Sabes, não precisei de pensar muito quando cheguei a esta. É óbvio que é a ti que a tenho de escrever, foste a primeira e a única pessoa a quem escrevi cartas e isso não muda. Quer dizer, não te posso prometer isso, porque também fizemos a promessa de que a nossa amizade não iria mudar e mudou. E, mesmo vendo isso acontecer em frente aos meus olhos, não fiz nada para o impedir. Por um lado, pensei que realmente estavas cansada de mim, por outro, não tive forças para lutar. Acredita, sinto a tua falta todos os dias; sinto falta de te ter ao meu lado a contagiar-me com a tua força e alegria; sinto falta dos abraços apertados; sinto falta de ouvir um "anjo" sair da tua boca. Tu sempre me chamaste anjo - realmente não sei o que vês em mim para me chamar de anjo, sendo que não chamas nada parecido a mais ninguém -, mas agora eu vejo que no meio de tudo eu não era o anjo. Tu és o anjo. O meu anjo! E, neste momento, percebo a asneira que fiz por não ter lutado por nós. Era óbvio que tu te cansarias um dia. Mas vou fazê-lo, mesmo que seja tarde demais.
Sinto imenso a tua falta, anjo. Perdoa-me...

Sem comentários:
Enviar um comentário