? Com medo de dizer o que pensa? Que não é capaz de sentir tudo com a intensidade? Que está pronta para fugir quando as pessoas se começam a apegar? Quer dizer eu não falo com a minha melhor amiga há dois meses! DOIS MESES!! Era suposto eu sentir saudades dela! Era suposto eu estar pronta para correr até ela e abraçá-la com tanta força que ela iria dizer “Anjo, ainda bem que és enfermeira…”.
Era suposto eu sentir porra!
Mas não, em vez disso estou aqui sentada a escrever este texto e sem sentir rigorosamente nada.
Sinceramente, por um lado, esta Sara é mais confortável porque, por exemplo, não se deixa ir abaixo com opiniões externas, mas também me assusta. É assim que vou passar o resto da minha vida? A ter medo? A deixar as pessoas escaparem por entre os meus dedos? A não sentir saudades depois de elas escaparem? A ter medo que a outra pessoa esteja a mentir-me? A sentir que sou um fardo e que a pessoa só está a aturar-me por pena? É isto? Está é a Sara Isabel?!
Ok, Sara, respira!
Just when it's getting good
I slowly start to freeze
Just when it's feeling real I put my heart to sleep
Tenho a certeza que quando for ler o texto vou encontrar uma enorme confusão, mas vou publicá-lo de qualquer modo, porque é isto. É isto que estou neste momento e não é por serem 4:50 da manhã; eu estou uma confusão. Não sei em que pensar, não sei o que fazer e não tenho respostas a nada.
Mas uma coisa eu sei e tive a confirmação total com a música, eu tenho medo!
Thanks baby V

P.s. Peço desculpa pelos erros, pela falta de nexo que possa haver ou qualquer outro problema. Pensei em deixar aqui e amanhã, quando estiver mais calma, reler e então publicar, mas sei que amanhã vou minimizar as coisas e eu não quero, quero puder entrar no meu blog e ler exactamente o que a música me fez sentir; eu não quero minimizar as coisas. Portanto peço imensa desculpa do que possam encontrar neste texto.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Texto - Amem-se!! ;)


You know something isn’t right
When you feel bad about yourself
You know something isn’t right
When you just want to cry
You know something isn’t right
But darling, darling you’re not alone
Just close your eyes
Take a deep breath
And say world here I go
- Sá :)

Há uns meses comecei a escrever este refrão de uma música. Eu estava realmente mal, precisava de forças para lutar e, inconscientemente, escrevia; foi algo do momento. Assim que a apontei – não gosto de desperdiçar ideias que apareçam do nada, servem sempre para algo! – desliguei as luzes do quarto e deitei-me, ainda a pensar em tudo o que acontecia.
No dia seguinte, tentei voltar à música, um pouco mais calma, mas nada. Tentei de todas as formas, usei várias palavras, várias combinações, vários ritmos, tudo! Mas nada! Voltei a tentar no dia seguinte, uns dias depois, uns meses depois, e encontrei-a por acaso anteontem. “Vamos lá ver se é desta…” pensei.
Comecei a escrever e fiquei contente, porque tudo fazia sentido e eu tinha-la terminado. No entanto, depois de uma pausa, voltei a ler, e voltou a não fazer sentido. Nesse instante chateei-me e deitei o papel fora.
Como é que eu tinha um refrão que não conseguia esquecer e, ao mesmo tempo, não havia forma nenhuma de conseguir escrever o resto da música? Tudo bem, eu entendia se fosse algo muito pensado – porque quando penso muito em algo, não funciona – mas daquela vez foi algo espontâneo; como se fosse um conselho e uma promessa a mim própria. Lembro-me perfeitamente de estar mal e as palavras começarem a surgir na minha mente, totalmente encaixadas, e com a melodia formulada. Foi espontâneo.
Então parei e escrevi, novamente, os versos que tinha. Poisei a caneta e olhei para eles enquanto pensava, mas nada. Não via nada de intrigante, não via nada que não pudesse ser cantado, nem nada que pudesse estragar o ritmo. Guardei a folha e esqueci aquilo.
Dois dias depois, ia eu no carro a pensar, e foi como um click. Tudo fez sentido e, por momentos, eu esqueci-me totalmente que tinha pessoas no mesmo carro que eu.
Tudo fazia sentido.
A música dizia que eu sabia que algo não estava bem quando me sentia mal comigo mesma e quando apenas queria chorar. Depois dizia-me que eu não estava sozinha, para apenas fechar os olhos, respirar e enfrentar o mundo – sei que não é exactamente o que lá está, mas é isso que tentava transmitir.
Eu, quando tentava escrevê-la, tentava focar-me em pessoas que estariam lá para me ajudar. Afinal, ao ler a letra, se lemos “darling you’re not alone”, que vamos pensar? Familiares, amigos ou namorados, certo? Também podíamos entrar no lado da religião, também seria aceitável, mas não. Não era isso. Era algo mais profundo.
Num momento de tristeza, desespero, depressão e outros sentimentos que não quero voltar a sentir tão cedo, o meu eu mandou uma mensagem para mim própria. Tudo bem, isto é estranho e se alguém ler este texto vai pensar que sou totalmente doida, mas para mim faz todo o sentido.
Naquele momento eu sentia-me mal – ao ponto de me querer magoar – e apenas queria chorar – até porque nesse dia saí de casa a chorar, as lágrimas foram a cair silenciosamente no autocarro e, à noite, adormeci a chorar –, mas aquilo não era saudável e o meu outro eu sabia isso. Então apenas me disse que eu não estava sozinha, e era verdade, eu tinha-a. Ela não me podia abraçar como eu queria, mas ela, ou eu – não sei bem –, estava lá em todos os momentos. E sabia que aquilo não estava a ser saudável.
Então aquele foi o conselho.
Fecha os teus olhos. Respira fundo. E diz “mundo, aqui vou eu!”.
E este é o meu conselho para cada uma de vós. As pessoas por vezes deixam-nos, mas temos que aprender a virar-nos sozinhos e isso vocês apenas vão conseguir com vocês mesmas.
Portanto amem-se! Vão passar o resto da vida com vocês próprias. #Ficaadica ;)

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Texto - Alguém me compra um gelado?

Os meus olhos encaravam lentamente a cena que me foi presentiada. A criança corria, contente, saltando as pedras que se lhe colocavam no caminho. Poderia ser eu, há alguns anos atrás.
Continuei a observar.
Uma queda foi assistida por mim. Pensei correr em auxílio da criança, mas uma senhora foi mais rápida que eu; talvez a sua mãe. Eu fiquei parada apenas a observar o que aconteceria.
A criança chorava violentamente, enquanto escorria sangue pelo seu joelho; apenas uma ferida, mas algo maior para o pequeno menino. A mãe sorriu, levantando o menino e ajudando-o a caminhar.
O mesmo cambaleava, mas confiava na mãe para aquela tarefa.
Segui-os, queria saber onde iriam. Entraram num café.
Esperei.
Em poucos minutos a criança saiu do café, sorridente, e com um gelado na mão, como se o seu problema tivesse, simplesmente, acabado; como se nada de mal lhe fosse acontecer a partir daquele momento.
Parei para pensar na forma como eu tinha inveja de uma criança de pouco mais de três anos, que não tinha autonomia quase nenhuma, que não podia sair sozinho, que tinha que seguir todas as regras impostas, sem ter espírito crítico para decidir se seria o acertado a fazer; não tinha nada do que eu tinha. No entanto, mesmo assim, conseguia ser mais feliz que eu.
Olhei em minha volta, onde todos continuavam a andar, enquanto eu permanecia parada a relembrar a cena que acabara de acontecer.  Apenas um pensamento invadiu a minha mente.
Alguém me compra um gelado?

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Texto



She’ll be alright, just not tonight.
A mesma frase que se adequa a mim há três dias e três noites; a mesma frase que eu insisto ler todos os dias, mas que não me leva a lado nenhum. Just not tonight, é o que se repete na minha cabeça há três noites! Quando será a noite?
Hoje ainda foi pior que ontem. Foi ainda pior do que anteontem. E, pelo que vejo, só tende a piorar.
Aquilo a que uma certa pessoa insiste em chamar família, não é uma família; pelo menos não agora. Os irmãos continuam unidos, e espero que assim continue, mas não os pais. Parece que cada um puxa para o seu lado, parece que o lado feminino insiste que não quer ceder; insiste que é melhor fazer sofrer os filhos e ainda lhes ir contar os pormenores. E depois, para melhorar tudo, insiste que a culpa é de todos, mas nunca dela.
Ambos cometeram erros, ambos se deixaram levar por impulsos e não tomaram as decisões mais acertadas. Ambos continuam a puxar a batata quente para o seu lado e as três pessoas que se encontram no meio continuam a sofrer.
Este problema não é algo que um de nós possa resolver, é algo que tem que ser resolvido por eles. E eu não quero saber se um fez isto e o outro fez aquilo e… Não me interessa! Querem contar-me tudo? Contem! Mas submetem-se automaticamente à minha opinião que nem sempre é a mais simpática. Neste caso, e antes de afastarem os três filhos, divorciem-se. A equipa já acabou e há muito tempo.
E este foi o tema de hoje, tudo se repetiu. Mas porquê enquanto estávamos em casa? Foi de propósito para pudermos ouvir e sofrer? You made it so congrats. Mas vão levar também com as consequências e as minhas acabaram de chegar. Hoje foi o limite! Nunca me senti tão nervosa, nunca me senti a perder a noção de tudo o que me rodeava, nunca me senti com tanta falta de oxigénio, nunca senti uma corrente de energia tão grande percorrer o meu corpo, nunca senti que tinha força suficiente para partir tudo o que me rodeasse e nunca senti tanta vontade de bater num deles. Foi a gota de água!
Depois dos nervos eu tive que me acalmar e tentar acalmar a minha irmã; o meu irmão era o único calmo. Tudo terminou algum tempo depois e eu apenas saí de casa, novamente. Desta vez para um sítio tão sossegado como o anterior, mas totalmente diferente.
Quando lá cheguei, chorei, senti o meu coração totalmente partido e comecei a bloquear tudo, permitindo apenas que a raiva se apoderasse do meu corpo. Assim que a raiva me dominou eu deixei de chorar totalmente e apenas fiquei a pensar em todos os presentes em casa; a raiva só desaparecia quando os meus irmãos surgiam nos meus pensamentos.
Até aqui estava tudo muito bonito, até porque tinha decidido exactamente o que fazer, mas faltava-me mais qualquer coisa: a minha depressão. A verdade é que me tenho sentido mais em baixo a cada dia que passa, todas as noites tenho chorado e, durante o dia, preocupo-me em resolver a da minha mãe. E quando é que ela se preocupou com a minha? Não vale a pena entrar nessa conversa senão a raiva apenas aumenta. Portanto, eu tinha que decidir. Ou tratava de mim ou da minha mãe.
“Eu ando a fazer de tudo o que posso para tratar da minha depressão”, pensei, “e a mãe anda a fazer de tudo para mostrar a todos a sua. Não pensa, minimamente, em tratar-se”. E foi aí que eu percebi que o conselho que tinha dado há dias era direccionado a mim. Eu tenho o meu limite, dou o que posso e faço o que posso pelas pessoas, a partir do meu limite não posso dar mais. É a minha saúde que está em jogo e, a verdade, é que eu me sinto cada vez mais em baixo desde que as férias começaram.
Portanto eu não quero ouvir mais “o teu pai isto” ou “o teu pai aquilo” ou “a tua mãe isto” ou “a tua mãe aquilo”. Nenhuma deles é santo, cada um deles fez as suas porcarias que nunca serão perdoadas pelo outro, mas isso não é problema meu nem dos meus irmãos. Cada um de nós tem os seus problemas. As saudades do pai ou problemas que envolvam mais a família são para ser partilhados, problemas conjugais, é problema deles e realmente estou a lixar-me para essa história, apenas quero saber o resultado final. Neste momento quero tratar da minha depressão que é a que está a magoar o meu corpo no meio de tudo isto.

Quanto ao resto cada um que resolva os seus problemas; eu vou resolver o meu! Egoísta? Talvez... Mas estou cansada de lutar por pessoas que não sabem lutar por elas próprias e por relações pelas quais ninguém luta. Pela primeira vez na vida tenho que lutar por mim!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Texto


 Novamente a praia era a imagem à minha frente. Queria chorar, mas ainda não era o momento ideal para fazê-lo, precisava de um local sossegado e próximo; principalmente próximo, o meu choro estava a ser guardado por horas e sabia que faltava pouco para transbordar.
Olhei para o lado esquerdo e depois para o direito; ambos tinham pessoas a mais para o meu gosto. Decidi olhar para o espaço em frente: totalmente vazio. Não pensei em mais nada, apenas me descalcei e andei pela areia fora, colocando-me num local escondido por entre as dunas. O mar estava azul e forte. As ondas podiam ser ouvidas enquanto batiam furiosas nas rochas; a minha vontade de chorar apenas aumentou e uma pequena lágrima caiu.
Limpei-a.
Despi a camisa devido ao calor e deixei que os meus braços ficassem livres para sentirem o sol.
O meu mp3 foi o passo seguinte. Precisava de uma música que me deixasse confortável o suficiente para deixar os meus sentimentos saírem e sentirem-se seguros para serem estudados calmamente. Comecei com música africana e, com toda a certeza, não funcionava. Veio a Miley. Tal como a anterior, nada! Jonas Brothers, Ed Sheran, Tó Semedo, Aerosmith,… imensos cantores foram passando, mas num em especial parou: Guns ‘n’ roses, don’t cry. A música começou a tocar e todos os momentos passados voltaram à minha mente, mas um em especial fez as minhas lágrimas iniciarem o percurso.
 
As malas estavam no carro. O meu tio estava pronto para ir e o meu pai estava à porta. Consegui ouvir alguém descer as escadas depressa, mas não sabia quem. Um “tratem da vossa mãe” foi lançado.
Não ia chorar, tinha de me manter forte!
Logo depois virou-se para mim. Eu não tinha força! Abriu os seus braços e eu rodeei a sua cintura num abraço sem qualquer força. Repito: eu não tinha força! No entanto o meu pai apertou-me com muita força, força suficiente para me fazer escorrer algumas lágrimas; o meu desespero aproximava-se. “Chau Sarita, trata da tua mãe e dos teus irmãos”, soltou. Aquela frase teve um impacto enorme em mim, maior do que era realmente necessário. Aquele era o sinal da despedida. Um beijo foi depositado na minha face e os braços desenvolveram-me, fazendo-me sentir a pessoa mais desprotegida do mundo. O desespero estava no extremo e eu chorava compulsivamente.
A minha irmã foi a próxima e, em seguida, o meu irmão. Todos tiveram o mesmo fim, o rosto lavado em lágrimas.
Logo depois vi o meu pai chorar. Ele nunca chorava! O meu coração doeu mais um pouco. Ele saiu a correr e entrou no carro que depressa acelerou. Era o fim!
 
 A partir daquele momento todas as recordações surgiram, todos os copos e decorações partidas foram recordadas, todas as vezes que os meus irmãos choraram por ver a mãe num estado de desespero total ou todas as vezes que a mãe gritou com eles e eu me coloquei no meio estavam lá, todos os palavrões que disse à minha mãe, todas as vezes que a mandei calar ou ir embora, todas as vezes que saí de casa com os meus irmãos, durante grande parte da tarde estavam lá. E as lágrimas continuavam. Mais uma lembrança voltou, tornando tudo mais intenso que nunca.
 
Tinha sido um dia complicado.
A minha mãe ligou-me a chorar e a falar mal do meu pai, os meus irmãos choraram ao telemóvel e as minhas orientadores de estágio ainda tinham decidido que era um óptimo dia para me humilhar. Eu estava péssima para ser sincera.
Precisava de alguém.
Não queria falar sobre o que tinha acontecido, apenas precisava de um abraço e umas palavras de apoio. Mas a quem ligar? A verdade é que todos os meus supostos amigos tinham fugido quando eu mais precisei! E os que tinham ficado não me deixavam suficientemente à vontade. Eu estava sozinha nesse campo!
Pensei na minha mãe, “telefonou-me a chorar, não vou ligar. Além disso não estou bem para a ouvir a desabafar e a falar mal do pai!”, pensei. Descartei essa hipótese. Irmãos, “Eles estavam a chorar ao telemóvel, não lhes vou ligar, além disso já têm de aguentar tudo dentro de casa.”. Também coloquei de lado. Pai? Pai! Sorri pela primeira vez naquele dia e marquei o número do meu pai; sabia que ia gastar o saldo todo com ele, mas eu precisava.
Liguei.
Ele atendeu em poucos segundos. Ouvir a sua voz a dizer “Tô Sarita” foi o melhor do meu dia. Mas dois minutos foi o máximo que falou comigo. Quando lhe ia dizer o “maravilho” dia que tinha tido, após ele me contar o seu, ele descartou-me. Com uma linda e maravilhosa desculpa. Pensei em pedir-lhe para esperar apenas 30 segundos, era o que eu precisava, mas despachou-se a despedir e a desligar o telemóvel.
O meu coração parou na hora, o meu corpo tremia e as lágrimas depressa começaram a cair. Foi quando descobri: eu estava sozinha!
 
As lágrimas escorreram mais e o meu punho fechou com uma força enorme nele, enquanto a outra mão insistia que as unhas deviam estar espetadas na minha pele; eu precisava acalmar-me, precisava parar o choro. Foi como chorar por tudo o que não tinha chorado, mas o meu coração continuava cheio e fechado a cadeado cuja senha nem por mim era conhecida.
O vento soprava mais forte e o som das ondas era mais intenso. Uma nuvem passou em frente ao sol e a areia da praia foi escurecendo a olhos vistos, com uma velocidade nunca vista por mim, até chegar ao local onde eu me encontrava. Era o que eu precisava para observar o mar sem ter que ter os olhos quase cerrados. Aproveitei. As ondas vinham com força e o mar fechava em diversos pontos bastante próximos; o azul dominava-o como nunca tinha visto; a espuma branca era quase inexistente.
Aos poucos o choro compulsivo desapareceu e a calma começou a reinar.
Limpei as lágrimas.
Naquele momento dei-me conta que a música que tocava era outra; November Rain dos mesmos artistas. Coloquei a mesma música do princípio e vi o sol voltar; iria ser complicado olhar para o mar novamente.
Mais uma meia hora se passou por entre recordações e lágrimas. Mas depois percebi que tinha que colocar umas ideias em dia. Primeiro pensei no meu irmão: ele tinha crescido de um mês para o outro, a nível sentimental. Com ele podia estar mais descansada. A minha irmã: andava confusa com tudo o que se passava e as duas personalidades que ela tinha – a de antes e a do momento – estavam em conflito cada vez que algo era dito pela mãe. Mas desde a conversa que tinha tido com ela, uma delas desapareceu e apenas uma permaneceu e com personalidade bastante sólida. Menos outro problema. Mãe: salta de personalidade em personalidade e nenhuma consolidada a não ser a inicial; Problema! E aquelas eram as minhas conclusões.
Depois veio o mais importante naquele momento: eu! Fechei os olhos e tentei acalmar o meu coração para perceber a minha evolução, para entender o que me impedia de evoluir mais, mas apenas consegui encarar o vazio. Parecia que eu não estava no coração mas numa câmara secreta deixada para enganar tolos, totalmente vazia. Eu não conseguiria ter acesso aos meus sentimentos, tudo por aprender a bloqueá-los.
 Esqueci o coração e utilizei a cabeça. “Se racionalizo os sentimentos a cabeça há-de ajudar”, pensei, mas enganei-me.

Naquele momento entendi que eu já não sabia o que pensar de mim; eu já não sabia sequer quem era; eu tinha mudado; quase não me reconhecia; era certo que eu tinha crescido em alguns aspectos. No meio de todas as conclusões ficou uma por tirar e a que mais me importava. “E eu? Tenho a minha estrutura bem consolidada ou é apenas uma farsa que baixará assim que alguém me baixe as defesas?” . Em pouco tempo vou descobrir…

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Fériaaasssss


Férias! Finalmente, depois do ano mais complicado da minha vida, do ano de maior mudança, do ano do meu maior crescimento, chegaram as férias.
Não é pela chegada das férias que estou contente, mas sim porque finalmente tive tempo para reflectir acerca da mudança que sofri este ano. Finalmente percebi que existiram certos aspectos que me deitaram abaixo enquanto eu não amadureci interiormente, principalmente, a nível sentimental. E esse foi o ponto em que mais evolui este ano. E sinto-me verdadeiramente orgulhosa de mim, nem que isso me tenha custado o meu estágio.
Finalmente comecei a pensar como realmente queria pensar e não como os outros queriam que eu pensasse. Finalmente é a Sara que está a pensar, finalmente sou apenas eu; sem influências, apenas eu! E este é outro ponto bastante importante!
Mas claro que não estou aqui para falar acerca de como cresci, estou aqui para fazer a minha lista de coisas para fazer este verão. So here I go.

1) Fazer a série animada da família Silva (isto sim vai ser uma comédia. Tou aqui com umas ideias... vou gozar um pouco com a minha própria vida)

2) Finalmente aprender a tocar guitarra

3) Ganhar coragem para ir à praia; mesmo em frente a todas as pessoas que insistem em olhar e comentar com o colega do lado (pouco provável que esta aconteça, mas...) - Tipo não fui à água, apenas fiquei a ganhar algum bronze, mas de qualquer modo fiquei apenas de calções vestidosportanto acho que esta está minimamente concluída... para o ano repete-se :D CHECK!

4) Resolver as coisas com o meu pai (E esta devia ser a primeira porque é, efectivamente, a mais importante neste momento) - (First one :b) CHECK!

5) Falar com todas as pessoas das quais me afastei durante os meus problemas deste ano - CHECK!

6) Apanhar um bronze lindo!! (Quero tanto.. vem cá bronze, vem *-*) - ohh apanhei o bronze.. não foi aquele bronze tipo o que tive há dois anos.. aí sim estava preta *-*. Mas ya apanhei algum, não muito... CHECK!

7) Fazer as madeixas californianas - Poise calhar não resultaram muito bem.. nem madeixas ficaram :o ficou apenas unsombreados ahahha se calhar mais tarde vou repetir mas por agora... CHECK!

8) Estudar para me preparar para o estágio

9) Viajar (para o porto e para benedita)

10) Aproveitar o meu tempo ao máximo! - Esta posso dizer que foi totalmente concluída. Fiz coisas este verão que nunca pensei fazer e aprendi bastante - principalmente coisas que não devia hahah. Portanto mais uma... CHECK!

E por enquanto é isto. Se encontrar mais alguma coisa que mereça estar aqui, edito a mensagem. E vocês? Algum plano em especial? Let me know :D