You know something isn’t right
When you feel bad about yourself
You know something isn’t right
When you just want to cry
You know something isn’t right
But darling, darling you’re not alone
Just close your eyes
Take a deep breath
And say world here I go
- Sá :)
Há uns meses comecei a escrever este refrão de uma
música. Eu estava realmente mal, precisava de forças para lutar e,
inconscientemente, escrevia; foi algo do momento. Assim que a apontei – não
gosto de desperdiçar ideias que apareçam do nada, servem sempre para algo! –
desliguei as luzes do quarto e deitei-me, ainda a pensar em tudo o que
acontecia.
No dia seguinte, tentei voltar à música, um pouco mais
calma, mas nada. Tentei de todas as formas, usei várias palavras, várias
combinações, vários ritmos, tudo! Mas nada! Voltei a tentar no dia seguinte,
uns dias depois, uns meses depois, e encontrei-a por acaso anteontem. “Vamos lá
ver se é desta…” pensei.
Comecei a escrever e fiquei contente, porque tudo fazia
sentido e eu tinha-la terminado. No entanto, depois de uma pausa, voltei a ler,
e voltou a não fazer sentido. Nesse instante chateei-me e deitei o papel fora.
Como é que eu tinha um refrão que não conseguia esquecer
e, ao mesmo tempo, não havia forma nenhuma de conseguir escrever o resto da
música? Tudo bem, eu entendia se fosse algo muito pensado – porque quando penso
muito em algo, não funciona – mas daquela vez foi algo espontâneo; como se
fosse um conselho e uma promessa a mim própria. Lembro-me perfeitamente de
estar mal e as palavras começarem a surgir na minha mente, totalmente
encaixadas, e com a melodia formulada. Foi espontâneo.
Então parei e escrevi, novamente, os versos que tinha.
Poisei a caneta e olhei para eles enquanto pensava, mas nada. Não via nada de
intrigante, não via nada que não pudesse ser cantado, nem nada que pudesse
estragar o ritmo. Guardei a folha e esqueci aquilo.
Dois dias depois, ia eu no carro a pensar, e foi como um click. Tudo fez sentido e, por momentos,
eu esqueci-me totalmente que tinha pessoas no mesmo carro que eu.
Tudo fazia sentido.
A música dizia que eu sabia que algo não estava bem
quando me sentia mal comigo mesma e quando apenas queria chorar. Depois
dizia-me que eu não estava sozinha, para apenas fechar os olhos, respirar e
enfrentar o mundo – sei que não é exactamente o que lá está, mas é isso que
tentava transmitir.
Eu, quando tentava escrevê-la, tentava focar-me em
pessoas que estariam lá para me ajudar. Afinal, ao ler a letra, se lemos “darling you’re not alone”, que vamos
pensar? Familiares, amigos ou namorados, certo? Também podíamos entrar no lado
da religião, também seria aceitável, mas não. Não era isso. Era algo mais
profundo.
Num momento de tristeza, desespero, depressão e outros
sentimentos que não quero voltar a sentir tão cedo, o meu eu mandou uma mensagem para mim própria. Tudo bem, isto é estranho
e se alguém ler este texto vai pensar que sou totalmente doida, mas para mim
faz todo o sentido.
Naquele momento eu sentia-me mal – ao ponto de me querer
magoar – e apenas queria chorar – até porque nesse dia saí de casa a chorar, as
lágrimas foram a cair silenciosamente no autocarro e, à noite, adormeci a
chorar –, mas aquilo não era saudável e o meu outro eu sabia isso. Então apenas me disse que eu não estava sozinha, e
era verdade, eu tinha-a. Ela não me
podia abraçar como eu queria, mas ela, ou eu – não sei bem –, estava lá em
todos os momentos. E sabia que aquilo não estava a ser saudável.
Então aquele foi o conselho.
Fecha os teus olhos. Respira fundo. E diz “mundo, aqui
vou eu!”.
E este é o meu conselho para cada uma de vós. As pessoas
por vezes deixam-nos, mas temos que aprender a virar-nos sozinhos e isso vocês
apenas vão conseguir com vocês mesmas.
Portanto amem-se! Vão passar o resto da vida com vocês
próprias. #Ficaadica ;)

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