sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Filme: Prozac Nation

Era uma óptima noite para ver filmes: só o meu irmão estava acordado, eu não estava cansada de todo e o sono não aparecia. Entrei no wareztuga e fui aos filmes agendados; deparei-me com este.
Assim que comecei a ver apenas pensei que iria acabar por adormecer durante o filme – faço isso constantemente – mas queria vê-lo; se estava agendado era para ser visto.
Os primeiros minutos foram um pouco secantes, mas depressa comecei a sentir-me demasiado envolvida e comecei a chorar; todo o santo filme.
No filme a personagem principal tem uma depressão e gira tudo em torno disso mesmo: das suas inseguranças, da razão de ela se encontrar onde está, a frustração por não se conseguir controlar, a sua tentativa de salvação, o tentar estar bem, o fingir característico, … Acreditem, apesar de ser calmo, o filme vale a pena.
No entanto, ter-me identificado com a personagem e ter chorado durante o filme inteiro, não é a razão de estar aqui a escrever. A razão principal é uma frase que foi dita. “Não tens de fingir.”.
Sabem, ultimamente sinto-me um autêntico vulcão. Nada está bem, tenho ficado nervosa com pouco, tenho discutido por assuntos insignificante, tenho perdido a paciência, tenho vontade de chorar o dia todo e, se não puder fazê-lo, tenho vontade de dormir todo o santo dia. Mas, assim que expludo um pouco, lembro-me que não quero magoar ninguém e ajo exactamente da forma que as pessoas esperam que eu haja. E fecho-me. Se hajo de forma diferente, as pessoas olham-me de lado ou, simplesmente, ignoram. Se tento explicar que algo não está bem comigo, não me ouvem e pensam que é uma crise de adolescente. E é assim que hajo, como se fosse uma crise de adolescente, porque é exactamente isso que eles esperam que seja.
Não sei se é desespero que está a tomar conta de mim, se é o facto de não fazer exercício há dois dias ou se é apenas algo temporário, mas não estou bem. Estou cansada de fingir. Estou cansada de me sentar naquele sofá a assistir a um filme de comédia com a família e ver todos a rir com vontade enquanto eu rio para não me perguntarem se estou bem. Não quero mentir. Mas, de qualquer modo, eu estou a mentir; estou a ir contra mim própria. Se fingir que estou bem, estou a mentir, se me perguntarem e eu disser que estou, estou a mentir. Não tenho forma de não mentir!
Isto tudo para quê? Primeiro, precisava de escrever. Não tenho escrito nada, tenho estado totalmente bloqueada a olhar para as malditas páginas brancas que quase parecem rir da minha cara! E o segundo ponto, e o mais importante, apenas vos quero dizer que não têm que fingir. Não comigo. Sei o quanto custa fingir que se está bem, fingir que a alegria está lá toda, mas não quero que o façam comigo.
Sei que não é a mesma coisa. Eu posso dizer isto, mas não estou aí, portanto eu dizer ou não é totalmente indiferente, mas caso um dia precisem mesmo de desabafar e não quiserem preocupar ninguém, podem falar comigo. Estou aqui para todos/as, está bem? Sem fingimentos.

2 comentários:

  1. Nunca vi o filme mas agora fiquei com uma curiosidade...
    E identifico.me bastante com isso que estás a passar, apenas não finjo se me sinto bem com as pessoas que estou no momento óptimo se não, levam com o meu mau humor (para não contar o que realmente se passa). Há que acreditar que melhores dias virão. ^Força, bjinhos **

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    1. É super calmo mas é bonito, aconselho-te mesmo :)
      ahahha boa!! eu também preferia dar com o mau humor em cima das pessoas ahah xD
      sim.. melhores dias virão princesa...

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